13/02/2020 - 10h26

Canucks vencem Blackhawks em noite de homenagens

Após aposentar as camisas dos irmãos Sedin, Canucks zeram Blackhawks em noite inspirada de Markstrom

A era dos irmãos Henrik e Daniel Sedin teve seu fim na temporada 2017-18, mas o torcedor de Vancouver precisou esperar um pouco para ver as camisas dos gêmeos suecos aposentadas ao lado de nomes como Pavel Bure e Stan Smyl entre outros ídolos da história dos Canucks. Os últimos anos da dupla não foram tão prolíficos, porém este renovado elenco mostrou na noite desta quarta-feira (12) que aprendeu cedo como faz para vencer as partidas mesmo quando é o adversário quem controla o jogo. O Vancouver Canucks recebeu o Chicago Blackhawks e saiu vitorioso por 3 a 0 em um placar que mostra o quanto é importante ter um goleiro seguro, e os times especiais funcionando neste esporte.

Após uma cerimônia longa em que os irmãos Sedin tiveram suas camisas penduradas no alto da arena Rogers, o torcedor presente viu outra estrela brilhar, o goleiro Jacob Marsktrom que fechou o jogo com 49 defesas e nenhum gol sofrido contra o time de Chicago. Foi uma atuação exuberante, repleta de defesas fantásticas que ajudaram os anfitriões na conquista de mais dois pontos importantes na luta pelo título da Divisão do Pacífico.

Com o peso de 4 derrotas seguidas, os visitantes sabiam que impôr intensidade desde os primeiros movimentos seria fundamental para forçar a mudança de estratégia do adversário. Patrick Kane, Jonathan Toews e cia, não mediram esforços para abrir o placar. O problema é que quando um goleiro começa a ganhar tamanha confiança com defesas de diferentes níveis de dificuldade, contando com a sorte e muita frieza, o gol parece que vai ficando cada vez menor a cada disparo. E foi assim que os Blackhawks terminaram a primeira etapa com 17 tiros contra o gol de Markstrom.

Em outros tempos, os Canucks não suportariam a pressão. Acabariam errando em algum momento e entregando o disco para o outro time marcar. Agora, as coisas estão mudadas por lá. Não só suportaram a intensidade de Chicago como também aproveitaram o power play para pular na frente do scoreboard.

O gol de Bo Horvat (18 na competição) foi típico de hóquei no gelo, com uma linha de passes que desloca toda a marcação e oferece ao atleta que está na slot liberdade para escolher o espaço entre o goleiro e a casinha.

Na segunda etapa a história do jogo continuou exatamente do mesmo jeito, muita pressão dos Hawks e Markstrom crescendo diante dos atacantes de Chicago.

Novamente, os Canucks foram letais. Drake Caggiula tentou proteger o disco na entrada da zona defensiva. No entanto, era Jordie Benn que vinha na direção contrária e a diferença de tamanho e velocidade fez com que o atacante dos Hawks perdesse a posse do disco numa zona perigosa. O segundo gol aconteceu a partir deste erro defensivo dos visitantes. Adam Gaudette (10) marcou o seu décimo gol na competição depois de outra troca clássica de passes na frente do goleiro e a abertura de uma enorme janela facilitando a vida do atacante. Corey Crawford nada pôde fazer para evitar que os Canucks dobrassem a vantagem.

No fim da partida, Brandon Sutter (8) que já havia participado dos dois primeiros gols com assistências foi coroado com um gol livre sem a presença de Crawford no gelo, fechando a conta.

Apesar de sofrer 49 disparos contra o seu gol, o time dos Canucks pode se orgulhar de ter defendido 5 situações de power play de Chicago, além de ter aproveitado uma de suas 3 oportunidades, um indicador de que este time aprendeu a vencer os jogos.

Com a vitória, o Vancouver Canucks (32-21-5) chegou aos 69 pontos e lidera a Divisão do Pacífico, enquanto o Chicago Blackhawks (25-24-8) estacionou nos 58 e se manteve na lanterna da Divisão Central.

(Foto: Divulgação Twitter/VancouverCanucks)

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Montreal Canadiens 1 @ 4 Boston Bruins

Calgary Flames 3 @ 5 Los Angeles Kings

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