15/03/2020 - 12h31

[ENTENDA O JOGO] Saiba o que é a Franchise Tag na NFL

Prestes a abrir o mercadão da NFL, o The Playoffs explica tudo o que você precisa saber sobre a franchise tag

Afinal, muito se fala sobre ela, mas o realmente o que é a Franchise Tag?

Aportuguesada para o “selo da franquia”, ela é um recurso que pode ser utilizado pelos times para renovar com os jogadores por mais uma temporada e ter mais tempo para negociar um contrato longo.

Os jogadores odeiam. Afinal, todos buscam contratos de longo prazo e estabilidade na carreira. Os times amam, já que podem reter um possível free agent por pelo menos mais um ano, além de ganhar tempo para negociar vínculos maiores sem ameaça de outras franquias.

O “Entenda o Jogo”, do The Playoffs, agora traz tudo o que você precisa saber sobre a Franchise Tag: Quando usar, quais as diferenças, o que o jogador ou clube ganham com isso… Confira!

(Foto: Divulgação Site/DallasCowboys)

Os tipos de Franchise Tag

Os selos são divididos em duas categorias: exclusivas e não exclusivas. Na primeira delas, a Franchise Tag Exclusive, o time obtém exclusividade para negociar com o jogador, não permitindo que o atleta converse com outras equipes. Para aplicá-la, a franquia terá de pagar ao jogador a média dos cinco maiores salários da posição dele, considerando os últimos cinco anos, ou então um aumento salarial de 120%. Prevalece a quantia que for maior. Ou seja, quando aplicado este selo, o vínculo com o atleta é renovado automaticamente por um ano, com o novo valor contratual para uma temporada.

Já no caso da Franchise Tag Non Exclusive, o time sinaliza o atleta, no entanto, ele pode negociar com outras equipes. Caso o jogador feche com outra franquia, o time que fez a tag pode igualar a oferta, mas caso não o faça, ele terá de ser recompensado com duas escolhas de primeiro round do Draft do time que contratou o atleta. Se o jogador permanecer na equipe, ele receberá a média dos últimos cinco anos dos cinco maiores salários da posição dele por um ano de contrato.

Existe ainda a Transition Tag (tag de transição), algo bem mais raro. Ela se assemelha à tag não exclusiva, com a diferença que o salário para os jogadores que a recebem deve ser baseado nos 10 maiores salários daquela posição (e não cinco). A regra do aumento salarial de 120% também se aplica, assim como a possibilidade do atleta negociar com outras equipes. Outra diferença é que nesse caso não há escolha de Draft compensatória caso o time que fez a tag não opte por cobrir uma proposta recebida pelo atleta.

Quando usar

Por envolver altos valores, a franchise tag geralmente é aplicada nos principais jogadores do time. Até 2019, cada equipe só podia utilizá-la uma vez por temporada. Em 2020, por um item do acordo coletivo de trabalho (CBA), as franquias terão a chance de usar duas tags, no entanto, caso optem por isso, uma delas deve ser uma transition. Essa possibilidade só será anulada caso um novo CBA seja aprovado pelos jogadores nos próximos dias.

A franquia tem até uma semana antes da abertura do período do free agency para anunciar, se tiver, seus escolhidos. Para a temporada 2020, a franchise tag deve ser aplicada até o dia 12 de março.

Valores estimados para 2020 por posição*:

Quarterback: até US$ 27.230.000
Defensive end: até US$ 18.057.000
Linebacker: até US$ 16.069.000
Cornerback: até US$ 16.585.000
Linha ofensiva: até US$ 15.004.000
Wide receiver: até US$ 18.135.000
Defensive tackle: até US$ 16.369.000
Running back: até US$ 10.434.000
Safety: até US$ 11.614.000
Tight end: até US$ 10.767.000
Kicker/Punter: até US$ 5.182.000

*Fonte: CBS Sports/valores máximos projetados

Quem recebeu a Franchise Tag em 2019:

DeMarcus Lawrence (DE, Dallas Cowboys)
Frank Clark (DE, Seattle Seahawks)
Jadeveon Clowney (DE, Houston Texans)
Dee Ford (DE, Kansas City Chiefs)
Grady Jarrett (DT, Atlanta Falcons)
Robbie Gould (K, San Francisco 49ers)

(Foto: Joe Robbins/Getty Images)

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+ Quem são os favoritos a receber a franchise tag em 2020

Confira a última vez que cada equipe utilizou a Franchise Tag:

Arizona Cardinals – Chandler Jones LB (2017)
Atlanta Falcons Grady Jarrett DT (2019)
Baltimore Ravens – Justin Tucker K (2016)
Buffalo Bills – Cordy Glenn LT (2016)
Carolina Panthers – Kawann Short DT (2017)
Chicago Bears – Kyle Fuller CB (2018)
Cincinnati Bengals – Michael Johnson DE (2013)
Cleveland Browns – Alex Mack C (2014)
Dallas Cowboys – DeMarcus Lawrence DE (2019)
Denver Broncos – Von Miller LB (2016)
Detroit Lions Ziggy Ansah DE (2018)
Green Bay Packers – Ryan Pickett DT (2010)
Houston Texans – Jadeveon Clowney DE (2019)
Indianapolis Colts – Pat McAfee P (2013)
Jacksonville Jaguars – Josh Scobee K (2012)
Kansas City Chiefs – Dee Ford DE (2019)
Los Angeles Chargers – Melvin Ingram LB (2017)
Los Angeles Rams – LaMarcus Joyner S (2018)
Miami Dolphins – Jarvis Landry WR (2018)
Minnesota Vikings – Chad Greenway LB (2011)
New England Patriots – Stephen Gostkowski K (2015)
New Orleans Saints – Jimmy Graham TE (2014)
New York Giants – Jason Pierre-Paul DE (2017)
New York Jets – Muhammad Wilkerson DE (2016)
Oakland Raiders – Tyvon Branch SS (2012)
Philadelphia Eagles – DeSean Jackson WR (2012)
Pittsburgh Steelers – Le’Veon Bell RB (2018)
Seattle Seahawks – Frank Clark DE (2019)
San Francisco 49ers – Robbie Gould K (2019)
Tampa Bay Buccaneers – Connor Barth K (2012)
Tennessee Titans – Bo Scaife TE (2009)
Washington Redskins – Kirk Cousins QB (2017)

Um jogador pode recusar uma franchise tag?

Basicamente, não. Esse é um dos motivos pelos quais os jogadores não gostam de receber o “selo”. O que acontece, em muitos casos, é que o atleta prorroga ao máximo a assinatura do acordo, buscando um contrato maior. Em alguns casos, faz ameaças, como greve, para não precisar jogar sob uma franchise tag. Porém, poucos escapam. Le’Veon Bell conseguiu em 2017, mas não recebeu um centavo sequer naquela temporada.

A única possibilidade, porém, é ter em contrato alguma cláusula que o impeça de receber a tag, o que é raro. Drew Brees, atualmente, tem isso em seu acordo com o New Orleans Saints.

Um time pode desistir de uma franchise tag?

Sim. Isso pode acontecer, apesar de bastante raro também. Caso aconteça, o time não pode taggear outro jogador, e o atleta que havia recebido a franchise tag se torna free agent. A situação mais recente aconteceu em 2016, com Carolina Panthers e o cornerback Josh Norman, que recebeu o selo não-exclusivo, mas o time optou por rescindir a tag meses depois, deixando o defensor livre para assinar com o Washington Redskins.

Uma equipe só fará algo do tipo se busca um acordo de longo prazo com o jogador e não vê chance disso acontecer após as negociações. Ou se o contrário ocorrer: a franquia quer ficar mesmo por um ano com o cara, mas ele prefere um acordo maior e ameaça uma greve, por exemplo.

*Postado originalmente em 29 de fevereiro de 2016; atualizado pela última vez em 27 de fevereiro de 2020, às 12h43

Marco Miranda Editor de NFL - The Playoffs - O Portal de Esportes Americanos

Marco Miranda

Editor de NFL

@marcopmiranda

Jornalista, nunca viu sua vida longe dos esportes e não demorou muito para se apaixonar pelos esportes americanos. Fanático pelo San Diego Chargers – sim, você não leu errado –, acha o futebol americano o melhor esporte do mundo. Lakers, Kings e, porque não, os Padres completam o Californication de torcida. Cobriu in loco o All-Star Game 2016 da MLB, em San Diego.

Ricardo Pilat Editor-Geral - The Playoffs - O Portal de Esportes Americanos

Ricardo Pilat

Editor-Geral

@ricardopilat

Jornalista, é editor-geral do The Playoffs. Apaixonado por esportes americanos desde moleque e autor de 633 home runs na carreira(!), mantém duas paixões de infância nas principais ligas norte-americanas: New York Knicks e New York Yankees. Mas ama igualmente a NFL e a NHL, em que torce para New Orleans Saints e Detroit Red Wings!

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