01/10/2019 - 22h06

[PRÉVIA] NHL 2019-20: Divisão Central

St. Louis Blues tentará sobreviver à mais dura das divisões e conquistar o bicampeonato da Stanley Cup

Novamente com sete equipes na disputa, a disputadíssima coroa da Divisão Central da NHL na temporada 2018-19 ficou pela 2ª vez com o Nashville Predators. Entretanto, os Predators não foram longe na briga pelo título da Stanley Cup, caindo ainda na 1ª rodada dos playoffs da Conferência Oeste contra o Dallas Stars após seis jogos. No novo ano, P.K. Subban – um dos jogadores mais tradicionais da equipe de Nashville – passa a integrar o Leste, defendendo a camisa do New Jersey Devils.

A equipe de Dallas dificultou muito a vida daqueles que viriam a ser os grandes campeões – os Blues – e quer retornar à pós-temporada. Os rapazes de St. Louis precisaram batalhar por sete jogos, saindo vitoriosos rumo aos futuros triunfos frente aos Sharks na final do Oeste e aos Bruins, em outra dura batalha de sete partidas valendo o título máximo da NHL. Ryan O’Reilly e companhia chegam como favoritos no Oeste nesta nova temporada.

Outro grande concorrente da Central, o Winnipeg Jets foi parado pelos Blues logo no primeiro confronto dos playoffs e sofreu algumas perdas consideráveis na offseason. Mesmo assim, os canadenses não devem ser descartados da corrida. O Colorado Avalanche vem de um ano excelente, apesar da queda contra San Jose, querendo afastar a fama de underdog (Nathan MacKinnon que o diga!). Por fim, na “rabeira” da divisão, Chicago Blackhawks e Minnesota Wild decepcionaram. Enquanto este passou por uma offseason turbulenta, aquele tentou aproveitar bem o período visando mudar sua situação. Blackhawks e Wild, apesar dos pesares, tentarão voltar aos playoffs. Mas não será uma tarefa fácil!

Na divisão mais acirrada de toda a NHL, as equipes da Central devem promover uma interessante competição pelas vagas aos playoffs (sejam elas diretas ou via Wild Card). E ficam duas questões: quem será coroado como o melhor na Divisão Central? O St. Louis Blues será capaz de fazer frente aos seus adversários diretos e às equipes da Divisão do Pacífico? Confira a análise do The Playoffs para a temporada 2019-20!

(Foto: Divulgação Site/NHL)

CHICAGO BLACKHAWKS

Collin Delia brilha em estreia e Blackhawks vencem AvalancheOs Blackhawks vivem um inferno astral nas últimas temporadas. Depois de conquistarem a Stanley Cup em 2015, a franquia de Chicago está longe de seus melhores dias. Foram duas eliminações seguidas na 1ª rodada dos playoffs do Oeste (contra os Blues em 2016 e contra os Predators em 2017), pior campanha da Divisão Central em 2017-18 e a 6ª posição na última temporada (depois de um flerte com a zona de Wild Card). Com a franquia precisando reencontrar seu lugar ao Sol e em um cenário nada animador de rebuild, era necessário que Stan Bowman (GM dos Blackhawks) tomasse alguma atitude na esperança de trazer alguma luz para os anfitriões do United Center.

E não dá para negar que o pressionado Bowman tentou fazer alguma coisa (ainda que alguns movimentos possam ser questionáveis).

No gol, Chicago ainda conta com o veterano Corey Crawford, de quem se espera a capacidade de se manter saudável. Crawford tem sofrido com concussões e, mais uma vez, não conseguiu chegar a um mínimo de 40 jogos na temporada; em 2018-19, foram 39 jogos e retrospecto de 14-18-5, 2.93 GAA, 90,8% SV. Anton Forsberg passa a integrar os Hurricanes, o agora aposentado Cam Ward teve uma temporada razoável (33 jogos, 16-12-4, 3.67 GAA, 89,7% SV) e Collin Delia (16 jogos, 6-4-3, 3.61 GAA, 90,8% SV) atuou bem quando exigido na condição de goleiro titular. Pensando no futuro da posição, temos a chegada de Robin Lehner (ex-Islanders), via free agency.

