05/11/2019 - 11h14

Calouro brilha, Warriors surpreendem Blazers e vencem a primeira em casa

Eric Paschall quebrou novo recorde pessoal na carreira no dia do seu aniversário

Tudo bem que o time do técnico Terry Stotts anda não configura como um dos favoritos ao título da Conferência Oeste, mas a vitória do Golden State Warriors sobre o Portland Trail Blazers por 127 a 118 nesta segunda-feira (4), no Chase Center, em San Francisco (CA), certamente surpreendeu a todos e foi a storyline da noite. Os Blazers eram favoritos por 12 pontos antes do confronto começar – mas, como diz o ditado popular dos esportes, “o jogo é jogado”.

O grande destaque da partida ficou por conta do calouro Eric Paschall, autor de 34 pontos. Do outro lado, nem mesmo os 39 pontos e a excelente performance de Damian Lillard foram capazes de segurar esse jovem time dos Warriors.

O próximo compromisso dos Warriors é na próxima quarta-feira (6) contra os Rockets, em Houston; já Portland continuará na California para enfrentar os Clippers na sexta-feira (8).

O confronto

Os Blazers começavam o duelo continuando a mostrar sua ineficiência defensiva, sobretudo nas trocas de defensores ocasionadas por screens. Aniversariante do dia, o novato Eric Paschall fez chover no primeiro quarto com incríveis 17 pontos e perfeito (3/3) nos arremessos do perímetro, aspecto que ele precisava aperfeiçoar em seu jogo – não tinha acertado um sequer nas primeiras seis partidas.

Com os 34 pontos de ontem, Paschall acabou quebrando seu recorde pessoal na carreira e arquivou dois jogos consecutivos com pelo menos 25 pontos – coisa que um novato não fazia pela franquia desde 2010 com Stephen Curry. Nem Anthony Tolliver, nem Mario Hezonja, muito menos Rodney Hood…ninguém conseguia parar o jovem de 23 anos.

No segundo quarto, era esperado que a segunda unidade de Portland pudesse fazer prevalecer o depth mais qualificado – e numeroso. Os Warriors mal possuíam um armador reserva para o calouro Ky Bowman e Steve Kerr contava com apenas quatro jogadores no banco. Mas não foi o que aconteceu.

Até o trio Hassan Whiteside, Damian Lillard e C.J. McCollum voltar à quadra, restando 5min, os Warriors venciam o período por 16 a 15. Após dois quartos com alto índice de aproveitamento de quadra e nas bolas de três, Portland ia para os vestiários vencendo a partida por apenas uma posse devido ao talento individual de Lillard e à presença no garrafão adversário com Whiteside, 63 a 60.

Golden State voltou dos vestiários mais ligado defensivamente e espaçando a quadra para a infiltração de jogadores mais rápidos como Bowman e Poole, mas o camisa 0 dos Trail Blazers insistia em deixar o placar mais justo do que realmente deveria ser: 14 dos apenas 20 pontos do time no terceiro quarto foram ocasionados pelo armador.

Mesmo menos qualificada e numerosa, a rotação dos Warriors conseguia produzir mais que a dos Blazers (35 pontos oriundos do banco de Portland), e o técnico Stott teve de lançar a dupla McCollum e Lillard de maneira bem prematura no período decisivo, faltando ainda 8 minutos para o fim. Apático e com a derrota se aproximando (em dado momento na reta final, GSW aplicava uma run de 12-0), os jogadores de Portland começavam a ficar nervosos.

Restando um minuto e meio, nem mesmo os dois arremessos certeiros de três consecutivos de Mario Hezonja, diminuindo a vantagem para seis pontos (117 a 111) foram suficientes para dar o gás necessário no “foul game” – período no qual você começa a aplicar faltas no adversário para não deixar o relógio correr na parte final do duelo. Os Warriors convenceram e surpreenderam.

 

Oddsshark