02/01/2019 - 08h45

Com show de Ehlinger, Texas vence Sugar Bowl ao surpreender Georgia

Quarterback tem atuação gigante correndo com a bola, é MVP e lidera Longhorns em título

Texas faturou o Sugar Bowl

Num confronto físico, Texas mostrou o porquê evoluiu de forma absurda sob o comando de Tom Herman. Atuando de forma inteligente e utilizando bastando do jogo corrido, os Longhorns faturaram o Sugar Bowl ao derrotarem a favorita Georgia por 28 a 21. A partida aconteceu no Mercedes-Benz Superdome, casa do New Orleans Saints na NFL.

O quarterback de Texas, Sam Ehlinger foi o nome do jogo. Foram 169 jardas aéreas, acertando 19 de 27 passes. Mas foi com as pernas que o estrago foi feito. Em 21 tentativas foram 64 jardas e três touchdowns. Pelos Bulldogs, o QB Jake Fromm até tentou. Mas de nada adiantou seus três TDs aéreos e 224 jardas lançadas. O jogador também teve uma interceptação.

“Estamos de volta!” gritou Ehlinger para a torcida dos Longhorns que fazia a festa na arquibancada. O camisa 11, que está em seu segundo ano na universidade, garantiu o prêmio de MVP do confronto.

O treinador Tom Herman assumiu o comando de Texas em 2017. Credenciado por um bom trabalho realizado na Universidade de Houston, principalmente em 2015, quando liderou o time em uma campanha 13-1, faturando o Peach Bowl. Agora, leva os Longhorns a dez vitórias numa temporada pela primeira vez desde 2009.

Ehlinger esteve imparável por Texas:

Os Longhorns partiram para uma estratégia de tentar sufocar Georgia desde o começo. Com isso, na campanha de abertura, Ehlinger atuou de forma muito segura para abrir o placar. Com bons passes de média distância, o QB chegou até a linha de duas jardas. De lá, ele mesmo completou o serviço com as pernas, colocando 07 a 00 na contagem.

Georgia tomou uma decisão contestável ao tentar converter uma quarta para nove na linha de 41 da sua defesa. Com o turnover on downs, Texas não perdoou. Tudo bem que o time poderia ter conseguido algo melhor do que apenas o field goal de 37 jardas de Cameron Dicker, porém ao menos capitalizaram no erro dos adversários.

E foi em outro erro dos Bulldogs que os Longhorns ampliaram os números. D’Andre Swift tentou uma corrida pelo meio, mas em belo trabalho, Ta’Quon Graham forçou o fumble que foi recuperado por Gerald Wibon, na linha de dez do campo de ataque. Ehlinger, na segunda tentativa no drive, viu um paredão se fechar em sua frente. Com muita perspicaz, conseguiu evitar os defensores e correu para o TD, 17 a 00.

Com tal estrago feito no primeiro tempo, só restava a Georgia diminuir os prejuízos. Então, Jake Fromm começou a aparecer. O touchdown saiu com nove minutos para o intervalo, quando o QB conectou linda bola pela esquerda com Brian Herrien para 17 jardas. Só que antes do juiz apitar, Texas ainda encontrou outro FG com Dicker, agora para 30 jardas, 20 a 07.

Breve resumo do atropelo de Texas no primeiro tempo:

Na volta dos vestiários, um verdadeiro banho de água fria nos Bulldogs. Se o time buscava uma reação, Fromm acabou errando. Pressionado, saiu do pocket e tentou o lançamento em movimento. Só que a bola saiu com direção, mas muito alta e sem força. Melhor para P.J Locke III que interceptou o QB e ainda retornou 22 jardas.

O lance não resultou em pontuação e as defesas dominaram os ataques por um tempo. Até que no começo do último quarto, vindo de uma campanha longa, Ehlinger voltou a brilhar. Usando muito das pernas, o QB foi mais uma vez a end zone, agora numa corrida de apenas uma jardas. Para melhorar, o time ainda conseguiu a conversão de dois pontos e tudo ficou em 28 a 07.

Não restava outra coisa aos Bulldogs que arriscar tudo o que tinham em mãos. Fromm soltou duas bombas, uma de 22 e outra de 31 jardas e marchou rápido para o touchdown ao dar um passe de três jardas para Mecole Hardman, 28 a 14. A boa notícia para os Bulldogs foi o erro de FG de Dicker, para 45 jardas. Fromm levou o time novamente a end zone de forma rápida, passando para Swift num TD de cinco jardas, 28 a 21, porém apenas 14 segundos no relógio.

A solução seria o on-side kick por parte de Georgia. O chute não foi bom e a bola acabou recuperada por Texas que só precisou ajoelhar na sequência e comemorar o título de um Bowl, algo que não acontecia desde 2008 no Fiesta Bowl. Título e temporada mágica, com vitórias marcantes como a desta segunda e outra sobre a semifinalista Oklahoma, durante a temporada regular.

“Foi incrível”, disse Ehlinger. “Estamos a caminho. Este foi um trampolim para o Texas voltar ao nível da elite. Isso nos dará grande impulso para a offseason, e estou realmente animado para o que vamos fazer no próximo ano.” 

“Eu nunca saberei o que isso significa, ‘Texas está de volta?’ então eu nunca vou comentar sobre isso “, comentou Herman. “Isso pode significar um monte de coisas diferentes, então eu nunca vou comentar sobre isso. Eu sei que estamos indo na direção certa. Eu nunca quero dar qualquer tipo de finalidade em onde estamos, porque nós estamos sempre fazendo progresso.”

Foto: Twitter / Texas Longhorns Football

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