Olhando o setor defensivo, este foi um dos maiores problemas da franquia em 2018-19 (291 gols sofridos, média de 3.55 por partida). Os Blackhawks, via troca, recebem Olli Maatta dos Penguins e Calvin de Haan dos Hurricanes. Erik Gustafsson vem de uma temporada com números interessantes no âmbito ofensivo (60 pontos em 79 jogos) e outros nomes também seguem no time, como Duncan Keith, Brent Seabrook, Connor Murphy e Slater Koekkoek. O penalty kill de Chicago precisa urgentemente de melhorias (2018-19: 63 gols cedidos, 72,7% de aproveitamento, pior de toda a NHL). O excelente prospecto finlandês Henri Jokiharju, draftado na 1ª rodada em 2017, foi trocado com o Buffalo Sabres. Quem brigará por um lugar no elenco principal é o prospecto Adam Boqvist (8ª escolha geral do Draft 2018). Melhor prospecto defensivo, Boqvist deve iniciar a temporada no Rockford IceHogs (AHL).

O ataque do técnico Jeremy Colliton fez a sua parte na última temporada, anotando 267 gols (oitava melhor marca da NHL). Patrick Kane, Jonathan Toews, Alex DeBrincat e Dylan Strome combinaram para 318 pontos. Alguns nomes deixaram os Blackhawks no setor ofensivo (entre eles, John Hayden, Dominik Kahun, Marcus Kruger e Chris Kunitz). Drake Caggiula atuou bem em vários jogos da temporada passada e Andrew Shaw, de volta a Chicago após três temporadas defendendo Montreal, poderá ser de grande ajuda. Brendan Perlini e Dylan Sikura precisam aparecer mais.

O power play do Chicago Blackhawks em 2018-19 foi o 15º melhor da liga (20,2%).

Será interessante também prestar atenção aos recém-chegados: Alexander Nylander (ex-Sabres), Ryan Carpenter (ex-Golden Knights), John Quenneville (ex-Devils), Dominik Kubalik (ex-HC Ambri Piotta) e Kirby Dach, escolhido na 3ª posição geral do último Draft. Dach foi colocado em protocolo de concussão durante a preparação para a nova temporada, mas já está de volta ao gelo e disputará por um posto no elenco principal.

Briga por: playoffs, via Wild Card.

Foto: Reprodução Twitter/Chicago Blackhawks

COLORADO AVALANCHE

Depois de surpreenderem, os Avs provaram que são uma força a ser considerada dentro da Divisão Central. O rebuild pelo qual o time de Colorado passa mostra ótimos resultados, mas – na minha opinião – ainda há espaço para conquistas maiores. O Colorado Avalanche tentará sua terceira ida seguida aos playoffs.

Além disso, o time dirigido pelo técnico Jared Bednar (quarto ano no cargo) chegou a 90 pontos na classificação pela segunda temporada seguida e tentará repetir feito conseguido durante 12 temporadas – entre 1995-96 e 2007-08.

No lado defensivo, Colorado não tem mais Tyson Barrie (Toronto Maple Leafs) e Patrik Nemeth (Detroit Red Wings) em seu elenco. Nikita Zadorov e Samuel Girard não são jogadores pontuadores, mas são de ajuda para a retaguarda dos Avs. A defesa permitiu uma média de 31,7 disparos por partida e conseguiu manter um nível de gols sofridos próximo ao da temporada 2017-18 – foram 237 naquela ocasião e 244 na temporada passada. Um ponto defensivo que inspira cuidado é o penalty kill da equipe, sétimo pior da NHL em 2018-19 (78,7%).

As novidades são as chegadas de Calle Rosen (ex-Maple Leafs) e Kevin Connauton (ex-Coyotes). Erik Johnson e Ian Cole provavelmente não estarão disponíveis no início da temporada regular por conta de cirurgias, fato que pode representar a oportunidade necessária para o novato Bowen Byram (4ª escolha geral no Draft 2019). Vale a pena destacar também a presença de Cale Makar no setor defensivo. Makar, 4ª escolha geral do Draft 2017 e vencedor do prêmio Hobey Baker (dado ao melhor jogador universitário), já deu mostras de seu potencial e também pode contribuir para dar profundidade ao ataque dos Avs.

No gol, Semyon Varlamov agora é goleiro do New York Islanders. Philipp Grubauer deve ocupar a posição de titular, depois de disputar 37 jogos da última temporada regular (33 como titular, 18-9-5, 2.64 GAA, 91,7% SV) e 12 jogos de playoffs (7-5, 2.30 GAA, 92,5% SV). Grubauer deve formar dupla com o tcheco Pavel Francouz, que estreou nos Estados Unidos atuando pelo Colorado Eagles (AHL) e já fez duas aparições como substituto pelos Avs.

