28/02/2019 - 12h31

[ENTENDA O JOGO] Saiba o que é a Franchise Tag na NFL

Prestes a abrir o mercadão da NFL, o The Playoffs explica tudo o que você precisa saber sobre a franchise tag

PITTSBURGH, PA - JANUARY 14: Le'Veon Bell #26 of the Pittsburgh Steelers runs with the ball against the Jacksonville Jaguars during the first half of the AFC Divisional Playoff game at Heinz Field on January 14, 2018 in Pittsburgh, Pennsylvania

Afinal, muito se fala sobre ela, mas o realmente o que é a Franchise Tag?

Aportuguesada para o “selo da franquia”, ela é um recurso que pode ser utilizado pelos times para renovar com os jogadores por mais uma temporada e ter mais tempo para negociar um contrato longo.

Os jogadores odeiam. Afinal, todos buscam contratos de longo prazo e estabilidade na carreira. Os times amam, já que podem reter um possível free agent por pelo menos mais um ano, além de ganhar tempo para negociar vínculos maiores sem ameaça de outras franquias.

O “Entenda o Jogo”, do The Playoffs, agora traz tudo o que você precisa saber sobre a Franchise Tag: Quando usar, quais as diferenças, o que o jogador ou clube ganham com isso… Confira!

(Foto: Kevin C. Cox/Getty Images)

Os tipos de Franchise Tag

Os selos são divididos em duas categorias: Exclusivas e Não Exclusivas. Na primeira delas, a Franchise Tag Exclusive, o time obtém exclusividade para negociar com o jogador, não permitindo que o atleta converse com outras equipes. Para aplicá-la, a franquia terá de pagar ao jogador a média dos cinco maiores salários da posição dele ou então um aumento salarial de 120%. Prevalece a quantia que for maior. Ou seja, quando aplicado este selo, o vínculo com o atleta é renovado automaticamente com o novo valor contratual para uma temporada.

Já no caso da Franchise Tag Non Exclusive, o time sinaliza o atleta, no entanto, ele pode negociar com outras equipes. Caso o jogador feche com outra franquia, o time que fez a tag pode igualar a oferta, mas caso não o faça, ele terá de ser recompensado com duas escolhas de primeiro round do Draft do time que contratou o atleta. Se o jogador permanecer na equipe, ele receberá a média dos últimos cinco anos dos cinco maiores salários da posição dele por um ano de contrato.

Existe ainda a Transition Tag (tag de transição), algo bem mais raro. Ela se assemelha à tag não exclusiva, com a diferença que o salário para os jogadores que a recebem deve ser baseado nos 10 maiores salários daquela posição (e não cinco). Outra diferença é que nesse caso não há escolha de Draft compensatória caso o time que fez a tag não opte por cobrir uma proposta recebida pelo atleta.

Quando usar

Por envolver altos valores, a franchise tag geralmente é aplicada nos principais jogadores do time. No entanto, cada equipe só pode utilizá-la uma vez por temporada. A franquia tem até uma semana antes da abertura do período do free agency para anunciar, se tiver, seu escolhido. Para a temporada 2019, a franchise tag deve ser aplicada até o dia 5 de março.

Valores estimados para 2019 por posição*:

Quarterback: até US$ 25.103.000
Defensive end: até US$ 17.291.000
Linebacker: até US$ 15.591.000
Cornerback: até US$ 16.175.000
Offensive line: até US$ 14.201.000
Wide receiver: até US$ 16.948.000
Defensive tackle: até US$ 15.355.000
Running rack: até US$ 11.322.000
Safety: até US$ 11.256.000
Tight end: até US$ 10.486.000
Kicker/Punter: até US$ 5.018.000

*Fonte: CBS Sports

Quem recebeu a Franchise Tag em 2018:

Le’Veon Bell (RB, Pittsburgh Steelers)*
Kyle Fuller (CB, Chicago Bears)
LaMarcus Joyner (S, Los Angeles Rams)
DeMarcus Lawrence (DE, Dallas Cowboys)
Ziggy Ansah (DE, Detroit Lions)
Jarvis Landry (WR, Miami Dolphins).

* Bell optou por não assinar o contrato de franchise tag e não jogou a temporada

(Foto: Joe Robbins/Getty Images)

Confira a última vez que cada equipe utilizou a Franchise Tag:

Arizona Cardinals – Chandler Jones LB (2017)
Atlanta Falcons Brent Grimes CB (2012)
Baltimore Ravens – Justin Tucker K (2016)
Buffalo Bills – Cordy Glenn LT (2016)
Carolina Panthers – Kawann Short DT (2017)
Chicago Bears – Kyle Fuller CB (2018)
Cincinnati Bengals – Michael Johnson DE (2013)
Cleveland Browns – Alex Mack C (2014)
Dallas Cowboys – DeMarcus Lawrence DE (2018)
Denver Broncos – Von Miller LB (2016)
Detroit Lions Ziggy Ansah DE (2018)
Green Bay Packers – Ryan Pickett DT (2010)
Houston Texans – Dunta Robinson CB (2009)
Indianapolis Colts – Pat McAfee P (2013)
Jacksonville Jaguars – Josh Scobee PK (2012)
Kansas City Chiefs – Eric Berry S (2016)
Los Angeles Chargers – Melvin Ingram LB (2017)
Los Angeles Rams – LaMarcus Joyner S (2018)
Miami Dolphins – Jarvis Landry WR (2018)
Minnesota Vikings – Chad Greenway LB (2011)
New England Patriots – Stephen Gostkowski K (2015)
New Orleans Saints – Jimmy Graham TE (2014)
New York Giants – Jason Pierre-Paul DE (2017)
New York Jets – Muhammad Wilkerson DE (2016)
Oakland Raiders – Tyvon Branch SS (2012)
Philadelphia Eagles – DeSean Jackson WR (2012)
Pittsburgh Steelers – