27/09/2019 - 17h04

[PRÉVIA] NHL 2019-2020: Divisão Metropolitana

Capitals buscarão o quinto título seguido na divisão, mas briga promete ser grande

Em 5 dias a temporada 2019/2020 da NHL tem início. Então o The Playoffs faz agora uma prévia da Divisão Metropolitana e de suas equipes. Nos últimos 4 anos foram 3 títulos conquistados por times dessa divisão. Mostramos agora nossa expectativa para cada uma das equipes ao longo do ano, além de analisar os elencos e o potencial de cada franquia.

O Washington Capitals busca seu quinto título consecutivo da divisão, mas nesta temporada sua competição deve ser maior. Times que que no ano passado sequer se classificaram para os playoffs estão reforçados e uma das divisões mais fortes da NHL promete bastante competitividade e possui alguns favoritos para levantar a tão cobiçada Stanley Cup.

Confira mais uma prévia do The Playoffs para a temporada 2019-2020 da NHL:

NEW YORK RANGERS

A reconstrução dos Rangers durou pouco, apenas um ano para ser mais preciso. Após uma temporada ruim, em que o time nova-iorquino ficou fora dos playoffs, a equipe volta para a temporada 2019/2020 com um elenco bastante melhorado. O time assinou com Artemi Panarin, principal nome da free agency, por sete anos (US$ 81,5 milhões), adquiriu o defensor Jacob Truba e escolheu com a segunda escolha do Draft passado, Kappo Kakko. Além disso a equipe conseguiu se desfazer do contrato de Kevin Shattenkirk, defensor que não teve bom desempenho na última temporada.

Além dos grandes nomes, os Rangers também esperam que seus jovens jogadores consigam assumir funções importantes já para a atual temporada. Não apenas Kakko, mas Adam Fox, Libor Hajek, Filip Chytil, Lias Andersson e Brett Howden podem fazer parte do time na primeira partida do ano e todos têm menos de 21 anos de idade.

Mesmo com todas as modificações e com a renovação da franquia, os “Camisas Azuis” dependem do mesmo nome para chegar aos playoffs: Henrik Lundqvist. O goleiro de 37 anos começou bem a temporada passada, inclusive representando o time no jogo das estrelas, mas sua segunda metade de temporada foi abismal. Foram apenas 2 vitórias conquistadas como titular nos últimos 16 jogos do ano, com médias de 3,20 gols sofridos por partida e uma porcentagem de defesas de apenas .906.

Com números parecidos nesta temporada, os Rangers podem não chegar à pós-temporada, mesmo com um roster melhorado.

Briga por: vaga nos playoffs

NEW JERSEY DEVILS

Os Devils, como os Rangers, modificaram bastante sua equipe para a próxima temporada. O GM do time, Ray Shero, deixou claro que sua franquia precisava de melhorias para conseguir uma vaga nos playoffs em uma divisão tão disputada quanto a Metropolitana. A equipe adquiriu o defensor P.K. Subban em troca com o Nashville Predators, assinou com o agente livre Wayne Simmonds e draftou com a primeira escolha neste ano o americano Jack Hughes.

Apesar das adições, a mais importante deve vir de dentro da própria franquia. Taylor Hall, MVP em 2018, perdeu 49 jogos no ano passado, após cirurgia no joelho. O ala retornou na pré-temporada e os Devils precisam de seu melhor jogador, em seu melhor nível, nesse que pode ser o último ano do atleta pela equipe.

Além de Hall, os Devils precisam de melhor desempenho de seu goleiro titular, Cory Schneider, que deu mostras no final da última temporada de que pode ter um desempenho sólido (2,46 gols sofridos e .921 porcentagem de defesas em seus últimos 17 jogos) e do power play da equipe. Os Devils converteram em apenas 17,7% de suas chances com um homem a mais no gelo em 2018/2019 e a adição de Subban como líder do PP pode melhorar esse desempenho, nivelando o papel de seu penalty kill, quarto melhor da NHL.

Briga por: Vaga de wild card

NEW YORK ISLANDERS

Os Islanders fizeram uma temporada 2018/2019 além das expectativas de seus fãs mais fanáticos. O time, que perdeu sua principal estrela para o Toronto Maple Leafs (John Tavares), era visto como o mais fraco da divisão, mas com a chegada do técnico Barry Trotz, os Isles não apenas conquistaram uma vaga para a pós-temporada, como tiveram a melhor defesa de toda a NHL, sofrendo apenas 191 gols.

