18/04/2019 - 17h00

Ranking dos calouros da NBA 2018-2019: final

Com fim da temporada regular, confira quem são os calouros que passarão as férias em alta

Kevin Knox assina com a PumaAs férias chegaram para 14 times da NBA e para a maioria dos calouros o primeiro ano na liga foi cumprido com louvor. Resta agora foco nos treinamentos durante a offseason e atenção nas movimentações da equipe no Draft e no período de agentes livres até a pré-temporada. Enquanto essa fase não começa, o momento é de analisar o desempenho dos estreantes e avaliar quais equipes se deram melhor com suas escolhas na última seleção de prospectos.

É impossível não citar o Dallas Mavericks entre elas. A arrojada troca com o Atlanta Hawks por Luka Doncic se mostrou uma das melhores movimentações dos últimos Drafts. Os Mavs ainda conseguiram em Jalen Brunson uma interessante peça para a rotação na segunda rodada.

Outra equipe de destaque na última seleção foi justamente os Hawks. Acumularam uma escolha de primeira rodada com a descida no Draft, selecionaram Trae Young para ser seu jogador da franquia (e ele jogou muito) e ainda conseguiram um bom arremessador em Kevin Huerter.

Por último destaco o New York Knicks, que conseguiu selecionar dois atletas muito importantes para sua rotação e com possibilidade de se tornaram titulares de bom nível já na próxima temporada (Kevin Knox e Mitchell Robinson). Ainda buscaram Allonzo Trier entre os calouros não draftados.

Já com o sinal amarelo podemos colocar o Phoenix Suns com Deandre Ayton, um pivô promissor, mas que não conseguiu fazer jus à primeira escolha. A franquia ainda teve Mikal Bridges bem abaixo do esperado durante toda a temporada.

Quer saber mais sobre essas certezas e dúvidas das equipes sobre suas jovens estrelas? Confira abaixo o top 10 dos calouros de 2018-2019 após o final da temporada regular da NBA, mais um conteúdo exclusivo do The Playoffs, que acompanhou cada um deles mensalmente.

1- Luka Doncic, Dallas Mavericks (posição anterior: 1)

BROOKLYN, NY - JUNE 21: Luka Doncic speaks to the media after being selected third overall at the 2018 NBA Draft on June 21, 2018 at the Barclays Center in Brooklyn, New YorkO provável Rookie of the Year também leva a primeira posição aqui no final da temporada. Não apenas por ser o cestinha entre os calouros com 21,2 pontos, mas principalmente por se mostrar o estreante mais pronto para liderar uma franquia, demonstrando isso desde seu primeiro dia na liga. Uma estatística que demonstra a dominância do ala são os oito triplos-duplos durante o ano, tudo isso para um atleta de apenas 20 anos.

Com isso os Mavericks já sabem por onde dar seguimento ao seu processo de reconstrução, trabalhando a aquisição de novas peças ao redor de Doncic. A troca por Kristaps Porzingis é um exemplo disso. A equipe ainda tem boas chances de selecionar entre as cinco melhores no próximo ano, podendo adicionar mais uma futura estrela para esse elenco. Dallas tem tudo nas mãos para ser um contender na forte Conferência Oeste por muitos anos e Doncic será peça fundamental.

2- Trae Young, Atlanta Hawks (posição anterior: 2)

Um dos atletas que mais apresentou evolução após o All-Star Game foi Young. Comandando um jovem Hawks para 29 vitórias (acima do esperado), o armador apresentou um arsenal de jogadas que mostraram todo seu potencial ofensivo dentro da liga, fechando a temporada com 19,1 pontos, 8,1 assistências e 32% de aproveitamento nos chutes de três pontos.

Com isso os Hawks já têm a certeza de terem feito uma boa aposta em Young, independente da não seleção de Doncic. O trabalho agora é rodear o armador com boas peças no Draft e manter o processo gradual de crescimento da equipe, o que na Conferência Leste já pode significar classificação aos playoffs para Atlanta.

