29/09/2019 - 13h23

[PRÉVIA] NHL 2019-2020: Divisão do Pacífico

Repleta de reconstruções e incertezas, a Divisão do Pacífico promete quebra de tabu e surpresas nos playoffs

O The Playoffs segue com as prévias das divisões da NHL para você ficar por dentro de tudo que pode acontecer na temporada 2019-20. Analisando time por time, como é de costume, agora chegou a vez de falarmos sobre a Divisão do Pacífico, onde 2 dos últimos 3 vice-campeões da liga (Vegas Golden Knights e San Jose Sharks) estão entre os favoritos.

A última vez que essa divisão teve um campeão foi em 2014 com o Los Angeles Kings, mas a era hegemônica dos times californianos ficou para trás, abrindo espaço para a chegada avassaladora de Vegas – lembrando que o time aproveitou muito bem as generosas regras de expansão -, e a velocidade dos canadenses Calgary Flames, Edmonton Oilers e Vancouver Canucks. Será que existe algum time capaz de cruzar essa linha e devolver o Pacífico ao topo da NHL nesta temporada? 

Confira quais as chances de cada um dos 8 candidatos desta divisão:

ANAHEIM DUCKS

Após anos e anos de domínio da divisão, os Ducks foram forçados a dar início ao processo de renovação de seu elenco. O velho hóquei “dump and chase” já não ocupa um espaço considerável entre as franquias de sucesso na liga hoje em dia. Por isso, o processo de reconstrução dos Ducks passa diretamente pela emancipação de algumas peças das categorias de base como Sam Steel, Max Jones, Troy Terry e Maxime Comtois. Todos eles, com potencial para a tão desejada mudança de estilo de jogo.

O técnico Dallas Eakins, que dirigia o San Diego Gulls e obteve muito sucesso liderando esta franquia afiliada aos Ducks na AHL, foi o nome escolhido para promover a transição estratégica e tem a missão de estabilizar os jovens na liga principal. O trabalho não será fácil, mas a escolha do nome de Eakins pareceu justa e certeira, diante do seu histórico como bom gestor de atletas e pelo processo de desenvolvimento dos garotos na base dos Ducks.

Mesmo em um mercado grande na NHL, a franquia não tem pressão da torcida para urgência de bons resultados, e isso traz a tranquilidade necessária para enfrentar possíveis insucessos prematuros. O que o torcedor local quer ver mesmo é um time jovem e empolgante no gelo. Algo que motive o fã a lotar o Honda Center com a certeza de que vai encontrar uma equipe cheia de empenho e equilíbrio, talentos e profissionais que estejam ali criando o alicerce de um futuro vencedor. 

Para isso, o gerente geral Bob Murray precisou negociar a saída de Corey Perry para o Dallas Stars, além de colocar Ryan Kesler e Patrick Eaves entre os jogadores que ficaram no departamento médico, salvando assim boa parte do seu orçamento para a nova temporada e rejuvenescendo o setor. Sem os três atacantes, jogadores como Rickard Rakell e Jacob Silfverberg terão de assumir o protagonismo ofensivo enquanto os garotos encontram regularidade nas linhas. 

Por fim, como diz o ditado “Todo bom time começa com um bom goleiro”, há quem diga que o Anaheim Ducks tem não só o melhor goleiro da liga com John Gibson, mas também a melhor dupla, somando Ryan Miller. Por conta disso, alguns especialistas indicam que se houver uma adaptação rápida na característica de jogo proposta por Eakins, e com os goleiros que o time possui, Anaheim pode chegar até a pós-temporada em 2020. 

Briga por: Vaga no Wild Card

ARIZONA COYOTES

Os Coyotes passaram perto dos playoffs na temporada passada. Foram apenas quatro pontos que os tiraram da chance de voltar para a pós-temporada depois de um longo jejum desde as finais de Conferência em 2012 contra o Los Angeles Kings. Isso porque o time teve que lidar com lesões de atletas importantes no sistema de jogo.

Mas é evidente que a equipe tem melhorado com o passar dos anos e as constantes tentativas por parte do staff no desenvolvimento dos jovens escolhidos em posições altas nos Drafts tem fornecido resultados pontuais (importante considerar que mesmo com campanhas ruins e por consequência, mais chances de escolhas altas, Arizona pode ser considerada uma franquia com uma certa dose de azar nas bolinhas, a chamada loteria do Draft).

