26/03/2020 - 17h30

TOP 5: os melhores defensive backs do Draft da NFL de 2020

Melhores defensive backs tem escolha óbvia como nº1, jogador da segunda divisão e ausência de campeão nacional

Ao que tudo indica, os times querem adiar o Draft para que possam traçar estratégias melhores de como reagir ao board e, em virtude do isolamento social, não seria possível ter os famosos War Rooms. Por enquanto, o Draft segue determinado para pouco menos de 30 dias, e, portanto, seguimos nossa análise sobre a classe de 2020.

Hoje, é dia de um grupo de jogadores de uma posição essencial para sucesso de qualquer franquia na liga: defensive backs. Com tantas jogadas de passe, conceitos e formações, os jogadores de secundária acabam sendo muito importantes e ganham espaço inclusive nas estruturas defensivas, com muitos pacotes em nickel e diamond.

Como o safety aposentado que sou, fui convocado para elencar quem são os 5 melhores da posição, que inclui safety, cornerback e aqueles jogadores que aparecem exclusivamente na função de slot cornerback ou nickel. Se o seu time precisa de um bom jogador, a classe é boa (não ótima), então há talento, mas é preciso uma análise profunda.

SPOILER ALERT: Apesar de achar excelente free safety na cobertura, Grant Delpit (LSU) tem problemas demais nos tackles para figurar aqui.

Lembrando que: 1. as opiniões aqui são baseadas na análise do autor; 2. a ordem abaixo não significa necessariamente a ordem em que eles devem ser escolhidos, uma vez que cada time pode ter diferentes visões e necessidades no Draft.

(Foto: Reprodução Twitter/Jeffrey Okudah)

1 – Jeffrey Okudah – Cornerback – Ohio State

Consenso entre absolutamente TODOS os especialistas, Jeff Okudah é o melhor prospecto em meio a esta classe de defensive backs. Produto de Ohio State, o jogador é, para mim, o segundo melhor disponível considerando todas as posições neste Draft (ficando atrás apenas de seu ex-companheiro Chase Young).

Ao longo de 2019, Okudah cravou seu nome como o melhor jogador da posição ao conseguir marcar todos os receivers que alinharam em sua frente no college. Além disto, mostrou que consegue ser físico sem comprometer as jogadas, não tendo assinalada nenhuma falta de interferência de passe ou segurada contra si.

Como prospecto, vejo este jogador em nível superior a Marshon Lattimore e Jalen Ramsey, sendo, portanto, o melhor em muitos anos. Mas, o que faz deste jogador tão especial? Sua marcação individual é absolutamente incrível. Okudah dificilmente deixa o receber adversário ganhar separação e, mesmo quando isto acontece, tem ótima capacidade de recuperação e ataca as mãos do WR no ato da recepção, impedindo muitos passes.

A comparação deste corner é com ninguém menos que Patrick Peterson, ou seja, as expectativas são realmente muito elevadas obre ele. O Detroit Lions trocou seu melhor defensor, Darius Slay, para os Eagles, deixando um espaço na posição de cornerback número 1. Como a equipe de Michigan detém a escolha #3, é o provável destino de Okudah, que deve ser um sucesso desde o primeiro dia.

Foto: (Reprodução Twitter/Around The NFL)

2 – Xavier McKinney – Safety – Alabama

Nos últimos anos, vemos com frequência os defensores de Alabama saindo cedo no Draft, e isso não é por acaso. Os jogadores são realmente muito qualificados e a maioria deles têm potencial para chegar na liga e causar impacto desde o primeiro jogo.

McKinney é um destes jogadores. Descrito como safety, o ex-Crimson Tide pode fazer várias funções na defesa, sendo uma arma bastante versátil para um bom coordenador. O que mais me encanta ao analisar este jogador é justamente sua capacidade de executar variadas funções com muita competência. Por vezes, fica responsável pelo slot receiver; em outras, assume as zonas deep e cobre parte do campo; ainda é possível ver algumas boas pressões exercidas nos QBs, com ótima leitura de gap para escapar de bloqueios.

Não foi o suficiente? Ok. Você já deve ter ouvido falar em Joe Burrow, certo? O quarterback que foi sensação em 2019 sofreu uma interceptação e um sack de McKinney, um feito que poucos (provavelmente só ele) conseguiram no ano mágico de LSU.

Por conta de sua versatilidade, acredito que muitos times podem estar de olho neste jogador. Como está cotado para o meio, talvez fim da primeira rodada, franquias como Vikings, Dolphins, Raiders podem estar de olho neste jogador, que seria titular sem esforço em qualquer uma delas.

(Foto: Reprodução Twitter/Xavier McKinney)

3 – CJ Henderson – Cornerback – Florida

Confesso pra vocês que muitas pessoas têm como certo quem é o melhor e a maioria concorda com o segundo lugar nesta classe. Mas, a partir daqui, há uma série de opiniões diferentes, e eu vou ficar com Henderson na posição 3 desta classe, mesmo que muitas projeções o coloquem abaixo até do número 4 desta coluna.

