30/08/2019 - 19h41

PRÉVIA NFL 2019: #5 Indianapolis Colts

Candidatos ao Super Bowl no início do ano, Colts agora encaram a realidade de um futuro sem Andrew Luck

Andrew Luck será principal desfalque do Indianapolis Colts em 2019Há uma semana, o Indianapolis Colts figurava como um potencial candidato ao Super Bowl para qualquer um que acessasse o Bet365 app. Mas, de uma hora para a outra, o panorama e as expectativas mudaram drasticamente. E não só para 2019 – o planejamento para o futuro imediato do time também passa por uma alteração drástica.

Há uma semana, a equipe contava com Andrew Luck, vindo daquela que foi, possivelmente, a melhor temporada da carreira. Mesmo sem ter o quarterback para o início da temporada, em virtude de uma lesão no tornozelo, ainda era real a chance de disputar o título. Tudo mudou quando, inesperadamente, o principal jogador do time anunciou a aposentadoria aos 29 anos em decorrência das constantes lesões.

Sem entrar no mérito da decisão de Luck, fato é que o 2019 dos Colts muda completamente de figura e você precisa pensar bem antes de usar um bônus de apostas neles. O general manager Chris Ballard manteve-se fiel à filosofia que funcionou muito bem em 2018: sem grandes contratações, ajustes pontuais e adição de um grupo talentoso via draft. Adicionando um franchise quarterback, a receita para o sucesso estava pronta. E é justamente esse último ingrediente que não estará presente na nova temporada.

No momento, os Colts possuem um elenco jovem e extremamente talentoso, mas a um QB de ser efetivamente competitivo. Justin Houston foi a principal contratação, sendo um reforço sólido para o pass rush. Devon Fuchess foi uma adição pontual, ao estilo Ballard, para reforçar o grupo de recebedores. Uma aposta de baixíssimo risco, mas com potencial para render bons resultados. Além disso, o time renovou os contratos de Pierre Desir, Clayton Geathers, Margus Hunt e Mark Glowinski. A mensagem é clara: a prioridade absoluta é manter o núcleo do elenco, sem investir em grandes nomes. O que é excelente para o futuro do time no longo prazo.

No draft, o time trocou a escolha de primeira rodada com o Washington Redskins e acumulou duas seleções de segundo round, uma delas em 2020. E a decisão parece correta: os Colts conseguiram utilizar a escolha no cornerback Rock Ya-Sin, apontado como um valor de primeira rodada. Para completar, Indianapolis ainda conseguiu selecionar o slot receiver Parris Campbell, outro jogador com valor de primeira rodada. Os dois novatos têm potencial para contribuir imediatamente e podem ser peças importantes no futuro da franquia.

De qualquer forma, a ausência de Luck, realisticamente, faz de 2019 um ano perdido. O momento do anúncio não poderia ser pior, já que obriga o time a repensar todo o planejamento com pouco tempo disponível. Por enquanto, o Indianapolis Colts segue em compasso de espera enquanto busca um novo franchise quarterback para comandar o elenco jovem e promissor. Há uma base sólida para acreditar em uma boa sequência nos próximos anos.

(Foto: Reprodução site oficial/Indianapolis Colts)

Principais chegadas: Justin Houston foi a grande contratação do Indianapolis Colts durante a offseason. O veterano é um sólido reforço para um pass rush que não foi dos mais produtivos em 2018. Além de Houston, Devin Funchess chega como um reforço pontual para o grupo de recebedores. Rock Ya-Sin e Parris Campbell podem contribuir imediatamente ainda como novatos, assim como Ben Banogu e Bobby Okereke.

Em uma análise precipitada, seria fácil afirmar que a free agency do time foi decepcionante. Afinal de contas, Indianapolis contava com o maior cap space da NFL, e, com potencial de chegar ao Super Bowl, teria potencial para atrair bons nomes. Mas Ballard, mesmo com autorização do proprietário Jim Irsay, decidiu manter-se fiel ao princípio de evitar grandes investimentos. Com isso, concentrou os esforços em renovar contratos e preservar o cap space para outras movimentações futuras. Uma manobra inteligente que não sacrifica o futuro da equipe em troca de um all-in em 2019.