Dito isso, os fãs dos Coyotes estão ainda mais animados para a temporada que se aproxima por conta da chegada de Phil Kessel. Com uma olhada rápida para as estatísticas da temporada anterior, fica nítido que o ataque deixou a desejar com apenas 209 gols marcados. Agora, com um atacante deste calibre, é fácil compreender o otimismo que ronda esta equipe. No entanto, Kessel tem diminuído sua capacidade de pontuar com o passar dos anos e, com certeza, era mais fácil atuar ao lado de Sidney Crosby e Evgeny Malkin do que ao lado de Lawson Crouse e Nick Schmaltz. Ao menos, os Coyotes renovaram o contrato do novato Clayton Keller, grande promessa para o futuro. Fato é que se Kessel encontrar em Arizona seus melhores momentos no gelo, será um encaixe perfeito para sanar o problema de gols do time de Rick Tocchet.

Na defesa o time é sólido com Oliver Ekman-Larsson e Niklas Hjalmarsson, além de Alex Goligosky e o menino Jakob Chychrun escolhido na primeira rodada do Draft de 2016. Esta foi a 6ª melhor defesa da temporada passada e que conta com uma dupla confiável de goleiros com Antti Raanta e Darcy Kuemper.  

Apesar de todo otimismo que circula entre torcedores e o próprio staff, os especialistas dos principais meios de comunicação da NHL na América do Norte divulgaram perspectivas bem mais humildes para a equipe, chegando a considerá-los apenas a 24ª melhor equipe entre as 31 que veremos atuar a partir do início de outubro.

Briga por: Vaga direta para a pós-temporada

CALGARY FLAMES

Atuais campeões da divisão, os Flames conquistaram o maior número de pontos durante a temporada regular com 107 entre as franquia do Oeste. Para alguns, uma grande surpresa, para outros, apenas a confirmação de que este era um time que já estava pronto para brilhar. Porém, com a faca e o queijo nas mãos para provar ao mundo que a chegada nos playoffs foi a consequência de um trabalho duro e muito talento, o time sucumbiu diante do Colorado Avalanche logo na primeira fase por 4 a 1, numa série em que tinha tudo para ser no mínimo equilibrada. Agora, o time ergueu o sarrafo e vai ter que batalhar não só para manter o status, como também para finalmente alcançar voos mais longos. Portanto, nada menos do que a passagem para a segunda fase na pós-temporada será tratada com naturalidade por lá.

Um dos pontos fracos desta franquia nos últimos anos era os goleiros. Uma rotação considerável de atletas foi aplicada até que, finalmente, David Rittich conseguiu elevar a qualidade do setor ao lado do veterano Mike Smith. Para a nova temporada, os Flames trocaram Smith pelo goleiro do arquirrival Edmonton Oilers Cam Talbot. A esperança é de que Rittich e Talbot mantenham o bom momento dos goleiros, deixando de impedir o time de alcançar o seu potencial máximo.

Aliás, esta não foi a única troca efetuada pelas duas franquias de Alberta, no Canadá. James Neal e Milan Lucic também seguiram caminhos opostos e trocaram de vestiário. Ambos procuram novos ares para desempenharem seus melhores momentos em um novo ambiente. Porém, cada um com a sua característica. Lucic, por sua vez, chega para dar mais combate físico, algo que parte do staff de Calgary reclamou diante da eliminação para a também muito rápida equipe de Colorado. 

Durante o período de férias, os Flames renovaram com Matthew Tkachuk, peça fundamental do sistema ofensivo, que tem em Johnny Gaudreau as suas maiores expectativas. O técnico Bill Peters chegou em 2018 para colocar a casa em ordem, mas os resultados positivos foram adicionando confiança a um elenco já bastante talentoso. A velocidade de “Johnny Hockey”, como é chamado Gaudreau, com Sean Monahan, a experiência de Mikael Backlund e o oportunismo de Elias Lindholm, colocam os Flames entre os ataques mais letais da conferência. Na defesa, os olhos estão voltados para Mark Giordano mais uma vez. Se o capitão repetir os números da temporada passada, o torcedor dos Flames terá muito o que comemorar.