O setor ofensivo sofreu algumas baixas. Sven Andrighetto foi para a KHL (Avangard Omsk), Tyson Barrie e Alexander Kerfoot defendem os Maple Leafs, Gabriel Bourque está nos Jets, Derick Brassard veste a camisa dos Islanders e Carl Soderberg agora é jogador dos Coyotes.

Mas este mesmo setor ofensivo também possui inúmeras peças a serem consideradas. Além de Cale Makar, o perigoso trio Nathan MacKinnon, Gabriel Landeskog e Mikko Rantanen é dono de grande potencial (amplamente demonstrado nos jogos da franquia). E outros nomes foram adicionados. Nazem Kadri foi adquirido após troca com os Maple Leafs, Andre Burakovsky veio em negociação com os Capitals e também chegaram Joonas Donskoi, Pierre-Edouard Bellemare e Valeri Nichushkin.

Outro ponto a se considerar quanto ao ataque dos Avs é o power play. Colorado teve o sétimo melhor retrospecto da NHL nesta estatística, com 22%.

Briga por: vaga nos playoffs

Foto: Divulgação/NHL

DALLAS STARS

A última temporada dos Stars foi surpreendente. Jim Montgomery iniciou bem seu trabalho no time de Dallas, conduzindo sua equipe aos playoffs. Os texanos superaram o Nashville Predators na primeira rodada do Oeste e dificultaram bastante a vida daqueles que viriam a ser os campeões da Stanley Cup, os Blues. A defesa dos Stars se provou um grupo de elite, sendo uma das melhores da NHL, ao lado dos Islanders. Entretanto, para aproveitar de seu potencial para brigar pela Stanley Cup, precisava melhorar seu setor ofensivo.

Por falar em ataque, ele tem a chegada de dois grandes reforços: o central Joe Pavelski (ex-Sharks) e o ala-direito Corey Perry (ex-Ducks). Os dois podem contribuir para a produção ofensiva do time e com a experiência de já terem disputado finais de Stanley Cup. A única ressalva é pelo fato de que Perry tem uma fratura no pé esquerdo e deve perder alguns jogos, segundo previsões (o jogador afirma que estará pronto para o início da temporada. Vamos esperar para ver!). Jim Montgomery segue com seu trio principal (Jamie Benn, Tyler Seguin, Alexander Radulov) e com outros bons nomes, como Mattias Janmark, Andrew Cogliano e Blake Comeau. Entretanto, como já foi dito, espera-se muito de todos se os Stars quiserem voltar a brigar forte por grandes feitos.

O power play dos Stars foi o 11º melhor da última temporada (21%). As ausências ofensivas em Dallas nesta temporada ficam por conta de Jason Spezza (agora nos Maple Leafs), Mats Zuccarello e Ryan Hartman (defendendo o Wild), Valeri Nichushkin (no Avalanche).

A defesa de Dallas tem tudo para continuar sendo uma das fortes. Andrej Sekera chega aos Stars e, caso se mantenha saudável, vai ter muito a oferecer ao grupo liderado por John Klingberg, Miro Heiskanen e Esa Lindell. Sekera estando saudável poderá ser uma peça importante para a segunda unidade de power play da equipe, adicionando mobilidade. Não devemos esquecer do duo formado por Jamie Oleksiak e Roman Polak; Oleksiak e Polak não são pontuadores muito prolíficos, mas possuem um potencial físico a ser respeitado.

Os texanos tiveram o 5º melhor penalty kill da NHL em 2018-19, apresentando um aproveitamento de 82,8%.

No gol, segue a dupla Ben Bishop e Anton Khudobin. Bishop foi finalista do troféu Vezina na última temporada, liderando a NHL em porcentagem de saves (93,4%), ficando entre os três melhores no quesito média de gols sofridos (1.98 GAA) e conseguindo sete shutouts. Dele, não se espera menos do que isso. Anton Khudobin atuou em 37 jogos como titular, apresentando uma porcentagem de saves na casa dos 92%. Se repetir o desempenho, Khudobin será de grande importância no intuito de manter Bishop produtivo.

Briga por: vaga nos playoffs

Foto: Divulgação/NHL

MINNESOTA WILD

O Minnesota Wild, time dirigido pelo técnico Bruce Boudreau, vivenciou uma temporada de muitas promessas e poucos resultados. Em resumo, foi uma temporada frustrante (estou sendo gentil…). O ataque foi o quinto pior de toda a NHL e a equipe sofreu com lesões. Além disso, a defesa foi apenas mediana e – no tocante aos goleiros – a situação deixou bem a desejar.

