09/04/2019 - 01h07

Hunter brilha, carrega no fim e Virginia é campeã do March Madness

Quando o jogo apertou, Cavaliers apostam em craque para vencer título pela primeira vez.

Hunter brilha e Virginia vence March Madness

Se no passado a derrota para UMBC era algo duro de aceitar por parte de Virginia, esse pesadelo passou. Com enorme jogo de De’Andre Hunter, os Cavaliers sofreram. Precisaram da prorrogação para se sagrarem campeões do March Madness. Em um confronto incrível, o time bateu Texas Tech por 85 a 77 e levantou o troféu no basquete universitário masculino da NCAA pela primeira vez em sua história, nesta segunda-feira (09).

Hunter fez seu melhor jogo na universidade. A estrela, que vinha meio apagada no torneio nacional, anotou 27 pontos e recuperou sete rebotes. Kyle Guy também esteve bem. Foram 24 pontos para o camisa cinco. Ty Jerome deixou a quadra quase que com um duplo-duplo (16 pontos + 9 assistências). Por Texas Tech, Brandone Francis tentou. Anotou 17 pontos. Já Jarrett Culver, eleito o melhor do ano pela Big 12, amassou o aro, mas deixou o duelo com 15 pontos.

No começo, as equipes pareciam nervosas. Principalmente Texas Tech. Os Red Raiders erraram as primeiras oito tentativas de arremesso. Com isso, o time só foi pontuar sem ser por lance livre por volta de oito minutos da etapa inicial. O primeiro acerto foi com Moretti, que encaixou bela bola de três pontos. A resposta veio rápido com uma enterrada de Braxton Key.

Culver bem que tentou:

Bem na metade do primeiro tempo a coisa parecia ter desandado para TTU. Muitos erros fizeram com que Virginia abrisse 17 a 7. Só que Francis tratou de cortar essa diferença com duas bolas de três. Com a marcação mais ajustada, o time empatou em 21 a 21. Porém, a mão quente de Guy era uma poderosa arma dos Cavaliers que foram ao intervalo vencendo por 32 a 29.

Na etapa decisiva, Virginia começou melhor. Hunter ditava o ritmo quando a situação apertava para o time. Numa boa bandeja, o ala conseguiu abrir 40 a 31 para os Cavaliers. Então, a defesa dos Red Raiders voltou a aparecer. Guy e Jerome passaram a ter menos espaço. No ataque, Francis ia se virando com o baixo número de acertos de Culver e Mooney.

Hunter levou Virginia à prorrogação:

Com pouco menos de cinco minutos para o final, Hunter conseguiu boa cesta e colocou 59 a 51 no placar para os Cavaliers. Kyler Edwards descontou rapidamente em uma bola de dois pontos. Então, após uma roubada de bola na defesa, Mooney apareceu. O ala chamou o adversário para dançar, cortou para dentro e encaixou uma bela bola de três. O lance empolgou TTU que forçou Virginia ao erro e deixou tudo igual quando Norense Odiase fez a cesta e converteu a falta sofrida no garrafão, 59-59.

A reta final foi de tirar o fôlego. Com 1:45 para o fim, Guy anotou dois pontos e deixou tudo em 65 a 61. Mas Texas Tech não desistiu. Primeiro, Moretti colocou uma bola de três no alvo. Depois, Culver fez belíssima jogada, tirou Hunter para dançar com um giro e subiu para dar a vantagem para Texas Tech. Só que era cedo para o fim. Após dois lances livres certos de Odiase só uma cesta de três salvaria os Cavaliers. E numa infiltração, Jerome poderia ter ido para os dois pontos, mas abriu para Hunter deixar tudo igual em uma cesta longa, 68 a 68. Um jogo desses merecia a prorrogação.

Hunter clutch:

E foi na prorrogação que a estrela de Hunter brilhou de vez. Fazendo um torneio muito questionável, por vezes ofuscado por Jerome e Guy, a resposta veio no momento certo. Numa cesta de três magistral, do mesmo lugar em que levou o jogo para o tempo extra, o ala deu o impulso final para o título de Virginia. A vitória por 85 a 77 só coroou o trabalho de um jogador identificado com a universidade.

Dois lances polêmicos tomaram conta do duelo. Quando estava três pontos atrás no placar, com 2:45 no relógio da prorrogação, Guy tropeçou no tênis de Diakite e os juízes marcaram uma falta inexistente. Depois, num contra ataque, os jogadores de Texas Tech reclamaram de uma falta em Moretti. Só que os árbitros reviram o lance e assinalaram bola para Virginia.

Virginia se recupera do maior vexame da história do College Basketball com um título. Guiado por um jogador que não participou daquele fatídico jogo, agora os sorrisos tomam conta dos comandados de Tony Bennett. E Hunter, que já poderia ter ido para a NBA, voltou para levar os Cavaliers para a glória, na melhor partida de sua carreira universitária. Agora, o destino é a liga profissional.

Foto: Twitter / Virginia

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