Principais saídas: Dontrelle Inman e Ryan Grant deixaram o time, mas não eram peças extremamente importantes. Oito jogadores dos Colts completaram 20 recepções ou mais em 2018, e quatro desses estiveram à frente de Inman e Grant. Se a free agency não trouxe grandes perdas, a pré-temporada reservou o choque da saída de Andrew Luck. Não há muito mais o que acrescentar a respeito da aposentadoria do quarterback. Em resumo, a ausência de Luck faz com que os Colts deixem de ser candidatos imediatos ao Super Bowl. Até que o time encontre um novo franchise quarterback, seja via draft ou buscando uma troca, a realidade será essa.

Ponto forte: a linha ofensiva. Talvez a principal representação do excelente trabalho de Chris Ballard na construção do elenco, a unidade é, atualmente, uma das melhores da NFL. Se a o-line anterior foi a grande responsável pela aposentadoria precoce de Luck, a unidade reformulada em 2018 tornou-se o ponto forte do time. Com as chegadas de Quenton Nelson e Braden Smith no draft do ano passado, Indianapolis completou a linha ofensiva com as peças que faltavam e enfim conseguiu oferecer a proteção que o quarterback precisava. Foram cinco jogos seguidos sem ceder um único sack. A combinação com Luck, porém, durou apenas uma temporada. Vale lembrar que Dave DeGuglielmo, técnico da linha ofensiva em 2018, foi substituído por Chris Strausser, escolhido pessoalmente pelo head coach Frank Reich. O desafio será manter o desempenho apresentado na última temporada mesmo com a mudança.

Ponto fraco: quarterback. Chega a ser injusto com Jacoby Brissett, vítima das circunstâncias. Mas a realidade nua e crua é que o Indianapolis Colts talvez esteja a um franchise quarterback de ser um real candidato ao título. Brissett está longe de ser um quarterback ruim, mas o downgrade é inegável. Andrew Luck era o diferencial que transformava os Colts de um bom time em um potencial concorrente ao Super Bowl. Sem o principal jogador, Indianapolis retorna ao patamar anterior – mesmo assim, muito melhor do que em 2017, quando Brissett substituiu o então lesionado Luck como titular.

Wide receiver do Indianapolis Colts Parris CampbellCalouro para ficar de olho: Parris Campbell. Mesmo sem a oportunidade de jogar com Andrew Luck, o slot receiver deve aparecer como titular e tem potencial para ser o futuro do time na posição. Campbell teve problemas na coxa durante a pré-temporada, mas deve atuar normalmente. Destaque também para Deon Cain, selecionado no ano passado. O wide receiver sofreu uma lesão no ligamento cruzado anterior e perdeu toda a temporada, mantendo a designação de novato para 2019. Ameaça em jogadas de profundidade, Cain tem as ferramentas para ser um wide receiver número 1 caso solucione os problemas com drops em campo e de maturidade fora dele. Cain e Campbell podem ser a futura dupla de recebedores dos Colts.

(Foto: Reprodução site oficial/Indianapolis Colts)

Campanha em 2018: 10-6

Projeção para 2019: 8-8

Técnico: Frank Reich (desde 2018) – recorde: 10-6 (1-1 em pós-temporada)

Briga por: vaga no Wild Card

TABELA 2019

Semana 1: Chargers (fora)
Semana 2: Titans (fora)
Semana 3: Falcons (casa)
Semana 4: Raiders (casa)
Semana 5: Chiefs (fora)
Semana 6: Bye
Semana 7: Texans (casa)
Semana 8: Broncos (casa)
Semana 9: Steelers (fora)
Semana 10: Dolphins (casa)
Semana 11: Jaguars (casa)
Semana 12: Texans (fora)
Semana 13: Titans (casa)
Semana 14: Buccaneers (fora)
Semana 15: Saints (fora)
Semana 16: Panthers (casa)
Semana 17: Jaguars (fora)

POWER RANKING THE PLAYOFFS

Indianapolis Colts: posição 5*
Melhor nota: 9 / Pior nota: 8,5

>> A posição de cada time no Power Ranking do The Playoffs foi definida por um comitê do site que conta com Fabio Garcia, Fernando Ferreira, Gabriel Mandel, José Ferraz e Luis Felipe Saccini. Os cinco deram notas para as equipes levando em conta a força dos elencos em geral e a perspectiva delas neste momento. A partir da média, listamos as franquias neste ranking de 1 a 32. Semanalmente, a lista será atualizada de acordo com o desempenho dos times em campo durante a temporada regular.

*Obviamente, a posição em nosso ranking foi definida ainda quando Andrew Luck fazia parte do elenco dos Colts. Faremos uma atualização do ranking antes do começo da temporada regular

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