19/12/2019 - 21h32

Ranking dos calouros da NBA 2019-2020 #2

Segundo mês na NBA expõe limitações de técnicos e elencos e impacta no rendimento dos calouros

Após cirurgia no joelho, Ja Morat participará normalmente do training camp dos GrizzliesO primeiro mês em um novo emprego tende a ser muito bom. As novidades fazem os funcionários darem o melhor de si e tudo parece que não vai sair dessa empolgação. Mas o tempo passa e as coisas não caminham bem para esse lado…

Na NBA, os calouros começam a esbarrar seu desenvolvimento nas limitações de seus companheiros de equipe, em seus técnicos e também no ambiente de cada franquia, como a segunda edição do nosso ranking dos calouros de 2019/2020 deixa evidente.

Por exemplo, como Kendrick Nunn e Tyler Herro têm encontrado suporte em um elenco forte e motivado em Miami, além de ter um bom tutor em Erik Spoelstra.

Já R.J. Barrett em Nova York e Coby White em Chicago são os calouros que mais caíram no ranking dessa edição (pequeno spoiler). Os Knicks já demitiram David Fizdale e Jim Boylen chegou a ser ignorado em quadra durante suas instruções em um tempo técnico.

O sinal amarelo dentro da NBA nunca deixa de ficar aceso. Por isso, mesmo com as dificuldades é importante demonstrar talento e aproveitar as oportunidades para se fixar na liga. O Golden State Warriors vem mostrando como a linha de contender para lanterna da tabela é tênue, por isso se manter pronto é fundamental para esses jovens talentos.

Quer saber mais sobre essas certezas e dúvidas das equipes sobre suas jovens estrelas? Confira abaixo o top 10 dos calouros do segundo mês da temporada 2019-2020 da NBA, mais um conteúdo exclusivo do The Playoffs, que acompanha o desempenho deles mensalmente.

1- Ja Morant, Memphis Grizzlies (Ranking anterior: 1)

Sem Zion Williamson na temporada, a tendência é que o posto e líder do ranking não saia das mãos de Morant. O armador mostra cada vez mais confiança para liderar o ataque dos Grizzlies, inclusive na agressividade para atacar o aro e desafiar os gigantes do garrafão da NBA.

De um mês para outro, os números de Morant cresceram e demonstram sua importância dentro de um Memphis competitivo, mesmo sem ser contender.

São médias de 18,9 pontos, 6,5 assistências, 44,2% nos chutes de três e 47,5% nos arremessos de quadra. Números que demonstram um armador cada vez mais pronto para a NBA e, principalmente, para ser a nova cara da franquia de Tennessee.

2- Kendrick Nunn, Miami Heat (Ranking anterior: 2)

Junto do Dallas Mavericks, o Miami Heat é a surpresa positiva deste início de temporada. Nunn é um dos principais fatores para isso, mesmo que seus números tenham sofrido queda de um mês para outro.

Mesmo assim ele merece a segunda posição do ranking? Sim, ele merece. O armador segue sendo uma opção confiável em pontuação, prova é que dos de jogos do mês, em apenas dois o atleta não conseguiu ao menos dez pontos anotados.

Em um elenco com nomes como Jimmy Butler e Bam Adebayo, é natural que calouros como Nunn e Tyler Herro sofram variações em sua pontuação. O mais importante para ambos é aproveitar os momentos com a bola, de preferência, com ela caindo dentro do aro.

3- Eric Paschall, Golden State Warriors (Ranking anterior: 4)

A temporada de laboratório dos Warriors tem mostrado alguns saldos positivos. Um deles é Paschall. Mesmo precisando ser mais polido em seus fundamentos, principalmente na defesa do poste baixo, o ala-pivô pode ser um complemento interessante na rotação da real equipe que vai atuar na próxima temporada.

Paschall chegou a apresentar excelente desempenho entre o meio do mês de novembro e a primeira semana de dezembro, com seis partidas acima dos 16 pontos. Mesmo com a minutagem reduzida nas três partidas (queda de aproximadamente dez minutos), o ala demonstrou crescimento em suas médias em pontos (15,9) e nos chutes de quadra (49,4%).

4- Tyler Herro, Miami Heat (Ranking anterior: 6)

[PRÉVIA] NBA 2019-2020: #17 Miami HeatHerro já demonstrou ser um gatilho dentro da NBA, trazendo exatamente o que Miami queria quando escolheu o armador de Kentucky. Mas como qualquer chutador, ainda mais um calouro, o atleta precisa encontrar maior consistência em seus números.

O armador tem sido quase um boom or bust dentro dos jogos do Heat. Dos dez jogos disputados no mês de dezembro, Herro pontou menos de dez pontos em seis e mais de 20 pontos nos outros quatro.

Mesmo assim Herro ostenta médias de 14 pontos, 37,5% nas bolas de três e 41,7% nos arremessos de quadra. Excelentes números para um bancário.

5- R.J. Barrett, New York Knicks (Ranking anterior: 3)

Ouvir seu nome dito por Adam Silver durante o Draft da NBA pode nem sempre ser o melhor dos cenários. Barrett tem aprendido como chegar em uma franquia conturbada pode puxar para baixo até mesmo o mais maduro dos prospectos.

