10/11/2018 - 10h30

Ranking: os quarterbacks calouros da temporada 2018 da NFL #3

Confira o ranking mais bem feito da história das análises esportivas - QBzada caloura de 2018!

The Quarterback Rookie Rankings is back on The Playoffs, baby! Que prazer que é acompanhar esse quinteto de calouros maravilhosos fazerem o que sabem de melhor – lambança! Digo… lançamentos de futebola americana todos os domingos – e quintas, e segundas…

Bakey Mayfield, Josh Rosen, Josh Allen, Sam Darnold e Lamar Jackson formam uma classe de quarterbacks selecionados na primeira rodada do Draft dentre as mais “hypadas” da história da NFL. Isso nos deu o direito de criar esse ranking estapafúrdio, que chega à sua terceira edição, para contemplarmos os fãs dessas franquias – e desses jogadores – com argumentos ainda mais absurdos para determinarmos já este ano qual deles é um bust e qual deles é o cara.

Por enquanto, o placar parcial após dois meses de avaliação está assim:

O CARA: Baker Mayfield

BUST TOTAL: Sam Darnold, Josh Allen

INCÓGNITA: Josh Rosen, Lamar Jackson

Acompanhem os próximos capítulos com verdades absolutas e exageros condizentes! Vamos ao ranking:

Foto: Cleveland Browns/Site Oficial

1) Baker Mayfield, Cleveland Browns

159/265 – 60% – 1.768 jardas – 10 TDs, 7 INTs, Rating: 81.5

Baker Mayfield segue liderando o ranking este mês após atuações mais consistentes que seus colegas de classe. Com uma amostragem maior, Mayfield já demonstra ser capaz de repetir o brilhantismo de sua carreira na Universidade de Oklahoma com a camisa dos Browns, ainda que nem tanto com a consistência que os fãs gostariam de ver. Apesar disso, o ataque ainda não engrenou e produziu apenas um jogo com mais de 20 pontos nos últimos cinco – na derrota da semana passada por 37-21 contra uma defesa vulnerável do Kansas City Chiefs.

Não se pode culpar somente o quarterback pelos problemas ofensivos de Cleveland. John Dorsey – o general manager da equipe – concorda comigo e por isso mandou embora tanto o técnico principal, Hue Jackson, e o coordenador ofensivo, Todd Haley. Além disso, o time trocou seu running back titular, Carlos Hyde, para o Jacksonville Jaguars e passou a utilizar mais o calouro Nick Chubb, na tentativa de engrenar seu ataque, o que ainda não aconteceu.

O interino na posição de coordenador ofensivo é Freddie Kitchens, que foi promovido da posição de treinador dos running backs. Kitchens tem laços na árvore de treinadores de Bruce Arians, que promove um jogo baseado nos passes em profundidade, com a intenção de forçar a defesa a defender o fundo do campo e assim abrir espaços entre a secundária e a linha de linebackers para os passes intermediários. É o mesmo estilo usado pelo demitido Haley, portanto a mudança – ao menos no modo de jogo – não deve ser tão drástica para Baker.

No entanto, a premissa pode e deve ser modificada com base nos talentos dos jogadores envolvidos. No caso de Mayfield, o passe rápido, curto e preciso – que permite aos jogadores ganharem muitas jardas após a recepção – é sua principal arma. As duas jogadas abaixo mostram como o jogador já sabe exatamente onde vai com a bola antes mesmo do snap, e facilita aos seus companheiros – no caso aqui o running back Duke Johnson – receberem e correrem até a end zone.

O rating de Baker ainda não está dentre os melhores da liga – está dentre os piores na verdade -, mas o importante aqui é analisarmos o contexto e sabermos que só de começar um jogo como titular do Cleveland Browns você já recebe uma penalidade de 30 pontos no rating, portanto é bom ter paciência com o número 1 do Draft.

2a) Josh Rosen, Arizona Cardinals

94/169 – 55,6% – 1.072 jardas – 5 TD, 6 INTs, 69.9

Empate técnico na segunda posição para Josh Rosen, Josh Allen e Sam Darnold.

Rosen, supostamente o mais pronto para jogar na liga profissional, vem sofrendo com uma linha ofensiva ruim, mas tem mais talento no lado ofensivo da bola que seus companheiros abaixo. David Johnson e Larry Fitzgerald formam uma ótima dupla de apoio para o crescimento do jovem quarterback, que começa a demonstrar sinais de conforto com ambos os jogadores.

O time também fez uma mudança na posição de coordenador defensivo ao demitir o veterano Mike McCoy, motivado pelas demonstrações anêmicas produzidas pelo ataque na temporada. A gota d’água foi o massacre aplicado pelo Denver Broncos no Thursay Night Football da semana 7, no qual o time de Arizona produziu somente 10 pontos e 263 jardas ofensivas. O substituto como coordenador é o ex-jogador Byron Leftwich (nota do redator: lembro de Leftwich como jogador, o que dá uma sensação de velhice ao vê-lo como técnico, até lembrar que ele é dois anos mais novo que Tom Brady).

