04/04/2019 - 10h09

[PRÉVIA] Final Four 2019 – Michigan State vs Texas Tech

Confronto que fecha o Final Four colocará frente a frente técnicos de gerações e trajetórias bem diferentes

Michigan State bate Duke e vai ao Final FourDe um lado, o time dono de uma das narrativas mais surpreendentes da temporada, treinado por Chris Beard, uma figura que até então era desconhecida por muitos e em 2018 foi eleito Coach of the Year. Texas Tech chega em seu primeiro Final Four da NCAA e quer sonhar ainda mais alto com a conquista do inédito campeonato.

Do outro, um programa tradicional no basquete universitário, celeiro de excelentes jogadores como Magic Johnson e mais recentemente Draymond Green. Michigan State tenta o terceiro título após quase 20 anos de jejum e pode ver seu treinador Tom Izzo se consolidar como o maior personagem de sua história.

E aí, quem levará a melhor e continuará em Minneapolis? Confira a prévia do The Playoffs.

(Foto: Reprodução Twitter / Michigan State)

O jogo

É quase impossível discordar que o grande matchup deste jogo será o ataque dos Spartans contra a defesa dos Red Raiders. Ao contrário do setor defensivo de Tom Izzo, Texas Tech tem um backcourt que força turnovers – quase 16 por partida. Lá atrás, os big men Tariq Owens e Norense Odiase cuidam do garrafão como ninguém. A dupla é capaz de bloquear tanto armadores que fazem a infiltração rápida como proteger as jogadas de post de pivôs e jogadores mais pesados.

Só que Michigan State possui o trunfo de ofensivamente ser um time bem mais versátil. A genialidade de Cassius Winston e a qualidade de ataque ao garrafão de Xavier Tilllman e Nick Ward formam um verdadeiro pesadelo para os adversários. Se Izzo conseguir um jeito de impor uma transição rápida para o ataque,o problema é todo de Chris Beard e Texas Tech.

Apesar de Davide Moretti, Jarrett Culver e Matt Mooney serem excelentes arremessadores, Texas Tech não tem um jogador tão cerebral como Winston. Para quem precisa trabalhar mais a bola no intuito de furar o ferrolho verde escuro, isso certamente pode ser um fator de desiquilíbrio no jogo.

Além disso, os Spartans também sabe defender. Tillman é um verdadeiro protetor do aro e Ward e Kenny Gois são verdadeiras máquinas de tocos. Os três contribuem para que Michigan State figure como décima sexta em eficiência e quarta em aproveitamento defensivo.

(Foto: Reprodução Twitter/Texas Tech Red Raiders)

Em quem ficar de olho?

Apesar de provavelmente não apresentarem prospectos no top 5, o confronto terá dois jogadores que receberam os prêmios de melhores atletas de suas conferências e que podem ser surpresas em escolhas prematuras pela ótima produção no decorrer da temporada e do torneio. Vamos a eles:

Jarrett Culver (armador, Texas Tech)

Trae Young já cantou a bola. Grande estrela do jogo, Jarrett Culver teve uma ascensão de performance impressionante entre seu primeiro e segundo ano lá em Lubbock, no Texas. De atleta promissor a Jogador do Ano da Conferência Big 12, o faz-de-tudo da equipe dos Red Raiders ajuda em pontuação e na distribuição do jogo, além de ser um excelente defensor. Sua versatilidade permitiu que o técnico Chris Beard incorporasse uma potência ofensiva para uma das defesas mais sólidas do país.

Tudo isso fará de Culver o prospecto de Texas Tech selecionado mais prematuramente para a NBA desde 1997, quando o Phoenix Suns escolheu Tonny Battie na quinta escolha geral. Além do seu jump shot, os 69% de aproveitamento na linha do lance livre são pontos que certamente precisa trabalhar para o próximo nível.

Não deixe de observar: Tariq Owens, Davide Moretti

Cassius Winston (armador, Michigan State)

Talvez você não encontre jogador mais inteligente no basquete universitário que Cassius Winston. Tanto que seu próprio treinador já o comparou com o quarterback multicampeão do New England Patriots Tom Brady. Entender o jogo, escolher as melhores jogadas e deixar companheiros livres são características essenciais para aquele armador clássico – e esse é o ponto forte do Jogador do Ano da Conferência Big Ten. Na temporada 2018-19, aperfeiçoou ainda mais sua aptidão nos arremessos, chegando a mais de 22 pontos por partida.

Com 1,85m, Winston pode não ter o melhor dos portes físicos quando pensamos em defender armadores de NBA (a média da posição no nível profissional é quase 10cm maior), mas certamente sua inteligência e capacidade de leitura do que acontece na quadra podem e devem ajudar a subir seu stock no Draft.

Não deixe de observar: Xavier Tillman, Nick Ward

Palpite

A vitória sobre Duke no Elite Eight diz muito sobre essa Michigan State. É um time muito bem treinado física, técnica e mentalmente por Tom Izzo. Será muito interessante ver como os Spartans, com um volume ofensivo tão intenso, irão atacar a solidez defensiva de Chris Beard. Além disso, diversos capítulos anteriores do March Madness indicam que ter um técnico experiente conta muito para essa reta final tão tensa como é o Final Four. Por isso, Spartans na final.

Oddsshark