28/10/2019 - 21h41

Terry Stotts credita Damian Lillard por vitória sobre Dallas Mavericks

Técnico do Portland Trail Blazers afirma que pedido para desafiar jogada final veio do camisa 0 da franquia do Oregon

Damian Lillard decide jogo para os BlazersO técnico do Portland Trail Blazers, Terry Stotts, disse neste domingo (27) que os créditos pela vitória em cima do Dallas Mavericks por 121 a 119 são do armador Damian Lillard. O head coach afirmou que o pedido de desafiar a decisão da arbitragem na jogada final veio do camisa zero.

No lance, uma falta foi marcada a favor dos Mavs, que praticamente definiria a vitória texana. Porém, com a reversão, os Blazers tiveram a chance de conquistar a virada.

De acordo com Tim McMahon, da ESPN americana, Stotts disse logo após a partida que Lillard insistiu em pedir para que a jogada fosse desafiada, concluindo ao falar que acabou conversando sobre o assunto com seus atletas. “Se Dame não tivesse sido tão inflexível, eu provavelmente não teria desafiado. Eu disse aos jogadores: ‘Quando eu perguntar, seja sincero, porque a maioria de vocês pensa que não cometeu falta’. Confiarei em você nessas situações, mas os árbitros possuem a responsabilidade de saber se são culpados ou não”.

Lillard também comentou sobre o que chegou a falar para Stotts no momento, afirmando que conseguiu ganhar mais confiança do técnico após o pedido. “Fui até o banco e falei ‘você precisa confiar em mim. Eu acertei a bola. Eu só ouvi a bola’. Ele me disse ‘nós só temos um tempo.’ E eu só insistia em fazer ele pedir o desafio. Foi quando ele pediu a revisão. Depois do jogo, quando eu estava andando pelo túnel, olhei para ele e pensei ‘você pode confiar em mim agora. Eu não menti para você'”.

Quem não ficou feliz com a decisão final da arbitragem foi o proprietário dos Mavericks, Mark Cuban, que desabafou sobre o lance através de sua conta oficial do Twitter dando uma sugestão de mudança na regra. “Defendo a regra do desafio, mas se uma jogada for revista e ela não mostrar a repetição que justifica uma infração inexistente com uma explicação, isso terá problemas reais. Da forma que vimos na arena, parecia uma jogada limpa, mas o que aconteceu primeiro foi o contato corporal. Os fãs que estavam lá não fazem ideia do motivo da falta ter sido anulada. Não é assim que deve funcionar”. O técnico dos Mavs, Rick Carlisle, não quis comentar o assunto.

O jogador que sofreu a falta (revertida), Finney-Smith, também foi a público para falar a respeito do lance, dizendo que poderia ter “fingido” mais para poder ter mantido a marcação inicial. “Ele fez falta em mim no rebote, teve que atravessar o meu braço e a mão direita dele estava no meu quadril. São as mesmas faltas que ele recebe. Eu poderia ter vendido um pouco melhor o lance, mas é o que acontece. Tivemos várias chances e não conseguimos aproveitá-las. Não vou dar desculpas”.

O árbitro Courtney Kirkland, responsável por ter revisto o lance, disse a um repórter na noite deste domingo quais os critérios utilizados para poder ter revertido a jogada e ter feito a bola ao alto logo em seguida. “Quando Portland desafiou a jogada e pudemos ver a repetição, pudemos ter evidências claras e conclusivas que Lillard desviou legalmente a bola de Finney-Smith. Depois que a bola foi desviada legalmente, a bola ficou livre quando o apito tocou. Portanto, acabamos tendo uma bola ao alto no meio da quadra entre dois jogadores”.

A NBA aprovou em julho deste ano que começaria a implantar a regra de desafios nos jogos da temporada regular e nos playoffs após a fase de testes nas duas últimas temporadas da G League e na última edição da Summer League. O novo recurso serve para rever marcações de faltas pessoais, saída de quadra, goaltending ou interferência da cesta, dando para cada técnico o direito de usar um pedido por jogo após o pedido de tempo e sinalizar que deseja a revisão do lance, podendo ser acionado automaticamente pela arbitragem nos dois minutos finais do último quarto ou das prorrogações em caso de dúvida.

Foto: Reprodução Twitter/Portland Trail Blazers

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