A inter-temporada da equipe, entretanto, pegou muita gente de surpresa. Os Islanders decidiram não renovar o contrato do goleiro Robin Lehner, vencedor do troféu Vezina no ano passado e grande estrela do forte sistema defensivo do time. O novo titular da posição é Semyon Varlamov, que assinou por quatro temporadas como agente livre em julho. Varlamov é a grande chave para os Islanders consigam retornar aos playoffs, mas não a única.

Matthew Barzal hoje é a principal arma ofensiva da equipe. Após um primeiro ano espetacular, o central de 22 anos diminuiu sua produção no ataque (de 85 para 62 pontos). Seu retorno à forma de dois anos atrás é essencial para a equipe comandada por Trotz.

Outro foco do time é a necessária melhora do seu power play, que converteu apenas 14,5% de suas chances, segunda pior marca de toda a NHL. Pelo estilo defensivo da equipe, os Islanders geram poucas oportunidades de gol e o power play precisa funcionar. Entre os novatos da equipe, Josh Ho Sang e Michael Dal Colle precisam assumir papéis de maior destaque no ataque nova iorquino.

Briga por: Vaga de wild card

PHILADELPHIA FLYERS

Os Flyers talvez sejam, juntamente com os Hurricanes, a equipe com maior potencial futuro na divisão, mas esta não deve ser a temporada que a equipe chegará aos playoffs. Algumas modificações foram feitas na equipe: Kevin Hayes assinou por sete anos e deve trazer estabilidade para a segunda linha do time. Além disso, o GM Chuck Fletcher renovou o contrato de Ivan Provorov e adquiriu o experiente defensor Matt Niskanen.

Mesmo assim, Claude Giroux e Jake Voracek, principais jogadores do time, já passaram dos 30 anos e viram seus números ofensivos diminuírem na última temporada. Com isso, mais será esperado do novato Joel Farabee e de Nolan Patrick em sua terceira temporada. Patrick não participou da pré-temporada com uma lesão e os Flyers ainda não sabem quando o central de 21 anos deve retornar ao gelo.

Os Flyers colocam suas esperanças também na emergência do jovem goleiro Carter Hart, que neste ano fará sua primeira temporada completa como titular. Em 2018/2019 os Flyers tiveram oito goleiros diferentes, recorde negativo na história da NHL, mas após Hart assumir a posição em dezembro, o time conseguiu estabilidade em sua meta. O jogador de 21 anos venceu 16 de seus 30 jogos e teve médias de 2,83 gols sofridos por partida e uma porcentagem de defesas de .917.

Outra novidade dos Flyers para a temporada está no banco de reservas. O técnico Alain Vigneault promete um time mais ofensivo neste ano e tem o difícil trabalho de melhorar os times especiais dos Flyers. Tanto o power play quanto o penalty kill da equipe estiveram entre os piores da NHL.

Briga por: Fugir da lanterna

COLUMBUS BLUE JACKETS

Se a maioria das equipes da Divisão Metropolitana se reforçou, o mesmo não pode ser dito dos Blue Jackets. A equipe de Ohio perdeu três importantes peças na inter-temporada: Panarin para os Rangers, Matt Duchene para o Nashville Predators e Sergei Bobrovsky para o Florida Panthers. A saída dessas peças deve modificar o estilo de jogo da equipe comandada por John Tortorella.

Os Jackets devem buscar uma maior consistência defensiva e seu núcleo formado por Seth Jones, Zach Werenski, Ryan Murray, David Savard e Markus Nutivaara ainda é um dos melhores da liga e precisará ser extremamente sólido sem Bobrovsky. O novo goleiro titular é Joonas Korpisalo, que já tem um certo tempo na equipe principal, mas que precisará lidar com a pressão de sua nova função. Em 2018/2019 Korpisalo venceu 16 de seus 30 jogos e teve médias excelentes, que precisam ser repetidas para que os Jackets disputem uma vaga na pós-temporada.

O ataque está envelhecido e na última semana perdeu também Brandon Dubinsky para uma lesão mais grave. Para que o time, que conta com poucos novatos, possa seguir competitivo, Alexander Wennberg, Pierre-Luc Dubois e Josh Anderson precisam melhorar suas produções ofensivas, já que o time não conta mais com Panarin e Duchene. O recém contratado Gustav Nyquist é uma adição interessante, mesmo estando em um nível abaixo dos jogadores que deixaram a equipe.

Briga por: Fugir da lanterna

CAROLINA HURRICANES

Outra equipe que surpreendeu muita gente, os Hurricanes têm objetivos ainda maiores para esta temporada. A equipe da Carolina do Norte perdeu para os Bruins na final da Conferência Leste, mas a vaga garantida na pós-temporada foi a primeira desde 2009.

