09/08/2018 - 09h57

[PRÉVIA] NFL Power Ranking 2018 The Playoffs: #32 Cincinnati Bengals

Andy Dalton lançando quatro interceptações por jogo ou ganhando partidas de forma decisiva: o que esperar dos Bengals?

Setembro sempre chega, não é mesmo? Junto com o mês que a primavera começa no hemisfério sul, também damos partida a mais uma temporada da NFL. Para algumas franquias, esta é uma nova chance de alcançar o Super Bowl, e logicamente, o título. E para o Cincinnati Bengals? Quais são as chances de um dos dois times de Ohio?

Para os Bengals saírem da sequência de recordes negativos das últimas duas temporadas, a franquia reforçou sua unidade mais fraca: a linha ofensiva. A equipe trouxe o left tackle Cordy Glenn via troca do Buffalo Bills, uma das posições mais importantes para a proteção do veterano Andy Dalton. Outra aquisição do time, desta vez no Draft, foi o center Billy Price. O jogador de Ohio State Buckeyes, selecionado na primeira rodada, promete trazer mais solidez e tempo para seu quarterback.

O principal problema para Price é sua inexperiência. Como center, ele é o principal responsável por identificar e chamar os tipos de bloqueio que toda a linha ofensiva deve fazer em cada snap. Ele precisará dos anos de NFL de Dalton para perceber o que deve ser feito ou não em meio a tantos padrões de jogo sofisticados da liga, seja em uma 3-4 ou uma 4-3.

Os running backs Giovani Bernard e Joe Mixon agradecem também os reforços. Uma OL melhor, resulta em gaps mais abertos, que acabam resultando em corridas para maiores distâncias. Mas sem dúvida, o maior vencedor com os atuais reforços é Dalton. Que não só contará com melhores bloqueios, como terá a sua disposição o tight end Tyler Eifert e o wide receiver John Ross, que até aqui estão recebendo elogios no training camp da franquia.

A defesa não apresenta muitas mudanças e mantém seu alicerce nos linha defensivas Carlos Dunlap e Geno Atkins, o último sendo o único jogador dos Benglas a estar na lista dos 100 melhores da última temporada. A adição do linebacker Preston Brown, também vindo dos Bills, e da seleção do também LB Malik Jefferson neste Draft, são os reforços na defesa da franquia.

Principais chegadas: como de costume, os Bengals causaram pouco impacto no mercado de agentes livres e trocas. A grande movimentação da franquia nesta offseason foi a troca envolvendo os Bills pelo left guard Cordy Gleen. O time de Buffalo recebeu a escolha de número sete na primeira rodada do Draft, enquanto enviou para Cincinnati o jogador e a seleção de número 21.

Glenn é visto como grande esperança para preencher o espaço deixado por Andrew Whitworth, atualmente no Los Angeles Rams. Obviamente, o left tackle não será o salvador da pátria, mas aumenta o nível da posição se comparado a Cedric Ogbuehi, titular em boa parte do ano passado e que não se mostrou apto a manter seu cargo na equipe. O jogador pode até ser movido para o outro lado da linha.

Outra chegada positiva para os Bengals foi o ex-técnico de linha ofensiva da renomada unidade do Dallas Cowboys Frank Pollack. Os jogadores têm elogiado o novo coach e dizem que ele trouxe uma nova filosofia para o grupo duramente contestado por especialistas e torcedores.

Principais saídas: a franquia de Cincinnati não perdeu nenhum grande nome que vá impactar o seu jogo durante a temporada, mas viu diversos nomes conhecidos de seu roster irem para outros times. O running back Jeremy Hill jogará pelo New England Patriots, enquanto o center Russell Bodine e o quarterback A.J. McCarron, reserva de Dalton há anos, foram para os Bills.

Um nome conhecido dos fãs da NFL, o cornerback Adam Jones ainda se encontra sem time. Seu principal caso na offseason foi uma briga no aeroporto de Atlanta. Ao que tudo indica, o jogador não terá uma equipe para chamar de sua em 2018.