3- Deandre Ayton, Phoenix Suns (posição anterior: 3)

Não apenas o torcedor dos Suns, mas o próprio Ayton deixa a temporada com uma sensação de decepção. Mesmo com notável evolução durante o ano, ficou claro que as deficiências dentro e fora da quadra da franquia atrapalharam o desenvolvimento do pivô, que por muitas vezes não parecia integrado ao estilo de jogo da equipe, não aproveitando fundamentos interessantes de seu jogo no tempo de college, como o arremesso de média e longa distância.

Mesmo assim o pivô foi o único calouro com médias de duplo-duplo na temporada (16,3 pontos e 10,3 rebotes), além de ter crescido como defensor durante o ano. A grande dúvida agora é o futuro no Arizona. Com um novo general manager e um possível novo técnico, qual vai ser o foco na construção do elenco? Se o plano não for deixar a bola passar mais pelas mãos de Ayton, ficará ainda mais claro o erro cometido no último Draft.

4- Collin Sexton, Cleveland Cavaliers (posição anterior: 4)

Os Cavaliers apostaram em um pontuador quando selecionaram Sexton. E o saldo final da temporada mostra que a equipe acertou em sua previsão. Com 16,2 pontos de média e 40,2% de aproveitamento nas bolas de três, fica claro que o armador será um gatilho eficiente pelos próximos anos na franquia, mas que precisará de ajuda para seu desenvolvimento, principalmente na presença de outro armador.

Sexton teve apenas três assistências de média na temporada e demonstrou em diversos momentos dificuldades de comandar as ações em meia quadra. Por isso é interessante que os Cavs imaginem ele como um atleta na posição 2 ao invés de armador 1. Com a tradicional sorte dos diretores da franquia nos últimos sorteios do Draft (LeBron James, Kyrie Irving e Anthony Bennett), a tendência é de voos mais altos da franquia já em um futuro próximo.

5- Marvin Bagley III, Sacramento Kings (posição anterior: fora do ranking)

Lesionado e fora do último ranking, Bagley III retornou a tempo de ficar na quinta posição. Vindo do banco em grande parte de sua temporada de calouro, o ala demonstrou estar pronto para ser titular no próximo ano, com médias de 14,9 pontos e 7,6 rebotes.

Com Luke Walton como novo treinador dos Kings para a próxima temporada, Bagley III e sua versatilidade na quadra serão ainda mais utilizados pela equipe. O atleta teve 31,3% de aproveitamento nas bolas de três durante a temporada, demonstrando seu arsenal ofensivo para uma equipe que deve apostar muito na transição e nos chutes de longa distância.

6- Jaren Jackson Jr., Memphis Grizzlies (posição anterior: 6)

Com um começo animador na temporada, o basquete de Jackson foi “murchando” junto dos Grizzlies durante a temporada. A expectativa é de que um novo comando técnico na equipe e uma possível escolha alta no Draft possam ajudar a oxigenar Memphis já para o próximo ano.

Jackson Jr. terminou a temporada com médias de 13,8 pontos, 4,7 rebotes, 1,4 toco e 35,9% nos arremessos de três, demonstrando todo o atleticismo do atleta, útil nas duas pontas da quadra. A expectativa é que assim como foi com Marc Gasol, a dupla no garrafão com Jonas Valanciunas seja muito produtiva.

7- Mitchell Robinson, New York Knicks (posição anterior: 9)

Se existisse um prêmio para o melhor defensor entre os calouros, com toda certeza o premiado seria Robinson. O torcedor e a diretoria dos Knicks sabem que achou uma rocha no garrafão no pivô, que teve médias de 7,3 pontos, 6,4 rebotes e 2,4 tocos, ficando entre os cinco maiores bloqueadores da temporada regular.