Os Canes possuem um grupo jovem, mas que agora já passou por seu primeiro teste nos playoffs. A saída do capitão Justin Williams, que se aposentou, afeta, mas a equipe deve estar mais preparada para seguir sem seu jogador mais experiente.

Entre as questões resolvidas, o time renovou com sua principal peça ofensiva, Sebastian Aho, por cinco temporadas (US$42,27 milhões). O jogador de 22 anos marcou expressivos 83 pontos em 82 partidas e os Canes esperam que sua evolução natural aconteça. O time também fez algumas mudanças em seu grupo de defensores. Os Canes assinaram Jake Gardiner por quatro anos e trocaram Justin Faulk para o St. Louis Blues. Mesmo com as mudanças a defesa do time é uma das mais balanceadas da NHL.

A grande questão que cerca o time é no gol. No ano passado, o modelo utilizado pelo técnico da equipe, Rod Brind’Amour, funcionou, com Curtis McElhinney e Petr Mrazek dividindo a titularidade e o comandante já disse que deve seguir com esse estilo no início da temporada. Agora, entretanto, Mrazek dividirá a função com James Reimer, que chegou na free agency. Se a ideia de dois goleiros de menos nome dividindo a função seguir funcionando, os Canes podem ir longe mais uma vez nos playoffs.

Briga por: Vaga nos playoffs / Título da divisão

PITTSBURGH PENGUINS

Após três anos seguidos de longas participações nos playoffs, incluindo dois títulos, os Penguins pareceram enfraquecidos na primeira rodada da pós-temporada em 2019. Com a eliminação em apenas quatro partidas, mudanças eram esperadas e aconteceram. A ideia do GM Jim Rutherford era injetar vida nova em uma equipe acostumada a conquistar títulos.

Phil Kessel foi trocado para o Arizona Coyotes e Olli Maatta, para o Chicago Blackhawks. As adições de Alex Galchenyuk, Dominik Kahun e Brandon Tanev teêm como objetivo balancear um ataque que pareceu sem vida nos playoffs, mesmo ainda contando com Sidney Crosby e Evgeni Malkin. Enquanto a temporada regular de Crosby foi ótima (100 pontos marcados), Malkin deixou a desejar e voltou a se lesionar durante o ano. Se os Penguins têm a intenção de voltar a conquistar a Stanley Cup, o russo de 33 anos precisa redescobrir seu jogo.

Outro ponto que deve ser trabalhado é o power play da equipe. Apesar de potente, os Penguins levaram 15 gols com um homem a mais no gelo, pior marca da NHL. Com a saída de Kessel, o técnico da equipe, Mike Sullivan, deve voltar ao modelo mais conservador de 3 atacantes e 2 defensores no power play.

A defesa também precisa melhorar. Apesar de um bom primeiro par, formado por Kris Letang e Brian Dumoulin e um segundo duo consistente, com Justin Schultz e Marcus Pettersson, o time ainda permite muitas chances de perigo para os adversários, complicando a vida do goleiro Matt Murray. Mesmo assim, o time ainda é competitivo e deve brigar por vaga nos playoffs.

Briga por: Vaga nos playoffs / Título da divisão

WASHINGTON CAPITALS

Os Capitals seguem favoritos para vencer a divisão pelo quinto ano consecutivo. A equipe, que conquistou sua primeira Stanley Cup em 2018, manteve mais uma vez seu grupo de jogadores principais intacto, uma vantagem na era do teto salarial. Apenas algumas peças foram modificadas. No ataque Richard Panik é um bom nome para compor o elenco e o defensor Radko Gudas, que veio em troca com os Flyers, também deve reforçar a defesa, trazendo uma presença de maior imposição física.

O ataque da equipe é um dos mais balanceados da liga. As três primeiras linhas podem marcar gols e essa é uma grande vantagem dos Caps para a temporada. O mesmo pode ser dito do power play da Washington, um dos melhores da liga nos últimos anos e que segue fazendo a diferença.

As melhoras que devem ser feitas são na parte defensiva. O goleiro Braden Holtby teve números medianos no ano passado, sofrendo 2,82 gols por partida e com porcentagem de defesa de .911. Além disso o penalty kill da equipe ficou entre os piores da NHL, com 78,93% de aproveitamento.

Os Capitals seguem como o time mais completo da divisão e com pequenas mudanças táticas, o time pode mais uma vez ir longe nos playoffs.

Briga por: Título da divisão

(Crédito nas fotos: Reprodução/Site Oficial da NHL)

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