14/01/2018 - 11h21

[PRÉVIA] Playoffs da NFL: New Orleans Saints @ Minnesota Vikings

Com vaga na final da NFC em jogo, Saints e Vikings reeditam confronto da primeira semana da temporada regular

Minnesota Vikings e New Orleans Saints duelam por vaga na final da NFC

Passada a rodada de wild card, os playoffs da NFL avançam uma casa e chegam ao divisional round. Fechando a rodada, Minnesota Vikings e New Orleans Saints farão no domingo (14) o que, à primeira vista, deverá ser o confronto mais equilibrado do fim de semana. As duas equipes já se enfrentaram durante a temporada, mais especificamente na distante semana de abertura.

Na ocasião, os Vikings levaram a melhor pelo placar de 29 a 19 no duelo em que, naquele momento, poucos imaginavam vir a se repetir nos playoffs. Mas os Saints superaram a concorrência de Atlanta Falcons e Carolina Panthers – representantes da NFC nos dois últimos Super Bowls – em uma disputada NFC South, vencendo Carolina no wild card. Os Vikings, por sua vez, dominaram uma NFC North que não contou com a presença de Aaron Rodgers por um longo período e selaram um bye no wild card com o segundo seed da conferência.

O confronto da Semana 1 é uma memória distante. Minnesota tinha Sam Bradford como quarterback titular, e Dalvin Cook comandava as ações no jogo corrido. A grande história do jogo envolvia Adrian Peterson, contratação de New Orleans durante a offseason e que faria sua primeira partida na NFL atuando por outra franquia – logo contra os Vikings. Alvin Kamara era apenas um jogador recém-saído da Universidade do Tennessee, selecionado na terceira rodada e preterido por outras equipes em um draft que contava com muitas opções na posição. A forte defesa dos Vikings mostrou o que faria no restante do ano e anulou o ataque dos Saints, cedendo apenas 60 jardas terrestres.

O que esperar da reedição deste jogo? Confira a análise do The Playoffs.

(Foto: Divulgação Twitter/NFL)

NEW ORLEANS SAINTS

Dupla Mark Ingram e Alvin Kamara foi vital para o New Orleans Saints durante a temporadaA vitória contra o Carolina Panthers teve uma dose de emoção no fim, mas, de maneira geral, os Saints foram superiores durante a maior parte do jogo. Drew Brees teve mais uma atuação decisiva, completando quase 70% dos passes e chegando perto de lançar para 400 jardas, assumindo a responsabilidade de comandar a equipe.

O jogo corrido foi limitado a apenas 41 jardas, mas, mesmo assim, o ataque de New Orleans demonstrou seu vasto leque de alternativas. O veterano Ted Ginn Jr. aparece para complementar Michael Thomas e oferecer outra opção caso Mark Ingram e Alvin Kamara não consigam produzir, como foi o caso diante dos Panthers.

A forte defesa do time também não teve uma grande noite. É bem verdade que a unidade defensiva dos Saints apareceu durante a campanha final para selar a vitória, mas a atuação ao longo da partida foi abaixo do padrão estabelecido ao longo da temporada. Foram 413 jardas cedidas, incluindo preocupantes 349 jardas contra o fraco jogo aéreo de Carolina. Christian McCaffrey causou estrago nas jogadas curtas e Greg Olsen nos passes mais longos. Diante de um forte grupo dos Vikings composto por dois ótimos wide receivers (Adam Thielen e Stefon Diggs), outro excelente tight end (Kyle Rudolph) e um running back que também é opção para receber passes curtos (Jerick McKinnon), New Orleans não pode ter uma atuação semelhante.

(Foto: Divulgação Twitter/ NFL)

MINNESOTA VIKINGS

Defesa do Minnesota Vikings é destaque do time na temporada e terá tarefa difícil diante do New Orleans SaintsApós um bye na rodada de wild card, o Minnesota Vikings começa a caminhada em busca da oportunidade de ser a primeira equipe da história da NFL a disputar o Super Bowl em seu próprio estádio. Uma das gratas surpresas da temporada, os Vikings também têm na defesa o ponto mais forte da equipe. Segunda melhor contra o jogo aéreo e contra o jogo terrestre (192,4 e 83,6 jardas por jogo, respectivamente) e melhor em jardas totais e pontos cedidos (275,9 e 15,8), a unidade defensiva carregará as esperanças de vitória. Repetir a atuação da Semana 1 será uma tarefa difícil diante de Drew Brees, além da agora inspiradíssima dupla Ingram e Kamara.