A mudança produziu resultados já na semana 8, em que Josh liderou os Cardinals na virada contra o San Francisco 49ers, anotando 15 pontos no quarto período e vencendo o rival de divisão por 18-15. Com isso, o jogador se tornou o mais jovem quarterback a virar um jogo no último período após estar perdendo por 10 ou mais pontos. Eu sei, é mais uma estatística do tipo “mais jovem a lançar um touchdown em uma partida com a temperatura abaixo de três graus Celsius no estado de Ohio em um dia de número primo”, mas foi um importante passo na carreira de Rosen.

Se conseguir repetir atuações como essa, o ex-QB de UCLA deve assumir a segunda colocação isolada do ranking, prestígio inenarrável para o rapaz, que certamente acompanha semanalmente os rankings lançados pelo The Playoffs.

Eu ainda acredito na ascensão de Rosen ao escalão dos 10 melhores quarterbacks da liga em alguns anos. Para isso, porém, o time precisará encontrar uma identidade, algo que vem sendo difícil sob o comando do técnico calouro Steve Wilks.

Ah, pra você que esperava uma análise de lance dele, seguem uns vídeos engraçadinhos que os Cardinals retiraram do canal que seu franchise QB fez na adolescência.

Criticado por ser muito inteligente – pois é – antes do Draft, Rosen realmente lembra Peyton Manning FORA DOS GRAMADOS – EU DISSE FORA DOS GRAMADOS. Dentro dele, quem sabe um dia.

2b) Josh Allen, Buffalo Bills

75/139 – 54% – 832 jardas – 2 TDs, 5 INTs, Rating, 61.8

Como assim, Allen se machucou, ficou fora de vários jogos de seu time e empatou com Darnold no ranking? Digamos que, quando você está no fundo do poço, só há um caminho: para cima. No caso, foi Sam quem encontrou com Allen nesse fundão de poço maravilhoso.

Nem tudo são espinhos no caminho do jovem passador de Buffalo. Na sua ausência, os Bills provaram que há como a coisa ficar pior ao marchar às batalhas com Nathan Peterman e Derek Anderson na posição de quarterback – um veterano que já deveria ter encerrado a carreira e um jovem que nem deveria ter começado (ouch). Além disso, Allen está quase recuperado da lesão que sofreu no cotovelo e pode retornar já neste domingo (11/11) contra o rival de divisão New York Jets.

Enquanto isso, Josh tenta reencontrar aquele futebol americano apresentado contra o Minnesota Vikings na semana 3, em que o jogador resolveu se transformar em Cam Newton e atropelou os jogadores de roxo com o braço e com as pernas. Repito aqui o lance para vos maravilhar – e porque achar um bom lance de Josh Allen é quase como achar um drop de Larry Fitzgerald. Pois é.

Se desenvolver o jogo baseado em seu lado atlético, o quarterback dos Bills pode ter um futuro na liga. Se tentar imitar quarterbacks mais tradicionais, com um jogo fundado em precisão e ritmo, o futuro será uma carreira “Allen” dos campos (tá bom, parei).

2c) Sam Darnold, New York Jets

159/289 – 55% – 1.934 jardas – 11 TDs, 14 INTs, Rating: 68.3

Darnold foi do céu ao inferno em poucas semanas. Depois de começar a temporada razoavelmente bem – o que lhe rendeu a vice-colocação em ambas as oportunidades que elaboramos estes rankings – o calouro começou a espalhar a farofa e emendou uma atuação ruim em outra péssima. Na semana 9, o jovem lançou quatro interceptações e nenhum touchdown. A principal preocupação quanto a Sam como jogador Universitário era o alto número de interceptações lançadas, o que vem se repetindo no jogo profissional: o jogador lidera a liga, com 14 passes roubados pela defesa adversária.

Outro ponto que foi destacado por mim – e por outros vários analistas muito mais competentes que este que vos fala – é a calma e o trabalho com os pés dentro do pocket que Darnold vinha demonstrando possuir. No entanto, nas últimas semanas tudo isso foi pelos ares e o quarterback regrediu também nessas áreas, demonstrando nervosismo com a pressão dos jogadores de linha adversários. Para completar a desgraça, o QB sofreu uma lesão no pé direito na partida contra os Dolphins e deve ficar fora do jogo do próximo domingo (11/11). Felizmente para os Jets, o time tem folga na semana seguinte, o que pode ser bom não só para o aspecto físico do calouro como para o mental, que parece vir regredindo semanalmente.

Na jogada abaixo, Darnold recebe um snap ruim de Spencer Long e fica afoito com a aproximação da defesa de Miami, o que faz com que o quarterback não veja que o linebacker Jerome Baker desceu para cortar a linha de passe e resulta em uma fácil interceptação retornada para touchdown.

Ainda é cedo para crucificarmos Cardinals, Bills e Jets por suas escolhas, mas até aqui os dividendos pelo risco que as franquias correram ao selecionarem os calouros ainda não chegou.

Lamar Jackson, Baltimore Ravens

7/12 – 58,3% – 87 jardas – 1 TD, 0 INT, Rating 108.7*

Sem novidades para Lamar que continua a ser usado somente como um “gadget player”, alguém que entra para surpreender a defesa e fazer coisas engraçadinhas. Com a temporada dos Ravens começando a dar sinais de dificuldade, não seria surpresa ver Jackson cada vez mais em campo. Joe Flacco teria inclusive uma lesão e pode abrir espaço para o produto de Louisville na próxima semana.

*Rating com uma amostragem muito pequena, não deve ser levado em conta.

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