O desafio agora para David Fizdale é inserir mais Robinson dentro das tramas ofensivas, aproveitando a força do atleta no poste baixo. Com um núcleo jovem e uma possível escolha alta no próximo Draft, os Knicks podem dar um salto muito alto de rendimento já na próxima temporada, principalmente se conseguirem atrair bons agentes livres na próxima offseason.

8- Kevin Knox, New York Knicks (posição anterior: 7)

Com um atleticismo ainda pouco explorado pelos Knicks, Knox entra para a próxima temporada com grandes expectativas de crescimento. Em um ano irregular, o atleta teve médias de 12,8 pontos, 4,5 rebotes e 34,3% de aproveitamento nas bolas de três. O ala demonstrou versatilidade ofensiva, algo muito importante para seu desenvolvimento dentro da liga.

O problema para Knox é que os voos dos Knicks tendem a ser mais altos na próxima temporada. A equipe deseja adicionar algumas aquisições de peso ao seu elenco, como Kevin Durant, Kyrie Irving e Kemba Walker. Isso pode fazer com que o ala perca minutos em quadra, caso não eleve seu índices rapidamente. A próxima offseason tende a ser decisiva para o atleta e a franquia.

9- Allonzo Trier, New York Knicks (posição anterior: 8)

Outro bancário calouro que demonstrou bom nível durante a temporada foi Trier, que foi um gatilho importante e inesperado para a rotação de Fizdale. Com médias de 10,9 pontos e 39,4% de aproveitamento nos chutes de três pontos, a utilização do armador deve continuar a ser muito requisitada no próximo ano.

O desafio de Trier agora é ampliar o seu arsenal ofensivo, buscando trabalhar melhor suas infiltrações, assim como os arremessos de média distância. Tudo isso pode culminar em um desenvolvimento para um futuro titular, assim como Malcolm Brogdon fez com o Milwaukee Bucks.

10- Shai Gilgeous Alexander, Los Angeles Clippers (posição anterior: 7)

Uma escolha fora do top-10 do último Draft, Gilgeous-Alexander demonstrou ser um achado por Jerry West e o restante do front office dos Clippers. Muito atlético, o armador tem um potencial interessante de crescimento, principalmente se conseguir ser mais regular dentro dos seus arremessos.

Mesmo assim o atleta teve médias de 10,8 pontos e 36,7% nos arremessos de três pontos, demonstrando que o teto é alto. A expectativa agora é pela movimentação dos Clippers nessa próxima offseason, principalmente na prospecção de agentes livres. A boa campanha da equipe nesta temporada e o bom trabalho de Doc Rivers no comando técnico, podem pesar na atração dessas estrelas.

Vale mencionar que Shai é o único do ranking que chegou nos playoffs e pode se desenvolver ainda mais.

Fique de olho

Young decide vitória dos Hawks sobre os 76ersA lista de atletas que apresentaram bons momentos na temporada e requerem atenção de suas franquias e torcedores contam com alguns nomes adicionais. Os gatilhos de Kevin Huerter nos Hawks e Landry Shamet nos Clippers, a forte defesa de Wendell Carter Jr. no Chicago Bulls, a regularidade de Jalen Brunson nos Mavericks e o atleticismo de Josh Okogie no Minnesota Timberwolves e de Miles Bridges no Charlotte Hornets valem menção.

Já o ponto negativo e a dor de cabeça de algumas franquias também já podem ser analisados. Muitas lesões e pouco rendimento de quadra fazem com que os pontos de interrogação surjam com Mo Bamba, que em nenhum momento demonstrou que está pronto para utilizar seu atleticismo em quadra pelo Orlando Magic.

Essa característica também não foi notada constantemente em Mikal Bridges, embora nesse caso, novamente a bagunça dos Suns prejudicou o desenvolvimento do atleta. Por outro lado, pode ser que ele tenha um dos maiores crescimentos para o próximo ano, caso seja melhor utilizado em quadra.

Fotos: Reprodução Twitter/NBA; Kostas Lymperopoulos/NBAE via Getty Images

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