Ponto mais forte: o corpo de recebedores dos Bengals, que sofreu nas últimas duas temporadas, muito pela perda abrupta de nomes importantes como Marvin Jones e Mohamed Sanu, vive um hype na imprensa local de Ohio. Os wide receivers Josh Malone e Tyler Boyd terminaram bem em 2017 e vem fazendo um bom training camp até aqui. Entretanto, nenhuma empolgação se compara com à escolha de primeira rodada dos Bengals no Draft de 2017, John Ross.

Recordista do tiro de 40 jardas do Combine da NFL, Ross ficou fora de praticamente toda temporada de 2017. Jogando no lado inverso ao de A.J. Green, a presença do jogador em campo promete dar maior profundidade e explosão para o ataque dos Bengals. O wide receiver vem sendo elogiado por muitos insiders da NFL, que apontam que este pode ser finalmente o ano de estréia do jovem.

Menção honrosa ao tight end Tyler Eifert, que voltou há menos de duas semanas da lista de jogadores não aptos, mas já participa (e bem) dos treinos dos Bengals. Segundo insiders, o atleta está muito bem fisicamente, restando saber se irá se manter saudável até janeiro.

Ponto mais fraco: mesmo com reforços no Draft e em trocas, a linha ofensiva continua sendo a unidade mais duvidosa dos Bengals. Billy Price de fato promete ser um jogador com vida longa na franquia, mas está na posição mais difícil da linha para um calouro. O fator determinante para este ser o ponto mais fraco de Cincinnati é a confusão do lado direito da unidade (right guard e right tackel).

Existe uma disputa entre Alex Redmond e Trey Hopkins pela posição de right guard, assim como Bobby Hart e Jake Fisher para right tackle. Independente de quem assuma a posição, não gera otimismo algum nos torcedores dos Bengals. Até Cedric Ogbuehi já foi visto jogando deste lado.

Calouro pra ficar de olho: Malik Jefferson (linebacker) – uma das duas escolhas de terceira rodada dos Bengals, o jogador traz ao time um maior atleticismo na sua posição, assim como uma melhoria na cobertura de zonas, problema que a franquia de Cincinnati tem enfrentado nos últimos anos com seus linebackers. Apesar de não ser um jogador pesado, é forte o suficiente para marcar tight ends mano-a-mano, além de ter uma certa habilidade para entrar no pocket atrás do quarterback quando necessário.

Técnico: Marvin Lewis (desde 2003) – histórico: 125-119-3

Campanha em 2017: 7-9

Projeção de campanha em 2018: 9-7

Briga por: playoffs

TABELA 2018

Semana 1: Colts (fora)
Semana 2: Ravens (casa)
Semana 3: Panthers (fora)
Semana 4: Falcons (fora)
Semana 5: Dolphins (casa)
Semana 6: Steelers (casa)
Semana 7: Chiefs (fora)
Semana 8: Buccaneers (casa)
Semana 9: bye week
Semana 10: Saints (casa)
Semana 11: Ravens (fora)
Semana 12: Browns (casa)
Semana 13: Broncos (casa)
Semana 14: Chargers (fora)
Semana 15: Raiders (casa)
Semana 16: Browns (fora)
Semana 17: Steelers (fora)

POWER RANKING THE PLAYOFFS

Cincinnati Bengals: posição 32
Melhor nota: 6,5 / Pior nota: 5

>> A posição de cada time no Power Ranking do The Playoffs foi definida por um comitê do site que conta com Fabio Garcia, Fernando Ferreira, Gabriel Mandel, Luis Felipe Saccini e Ricardo Pilat. Os cinco deram notas para as equipes levando em conta a força dos elencos em geral e a perspectiva delas neste momento. A partir da média, listamos as franquias neste ranking de 1 a 32. Semanalmente, a lista será atualizada de acordo com o desempenho dos times em campo durante a temporada regular.

IMPORTANTE: não necessariamente o responsável por esta prévia concorda com a posição da equipe em questão no ranking, colocando, assim, seu ponto de vista particular nesta análise.

(Foto: Divulgação/Cincinnati Bengals)

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