Após duas semanas de excelente nível, o desempenho de Barrett segue caindo. Seus números mostram 14,2 pontos, 5,3 rebotes e 30,4% nas bolas de três pontos.

A consistência de Barrett também precisa ser mais ativa. Picos de 22 e 27 pontos contra Golden State Warriors e Atlanta Hawks ainda ficam entre seis partidas com menos de dez pontos no mês de dezembro. Enquanto os Knicks não trazem um técnico para o futuro, sua atual primeira escolha busca adquirir maior casca a duras penas no presente.

6- Brandon Clarke, Memphis Grizzlies (Ranking anterior: 8)

Um dos principais candidatos a “roubo do ano” no último Draft, Clarke é mais uma escolha certeira nas últimas seleções em Memphis.

O ala tem mostrado ser uma boa opção saindo do banco e tem estabilizado em pelo menos 20 pontos em quadra nos últimos quatro jogos. Dentro dessa sequência, Clarke quebrou por duas vezes sua maior pontuação na NBA.

Primeiro anotou 25 pontos contra o Washington Wizards e depois 27 pontos contra o Oklahoma City Thunder. Todo time forte precisa de boas opções no banco e Clarke dá exatamente esse conceito para os Grizzlies, podendo em breve, também ganhar chances dentro do elenco titular. O único problema é uma recente lesão, que o mantém fora a equipe.

7- Rui Hachimura, Washington Wizards (Ranking anterior: 5)

Hachimura caiu nesse ranking, mas é um atleta que tem demonstrado um crescimento interessante dentro do elenco do Washington Wizards.

O ala registrou crescimento em pontos (13,9), rebotes (5,8), além de ter conseguido 48,2% nos chutes de quadra e um jogo muito interessante na defesa do poste baixo.

O elenco dos Wizards tem Bradley Beal como astro-rei, mas Hachimura tem se mostrado um potencial parceiro dentro de um elenco ainda muito carente.

8- P.J. Washington, Charlotte Hornets (Ranking anterior: 9)

Washington é um atleta que todo técnico gosta de ter em seu elenco. Polido na defesa e versátil no ataque, com força para pontuar no poste baixo e bons chutes do perímetro, o ala tem os atributos para ser um franchise player em um futuro próximo.

Suas médias tiveram uma pequena regressão de novembro para dezembro, mostrando agora 12,3 pontos, 5,3 rebotes, 40,6% nos chutes de três e 48,1% nos arremessos de quadra.

Em um Hornets ainda em transição, Washington tem conseguido se manter como titular e com quase 30 minutos em quadra por jogo, vai se consolidando dentro do elenco da equipe.

9- De’Andre Hunter, Atlanta Hawks (Ranking anterior: 10)

De'Andre Hunter - Atlanta HawksHunter foi a primeira escolha dos Hawks no último Draft e a equipe sabia que tinha uma pedra mais bruta a se lapidar do que encontrou em Trae Young no ano passado.

Mas o ala tem mostrado maior maturidade em seu segundo mês na liga, registrando crescimento em suas médias em pontuação (12,9) e nas bolas de três (34,1%).

Sua consistência também tem se mostrado, sendo que em sete jogos em dezembro, Hunter anotou ao menos 18 pontos. Todo o auxílio para Young é importante nesse ainda inconstante Hawks.

10- Coby White (Ranking anterior: 7)

Assim como o caso de Barrett, o ambiente de Chicago tem puxado os números e o desempenho de White para baixo. Exemplo são seus dez jogos em dezembro.

Em apenas quatro deles sua pontuação passou dos dez pontos, com o atleta jogando 30 minutos contra o Toronto Raptors e saindo do duelo zerado e uma sequência de quatro jogos seguidos sem anotar mais que três pontos.

A posição de armador é uma das mais inglórias para se fazer a transição do college para a NBA, até por isso é importante preparar melhor White para os desafios dentro da liga. Seu aproveitamento e 32,1% na bola de três mostra que seu talento como pontuador está latente, precisando ser melhor utilizado em quadra.

LEIA MAIS: Ranking os calouros mês 1

Menções honrosas

Tacko Fall - Boston CelticsEnquanto os Celtics mantem Tacko Fall “bebendo leite” na G-League e Zion segue em sua rehab física no departamento médico de New Orleans, alguns nomes bateram na porta e quase foram aceitos no segundo ranking.

Darius Garland ainda precisa ser mais consistente em Cleveland, enquanto Cameron Johnson precisa de mais minutos para buscar maior explosão em Phoenix. Mas quem ficou mais perto de quebrar a barreira foi Cam Reddish em Atlanta, cada vez mais solto e confiante para pontuar e mostrando a válida aposta de Atlanta na décima escolha do último Draft.

Fotos: Reprodução Twitter/Ja Morant, Reprodução Twitter/Miami Heat, Reprodução Twitter Atlanta Hawks, Reprodução Twitter/ Maine Red Claws

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