No ataque, Case Keenum agarrou a oportunidade e se estabeleceu como titular inquestionável do time. Substituindo o lesionado Sam Bradford, Keenum não deu espaço para qualquer questionamento nem mesmo com o badalado retorno de Teddy Bridgewater. Jogando sempre com segurança, o quarterback completou 67,6% dos passes que tentou na temporada, lançando para 3.547 jardas, 22 touchdowns e apenas sete interceptações. Nada mal para quem foi contratado como backup em um contrato de apenas um ano e US$ 2 milhões. Com a dupla Adam Thielen (1.276 jardas, quatro touchdowns) e Stefon Diggs (849 jardas, oito touchdowns), além de Kyle Rudolph (532 jardas, oito touchdowns), o ataque aéreo dos Vikings impõe respeito.

O jogo terrestre do time é outra engrenagem fundamental. Após a lesão de Dalvin Cook ainda no início da temporada, Latavius Murray assumiu a responsabilidade, conquistando 842 jardas e marcando oito touchdowns. Jerick McKinnon é a outra alternativa, e é uma das opções de Case Keenum para os passes curtos. O running back somou 991 jardas de scrimmage, segunda melhor marca da equipe.

(Foto: Divulgação site/ NFL)

QUEM PODE DECIDIR

Drew Brees – O quarterback segue como a principal peça ofensiva do New Orleans Saints. Lançando para menos de 4.800 jardas durante a temporada regular pela primeira vez desde 2010, e ficando abaixo dos 30 touchdowns pela primeira vez desde 2007, Brees finalmente pode dividir a produção ofensiva graças ao excelente ano de Mark Ingram e Alvin Kamara. Além disso, a defesa, calcanhar de Aquiles dos Saints nos últimos anos, rapidamente tornou-se um dos pontos fortes do time.

Na semana anterior, o veterano demonstrou que ainda pode carregar o time caso a situação exija. Com a defesa enfrentando dificuldades para segurar Greg Olsen e Christian McCaffrey, e também com o jogo terrestre produzindo pouco, Brees mais uma vez assumiu a responsabilidade e comandou a vitória dos Saints. O matchup desta rodada é semelhante em muitos aspectos, e o quarterback de New Orleans deverá, mais uma vez, ser a peça determinante para desequilibrar o duelo a favor do time.

Latavius Murray – Os Vikings sofreram apenas uma derrota nos últimos 12 jogos, na Semana 14 contra o Carolina Panthers. O ataque terrestre do time teve dificuldades na partida em questão – Jerick McKinnon conseguiu 46 jardas e Latavius Murray apenas 14, o que obrigou Case Keenum a lançar 44 passes.

Uma das chaves do ataque de Minnesota ao longo da temporada foi justamente equilibrar a distribuição das jogadas, contando com o auxílio do backfield para diminuir a pressão sobre Keenum. Apesar das atuações sólidas, o quarterback ainda é considerado o ponto mais fraco da unidade ofensiva do time – ou, pelo menos, não aparece como o jogador capaz de decidir os rumos de uma partida sozinho.

Sendo assim, caberá a Latavius Murray aparecer para dividir a produção no ataque. Caso o jogo terrestre dos Vikings encaixe, Keenum poderá jogar dentro de sua zona de conforto e atuar como game manager, dando liberdade para Adam Thielen e Stefon Diggs criarem jogadas.

PALPITE

Minnesota certamente entrará com motivação adicional, tanto pelo fator casa quanto pela possibilidade de disputar o Super Bowl LII no U.S. Bank Stadium. Mas os Saints têm um conjunto melhor, especialmente no ataque, e contam com o poder de decisão de Drew Brees. Em uma partida marcada por duas fortes defesas, caberá ao melhor ataque determinar os rumos do confronto. Vitória apertada para os visitantes.

Palpite Fernando: New Orleans Saints

Palpite Equipe The Playoffs: New Orleans Saints

AGENDA DA PARTIDA

Dia: 14/01/2018, domingo
Horário: 19h40, horário de Brasília
Local: U.S. Bank Stadium, em Minnesota
Transmissão para o Brasil: ESPN e Watch ESPN

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Representaram a equipe The Playoffs nos palpites: Alex Torrealba, Antonio Lemos, Ederson Fernandes, Fábio Rocha Garcia, Gabriel Mandel, Luan Araújo, Lucas Oliveira, Luis Felipe Saccini, Mattheus Prudente, Paulo Andre Zarpellon, Rafael Gomes, Raphael Caran, Ricardo Pilat e Vinicius Basso.

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