Por fim, a grande notícia da offseason, foi o primeiro acordo entre a franquia, os investidores e a prefeitura de Calgary para a construção de uma nova arena na cidade, uma vez que o Scotiabank Saddledome é uma das mais antigas arenas da liga. Um grande alívio para o torcedor, terminando com aqueles rumores sempre incômodos sobre realocações. 

Briga por: Título da Divisão

EDMONTON OILERS

Olhar para o Edmonton Oilers é como o ditado que diz: “uma andorinha não faz verão”. 

O elenco do time canadense simplesmente não está à altura do calibre de Connor McDavid. E o pior é que as perspectivas não são muito boas. A não ser que algum jogador surja do nada entre os que estão por lá apenas para compor o elenco, como Joakim Nygard, Colby Cave, Gaetan Haas, entre outros, os Oilers continuarão dependendo exclusivamente do que McDavid, Leon Draisaitl e Ryan Nuyen-Hopkins fazem durante as partidas para somar pontos, e brigar por alguma coisa que seja razoável ao fim da temporada. Com isso, a paciência do melhor jogador da liga vai se esgotando. Já há rumores de que esta pode ser a última temporada de McDavid em Edmonton e se isso ocorrer de verdade, a franquia corre sérios riscos de entrar em colapso.

Como foi mencionado no texto dos Flames, James Neal foi negociado e pode ajudar o setor de ataque do time, caso prove que a fraquíssima temporada com a camisa de Calgary foi apenas um capítulo infeliz na sua brilhante carreira. E este é o exato desfecho que o torcedor dos Oilers espera para a história de Neal. Na defesa, há uma expectativa de ver o jovem Evan Bouchard em ação já nesta temporada. 

Sem dúvida alguma, esta é uma fase de tudo ou nada para os Oilers. Menos da metade dos jogadores inscritos para esta temporada possuem contrato garantido para o ano que vem, ou seja, muita gente vai ter que provar que merece estar na principal liga de hóquei no gelo do mundo, mas a pergunta que fica é: será que uma boa peneira é o suficiente para convencer McDavid de um projeto vencedor a curto prazo? 

Ken Holland, novo gerente geral da franquia, mal chegou e já está pressionado por não ter uma postura agressiva durante o período de free agency. Tudo por conta da urgência que este time tem para colocar seu grande astro em condições de brigar por algo relevante nesta temporada. Ou seja, não é o caos total, mas os Oilers vivem um momento turbulento que só será controlado com bons resultados nos primeiros meses da competição.

Para uma franquia que já teve Wayne Gretzky, poder contar com McDavid é como se um raio caísse no mesmo lugar duas vezes. Desperdiçar esta oportunidade é quase uma afronta para os fãs da NHL no Brasil e no mundo. No fim, tudo se resume ao de sempre, a má administração que derruba qualquer negócio na vida, seja ele esportivo ou não. 

Briga por: Vaga no Wild Card

LOS ANGELES KINGS

Em um mercado competitivo, os Kings lutam pela atenção da torcida de Los Angeles com outras grandes franquias dos esportes americanos como os Lakers e Clippers na NBA e o maior concorrente – se é que podemos chamar assim -, os Dodgers na MLB. Porém, o momento não é bom e apenas os apaixonados fãs da NHL terão interesse em acompanhar o time nesta temporada. Isso porque as chances de lutar pelo título são mínimas e assim como o rival da cidade vizinha, o Anaheim Ducks, a franquia passa por uma reformulação no elenco e está apenas no início deste processo.

Para os fãs, a expectativa é de ver seus principais jogadores saudáveis e retomando a qualidade que outrora tirou os Kings da fila nos últimos anos, como Anze Kopitar e Drew Doughty. Ambos tiveram na temporada passada os piores números de suas carreiras, colaborando para que o time terminasse na última posição da divisão com míseros 71 pontos.

Para piorar, os principais nomes do time já envelheceram e ainda possuem contratos por pelo menos mais duas temporadas, como é o caso do russo Ilya Kovalchuk. Dustin Brown e Jeff Carter têm mais três anos de contrato e Kopitar mais cinco. Fora isso, Doughty teve seu contrato renovado na temporada anterior com valores exorbitantes até a 2026, e já foi classificado como o pior contrato vigente na liga hoje.