Por que Henderson aparece como o segundo cornerback? Pela capacidade de executar todas as funções com competência. O ex-Gators não é excelente em todas elas, mas tem algo que deveria ser pré-requisito para todo defensor: resiliência. Ele jamais desiste da jogada. No vídeo abaixo, é fácil de ver que mesmo quando seus companheiros erravam, CJ corria até o final do campo para salvar (e conseguia).

Tackle agressivo, ótima capacidade de recuperação, antecipação, catch, blitz. Todos esses atributos você consegue ver Henderson executando com qualidade, o que o coloca como um bom valor neste Draft. Contudo, ele precisa melhorar alguns pontos de seu jogo, ou então não conseguirá muito sucesso entre os profissionais.

No jogo contra o explosivo ataque de LSU, Henderson cedeu 2 TDs, ambos para o excelente Ja’Marr Chase. O primeiro conta com uma péssima ocupação de espaço de seu linebacker, o que facilitou a vida de Burrow. No segundo, contudo, Henderson perde Chase numa rota wheel executada muito bem, o que causa uma big play que liquida um disputado jogo. Se você é responsável por marcar individualmente, não pode perder seu receiver, mesmo que ele cruze a rota com um companheiro, sob pena de custar o jogo.

Além disto, um problema que me incomoda um pouco no vídeo deste jogador é a desaceleração para o tackle. Quando os WRs executaram rotas curtas dentro de sua zona e receberam com espaço, bastou um corte para prejudicar CJ, visto que ele vem em alta velocidade e não consegue um bom ângulo para tacklear. Se melhorar estes pontos, o jogador vai contribuir bastante.

Este é outro atleta que podemos ver sendo selecionado pelos Vikings, mas acredito que seria um fit interessante para os atuais campeões Chiefs, que podem (e devem) melhorar a posição, se Henderson chegar até o fim da primeira rodada.

(Foto: Reprodução Twitter/CJ Henderson)

4 – Kristian Fulton – cornerback – LSU

Fulton vai muito além do título nacional com LSU. Ele combina ótima capacidade atlética a uma boa marcação, o que lhe dá vantagem sobre muitos recebedores. Nos últimos dois anos, foi responsável por limitar os quarterbacks adversários a um rating de apenas 40, o que diz muito sobre sua capacidade de marcação.

Eu acredito que Fulton pode ter uma carreira sólida na liga, se mantiver humildade e continuar aprendendo. A verdade é que o jogador é realmente fantástico na marcação, em especial em fazer contato desde a linha de scrimmage para atrasar o adversário, mas poderia melhorar um pouco seu tackle.

A capacidade de jogar em zona também é bem executada por Fulton, mesmo que, na figura de cornerback número 1, tenha feito marcação individual na maior parte do tempo. A leitura dos olhos do QB é bem apurada quando precisa cobrir uma faixa do campo, o que possibilita a chance de fazer jogadas de impacto. O que pode afetar sua seleção é que, em 2017, ele foi suspenso de toda a temporada por usar a urina de outro jogador no seu teste antidoping.

O cenário ideal, na minha opinião, seria Kristian Fulton ir para uma equipe que já conta com um CB 1 e aprender com ele por um ano. Isso não significa que ele vá ser um fracasso se assumir a posição principal, mas que requer um pouco de tempo para se adaptar. Tido como um jogador de metade da primeira rodada, Jaguars, Cowboys e Falcons aparecem como candidatos a selecionar. Já imaginou um nativo de New Orleans que jogou em LSU defendendo Atlanta? No mínimo, curioso.

(Foto: Reprodução Twitter/Kristian Fulton)

5 – Kyle Dugger – Safety – Lenoir-Rhyne

Aqui, muitos nomes poderiam entrar, mas quero destacar o jogador da segunda divisão universitária que deve ser selecionado no segundo dia de Draft. Dugger parece um ótimo prospecto para ser desenvolvido para a posição de free safety, e ele subiu no board das franquias após o Combine.

Como todo bom underdog, ele combina características incríveis em seu jogo e talvez seja o mais agressivo de todos os listados aqui. Um dos fatores que mais atrai olhares é justamente que ele não desiste das jogadas, furando bloqueios e atacando o jogador com a bola.

Seu senso de posicionamento e ataque à bola em seu ponto mais alto são ótimas qualidades para um bom free safety, e como aplica tackles com qualidade, pode ser uma opção de estabilidade na posição. As dúvidas sobre ele são justamente por conta de seu universidade, já que disputava a segunda divisão, então não enfrentou aqueles que, em tese, são os melhores QBs e WRs.

No Combine, contudo, foi capaz de demonstrar ótima capacidade atlética, com boa desenvoltura para abertura de quadris e recuperação de jogadas. Para nível profissional, deve melhorar sua marcação individual que, apesar de bastante física, às vezes dá espaço demais e, contra um recebedor de elite, isto pode ser fatal.

Dugger seria um jogador muito interessante para os Buccaneers no segundo dia, bem como Panthers, Dolphins e Lions. Com uma ótima combinação de tamanho, explosão, velocidade e agressividade, este jogador, nas mãos de um bom DC, será ótimo na NFL.

(Foto: Reprodução Twitter/Kyle Dugger)

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