Pela primeira vez desde 2011-12, o Wild ficou fora dos playoffs. Já projetando a temporada que se avizinha, a franquia anunciou uma decisão inesperada e – no mínimo – questionável. Paul Fenton, general manager, perdeu seu emprego. Para o seu lugar, Craig Leopold (dono do Wild) contratou Bill Guerin; Guerin – com passagem pelo Pittsburgh Penguins – é o quarto GM na história da franquia de Minnesota.

Vamos aos setores do time, começando pelo ataque (sem Pontus Aberg e Mikael Granlund, agora respectivamente nos Maple Leafs e Predators). Este é formado por jogadores de muito potencial (demonstrado inúmeras vezes na prática) e que carregam boa parte da responsabilidade de tentar resolver um dos maiores problemas do Wild nas últimas temporadas – a dificuldade de marcar gols. Nomes como Zach Parise, Mats Zuccarello (ex-Rangers e Stars), Ryan Hartman, Ryan Donato (ex-Bruins) e Eric Staal serão bem exigidos nesta tarefa. O setor ofensivo de Minnesota também poderá se beneficiar dos bons desempenhos de Jason Zucker e Kevin Fiala (ex-Nashville) e de jogadores que precisam se provar no elenco principal, como Joel Eriksson Ek e Luke Kunin.

Mas, quando se fala de Minnesota, não dá para não pensar na questão física. Especificamente, da saúde física do elenco. Mikko Koivu e o defensor Matt Dumba foram ausências muito sentidas na temporada 2018-19. Se é preciso dar um boost na produção ofensiva, necessário se fará ter os dois saudáveis no gelo. Obviamente, não só eles. Quanto mais saudável for o elenco como um todo, melhor.

O power play do Wild foi o 14º melhor da NHL na última temporada (20,3%).

Saindo do ataque e chegando na defesa, a chave do sucesso do Minnesota Wild neste setor deve passar por Matt Dumba e Jared Spurgeon – caso estejam saudáveis e tenham bons desempenhos. Um resultado defensivo respeitável também dependerá de Ryan Suter, que pode formar dupla com Dumba ou com Spurgeon. Jonas Brodin, Nick Seeler e Greg Pateryn precisam evoluir.

E ainda no âmbito defensivo, cabe aqui destacar o bom trabalho de Minnesota em seu penalty kill na última temporada. Foi o 7º melhor da liga (81,7%).

Por fim, vamos falar da dupla de goleiros. O veterano Devan Dubnyk provavelmente continuará sendo o titular da posição, mas seus números precisam evoluir; muito do sucesso da equipe se deve a ele. Dubnyk dependerá de um bom trabalho defensivo e, também, de um bom backup. E é aí que entra Alex Stalock.

Stalock não teve atuações capazes de impressionar e necessita provar seu lugar na NHL. Se a evolução vier, Devan Dubnyk deve desfrutar de uma melhoria em sua performance, sendo menos exigido. Do contrário, o Minnesota Wild precisará ir ao mercado para encontrar um substituto.

Briga por: playoffs, via Wild Card

Foto: Divulgação/NHL

NASHVILLE PREDATORS

O Nashville Predators, do técnico Peter Laviolette, conquistou o segundo título seguido da Divisão Central na última temporada. No gol (via Pekka Rinne) e na defesa, o time foi sólido e mostrou mais uma vez do que é capaz. Entretanto, os Predators não conseguiram superar o Dallas Stars na 1ª rodada do Oeste, falhando no objetivo de chegar em mais uma final de Stanley Cup. Parte da explicação para a eliminação reside na deficiência ofensiva apresentada pela equipe.

Durante a offseason, o general manager David Poile entrou em ação. Pensando numa possível solução para o problema ofensivo da última temporada (os Predators tiveram apenas o 19º melhor ataque da NHL), Poile negociou o defensor P.K. Subban com os Devils (quem se acostumou a ver Subban usando o amarelo de Nashville, vai precisar se acostumar a vê-lo no time de New Jersey) a fim de abrir espaço para reforçar o ataque. E o reforço se chama Matt Duchene. Nada contra Duchene, mas convenhamos que foi um movimento arriscado.

Além disso, a franquia garantiu as permanências de Colton Sissons e Rocco Grimaldi – jogadores que poderão ser úteis nas linhas três e quatro dos Predators.