Para resolver os problemas dentro do gelo, o staff dos Kings decidiu apostar em Todd McLellan, treinador que foi dispensado dos Oilers por não conseguir montar um time ao redor de Connor McDavid. Ao menos, a missão em Los Angeles é de desenvolvimento de um novo sistema de jogo e preparar os prospectos para a responsabilidade de atuar no time principal, algo que supostamente dá ao head coach uma sobrevida em caso de insucessos repentinos. Os nomes que chamam mais a atenção são os de: Blake Lizotte, Carl Grundstrom, Gabriel Vilardi, Kale Clague e o defensor escolhido na primeira rodada de 2019, Tobias Bjornfot. 

É possível que esta equipe surpreenda, encaixe o seu jogo com a medida certa de harmonia entre os jovens e os veteranos, com um sistema de jogo eficiente e moderno que acompanhe as tendências da NHL, e que o time mostre o peso de sua camisa para alcançar os playoffs? Sim, mas convenhamos, tantos elementos necessários atuando em uníssono para que o time jogue acima das suas capacidades, é algo que não convence nem boa parte dos torcedores mais otimistas. 

Briga por: Vaga no Wild Card

SAN JOSE SHARKS

O time do norte da Califórnia tem frequentado o topo da divisão nos últimos anos e chegou bem próximo de conquistar a Stanley Cup em 2016 por ter caído apenas na final para o Pittsburgh Penguins. A derrota na final foi dolorosa, mas serviu para a mudança de postura da franquia, que passou a apostar cada vez mais na montagem do elenco e continuou escalando a montanha. Na temporada passada a equipe foi até o último estágio dentro da conferência, porém sucumbiu diante do St. Louis Blues. Mesmo assim, o time do técnico Peter DeBoer tem se transformado em um adversário sempre muito difícil para ser batido com tamanha posse do disco, alternativas ofensivas, defesa recheada de talentos e um goleiro confiável. 

Se há algum motivo para deixar o torcedor insatisfeito no momento, é a saída de Joe Pavelski para o Dallas Stars. Com ele, se foram 38 gols e 64 pontos do ataque na temporada anterior. Um nome que não teve reposição durante as férias. Um buraco que vai precisar ser coberto por candidatos como Evander Kane, Tomas Hertl e Timo Meier. Tirando isso, o velho jumbo está de volta. Joe Thornton já está com 40 anos, mas continua produzindo ofensivamente, além de ser uma referência para o grupo. Thornton encerrou a temporada passada com 51 pontos e mesmo que uma queda de produção seja esperada para o campeonato que se aproxima, o veterano deve contribuir dentro do gelo.

Na defesa, além de Brent Burns e Marc-Edouard Vlasic, o staff espera que Erik Karlsson tenha menos problemas físicos e que o sueco – que já foi considerado o melhor defensor de hóquei no gelo do mundo -, possa atuar em mais do que as 53 partidas da temporada 2018-19. Karlsson é um coringa que pode levar o San Jose Sharks ao lugar mais alto da NHL. Um lugar que nem ele e nem a franquia estiveram. Não vai faltar empenho para que ambos realizem este sonho. 

Apesar do desfalque de Pavelski, e uma certa expectativa de queda de rendimento nesta temporada pelos especialistas norte-americanos, a equipe californiana tem tudo para conquistar a divisão e lutar pelo título da NHL a partir de outubro.

Briga por: Título da divisão

VANCOUVER CANUCKS

Quinta escolha geral no Draft de 2017, o sueco Elias Pettersson chegou na NHL fazendo muito barulho. Com 66 pontos em 71 jogos disputados em um time ainda em formação, é mais do que aceitável que exista hoje na região do sudoeste do Canadá uma grande expectativa para a temporada que se aproxima. Pettersson é um jogador muito inteligente e rápido, com moldes perfeitos para a forma como se joga o esporte nesta liga hoje em dia. Construir um time ao redor de Pettersson é o objetivo principal para o staff dos Canucks. Finalmente, parece que o Vancouver vai sair do fundo do poço e brigar por um lugar nos playoffs.