No ataque, a 1ª linha (Filip Forsberg, Ryan Johansen, Viktor Arvidsson) é repleta de muito potencial, mas sofreu em 2018-19 devido às lesões de Forsberg e Arvidsson. Os três devem jogar juntos novamente (causando estragos nos adversários, se saudáveis), mas podemos ver Duchene atuando nela também – o mais provável é vê-lo no centro da 2ª linha, alternando posição com Kyle Turris. Quem precisará se provar é o finlandês Mikael Granlund.

Observando o bottom six de Nashville, os destaques vão para Sissons, Grimaldi, Nick Bonino e Calle Jarnkrok. Com eles, o time do estado do Tennessee pode ter mais oportunidades ofensivas, além de – obviamente – mais gols. E não esqueço de Eeli Tolvanen. Escolha nº 30 do Draft 2017, Tolvanen é um virtual top six, mas terá que lutar por seu espaço no elenco principal. Enquanto isso, ganhará tempo de gelo e experiência atuando no Milwaukee Admirals (AHL).

A evolução do power play é uma demanda urgente. Os Predators tiveram a pior marca nesse quesito em 2018-19: apenas 12,9%.

A defesa de Nashville irá ao gelo sem P.K. Subban. Quem deverá herdar sua responsabilidade é Dante Fabbro, jovem que impressionou em sua passagem por Boston University (NCAA). Fabbro deve atuar ao lado de Mattias Ekholm, um dos nomes mais importantes do setor. De resto, Laviolette segue contando com Roman Josi, Ryan Ellis (precisa melhorar seu lado ofensivo) e Dam Hamhuis; o último posto na defesa deve ser disputado por Yannick Weber, Steve Santini e Matt Irwin. O penalty kill dos Predators merece elogio. Foi o sexto melhor da última temporada (82,1%).

No gol, uma das duplas que mais me agradam. Pekka Rinne é um dos melhores goleiros da liga e colecionou ótimos números no último ano (30-19-4, 2.42 GAA, 91,8% SV, 4 SO, 55 jogos como titular). Rinne tem atuado cada vez menos, graças à evolução de Juuse Saros; Saros (17-10-2, 2.62 GAA, 91,5% SV, 3 SO) é visto como o futuro dos Preds e deve receber um número maior de oportunidades na condição de titular. Se Nashville deseja grandes feitos, a receita do sucesso passa por Rinne/Saros.

Briga por: título da divisão

Foto: Divulgação/NHL

ST. LOUIS BLUES

Os Blues, comandados pelo técnico Craig Berube, não chamavam a atenção de ninguém quando 2019 começou. O time iniciou o ano na lanterna da Divisão Central e, a partir de então, evoluiu de um jeito simplesmente sensacional. Berube e seus comandados terminaram a temporada regular na terceira posição da divisão, passando por todos os adversários que apareceram (Winnipeg Jets na 1ª rodada, Dallas Stars na 2ª rodada, San Jose Sharks na final do Oeste e Boston Bruins na decisão da Stanley Cup).

Para a offseason, o objetivo da franquia de St. Louis era manter boa parte de seu elenco (ou ele em sua totalidade). A equipe foi bem sucedida quando falamos de Jordan Binnington, Oskar Sundqvist, Justin Faulk e Ivan Barbashev. Entretanto, o veterano Pat Maroon não veste mais a camisa dos Blues, indo para o Tampa Bay Lightning. Michael Del Zotto defende os Ducks, Joel Edmundson está nos Hurricanes e Jordan Schmaltz vesta a camisa dos Maple Leafs. Resta saber como será o futuro do defensor Alex Pietrangelo, que se tornará agente livre no futuro próximo.

O ataque traz muitos nomes conhecidos da torcida de St. Blues. A principal linha (Jaden Schwartz, Brayden Schenn, Vladimir Tarasenko) sofreu com lesões ao longo da última temporada, mas ainda colecionou impressionantes 158 pontos na fase regular e outros 49 nos playoffs. Na 2ª linha, Ryan O’Reilly viveu sua melhor temporada em 2018-19, coroada pela conquista do troféu Conn Smythe. Se o top six repetir o que mostrou na campanha do título, bons resultados poderão vir no novo ano.