Para isso, a diretoria apostou pesado em JT Miller, ex-atleta do Tampa Bay Lightning, colocando na mesa uma escolha de primeira rodada no Draft de 2020, caso o time alcance os playoffs agora. Se os Canucks ficarem de fora, a escolha sobe para 2021, ou seja, Jim Benning vê em Miller a peça que falta para encaixar o time. Apesar disso, há uma lacuna de qualidade entre as linhas ofensivas e o técnico Travis Green sabe que vai ter que trabalhar bastante para encontrar as melhores formações. Porém, Pettersson vai ter a companhia de Brock Boeser e JT Miller com Bo Horvat liderando a segunda linha ao lado de Michael Ferland e Tanner Pearson. Por isso, o foco do trabalho de Green deve ser em evoluir o jogo de Jake Virtanen e Adam Gaudette o quanto antes. 

O problema para o staff continua sendo o que fazer com Loui Eriksson, jogador de 34 anos que possui mais 3 anos de contrato, mas que não tem produzido o suficiente para se manter entre os titulares. Para piorar, o jogador já se mostrou insatisfeito com a função proposta por Green e este é um entrave que precisa ser solucionado.

Durante as férias, o time trouxe nomes de peso para atuarem na proteção ao gol. Tyler Myers e Jordie Benn terão a companhia de Quintin Hughes, irmão de Jake Hughes do New Jersey Devils. Portanto, a defesa dos Canucks será muito mais forte para esta temporada e este aspecto favorece demais a adaptação do goleiro Thatcher Demko. 

Por fim, o Vancouver Canucks pode ser uma das equipes mais interessantes de se acompanhar, basta que os jogadores mais importantes se mantenham saudáveis na maior parte do tempo e o time pode voltar para a pós-temporada depois nove temporadas.

Briga por: Vaga direta na pós-temporada

VEGAS GOLDEN KNIGHTS

No papel, este é o time mais forte da divisão! Na prática, a realidade veio com tudo na temporada passada, quando Vegas não teve forças para lutar contra Calgary Flames e San Jose Sharks pelo título da divisão, e ainda caiu para o rival da Califórnia na primeira fase da pós-temporada.

É verdade que Vegas teve uma grande ajuda com as regras de expansão, deixando inúmeras possibilidades para George McPhee montar um elenco forte e sustentável para uma região onde a NHL deposita grande interesse em investimentos. Mas, o mérito das conquistas instantâneas da franquia é do staff e dos jogadores, isso é inegável.

Com as primeiras temporadas dos sonhos, em algum momento os torcedores teriam que começar a lidar com os insucessos. Uma perspectiva interessante para a derrota prematura na primeira fase dos playoffs foi o início de uma rivalidade com o San Jose Sharks. É importante para qualquer franquia encontrar um ou mais oponentes, assim os fãs são inseridos na cultura do esporte com mais naturalidade e a região passa a viver determinados momentos da temporada com enfoques diferentes.

O técnico Gerard Gallant tem em suas mãos um elenco fortíssimo. Max Pacioretty, Paul Stastny, Mark Stone e a linha Jonathan Marchessault, William Karlsson e Reilly Smith, são jogadores que teriam funções fundamentais em qualquer outro time da NHL. Isso porque apenas os jogadores de ataque foram citados. Logo, não podemos deixar de lembrar ao fã de hóquei no gelo que o goleiro deste time é ninguém menos que Marc-Andre Fleury.

Com todos estes jogadores, Gallant tem muito mérito por trás dos bons resultados de Vegas desde sua entrada na liga. Estamos falando de um time capaz de controlar o jogo se for necessário. Um time que joga com muita velocidade e que com isso, surpreende as defesas adversárias produzindo muitos gols. Um time que se defende muito bem, que é versátil e competitivo. Estes são só os pontos positivos dentro do gelo, mas há também que se interpretar o trabalho de gerenciamento dos contratos e desenvolvimento dos jovens, em que Vegas tem um futuro muito promissor pela frente.

Não há como negar, os Golden Knights são uma referência de organização para qualquer esporte, mas o objetivo de toda equipe da NHL é levantar o caneco. Por isso, Gallant e sua turma terão muito trabalho para marcar seus nomes na história desta liga.

Briga por: Título da Divisão

(Crédito nas fotos: Reprodução/Site Oficial da NHL)

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