Também encontramos destaques no bottom six. Entre eles, Sundqvist e Barbashev na 4ª linha, Zach Sanford e Robert Thomas na 3ª linha (Sanford ainda pode figurar na 2ª linha). Oskar teve o melhor desempenho de seu trio (31 pontos na fase regular e nove nos playoffs), Ivan vai evoluindo conforme ganha experiência. Thomas teve um ótimo ano de novato e, com Zach no gelo, a 3ª linha somou mais de 100 pontos (considerando fase regular e playoffs). Por fim, vale ressaltar o fato de o power play dos Blues ter sido o 10º melhor da NHL (21,1%).

Craig Berube dispõe de uma defesa interessante. São três pares de qualidade, mas que ainda podem oferecer mais. Aqui cito Alex Pietrangelo, Colton Parayko e Vince Dunn. Os três servirão de impulso para Carl Gunnarsson, Jay Bouwmeester e Robert Bortuzzo. E ainda temos a chegada de Justin Faulk.

No gol, Jordan Binnington recebe a oportunidade de brilhar e se solidificar na NHL. O jovem tem boa parte de crédito pela campanha de playoffs dos Blues, fazendo por merecer seu novo contrato. Ao lado de Jordan, Jake Allen é um backup passível de falhas se submetido à muita pressão. Mesmo assim, os Blues encontram em Allen a solidez necessária caso Binnington fraqueje.

Briga por: título da divisão e do Oeste

Foto: Reprodução Twitter/St. Louis Blues

WINNIPEG JETS

Os Jets conseguiram a segunda classificação seguida para os playoffs, feito conquistado pela primeira vez desde 1992-93. Dentro de uma competitiva Divisão Central, os canadenses terminaram a temporada passada na segunda posição, um ponto atrás dos Predators. Entretanto, a pós-temporada de Winnipeg não durou muito: o time de Winnipeg caiu na 1ª rodada, eliminado pelo St. Louis Blues.

Na offseason, os Jets sofreram algumas baixas. Tyler Myers foi para os Canucks, Jacob Trouba está nos Rangers e Ben Chiarot defende os Habs. Ainda na defesa, Dustin Byfuglien é ausência sentida. Josh Morrissey teve seu contrato renovado e a dupla Neal Pionk/Anthony Bitetto chegou ao time. No ataque, Patrik Laine e Kyle Connor seguem em Winnipeg e temos as adições de Mark Letestu e Gabriel Bourque.

O técnico Paul Maurice dispõe de um excelente top six, principalmente depois das situações contratuais de Laine e Connor terem sido resolvidas. Os desempenhos recentes dos dois jogadores ajuda a projetar uma temporada 2019-20 sem maiores problemas ofensivos. Mark Scheifele e Blake Wheeler (formando a 1ª linha com Kyle Connor) também contribuem para esta projeção positiva. Na 2ª linha, devemos ver Patrik Laine, ao lado de Bryan Little e Nikolaj Ehlers.

A equipe de Winnipeg apresentou a 4ª melhor marca no quesito power play (24,8%).

O setor defensivo dos Jets não tem a presença de Dustin Byfuglien, como dito anteriormente, e não pode se beneficiar de suas habilidades e jogo físico. Sem Trouba, Myers e com a situação de Byfuglien indefinida, Josh Morrissey e Neil Pionk recebem a responsabilidade de formar o primeiro par defensivo; Morrissey fez uma boa temporada 2018-19 no aspecto ofensivo (31 pontos em 59 jogos). Se voltar, Dustin integrará o segundo par defensivo junto de Sami Niku. Enquanto isso, Niku deve figurar ao lado de Dmitry Kulikov e buscará estabelecer-se no elenco principal.

Inicialmente, o terceiro par defensivo seria composto por Nathan Beaulieu e Tucker Poolman. Mas, o retorno de Byfuglien potencialmente provocará mudanças na dupla. O penalty kill de Winnipeg precisa melhorar. Em 2018-19, foi apenas o 22º melhor (79,2%).

No gol, Laurent Brossoit e Connor Hellebuyck formam a dupla de goleiros. Entretanto, não encontrarão vida difícil quando a temporada se iniciar, pois o nível da defesa caiu. Hellebuyck vem de seu pior ano, precisando repetir o retrospecto que lhe rendeu uma indicação ao troféu Vezina na temporada 2017-18. O titular da posição terá de trabalhar mais. Brossoit estreou bem pelos Jets, apresentando números sólidos ao fim do primeiro ano na franquia (13-4-2, 2.52 GAA, 92,5% SV) e é o virtual backup para Connor Hellebuyck.

Brigar por: título da divisão

Foto: Divulgação/NHL

PRÉVIAS THE PLAYOFFS – NHL 2019-20

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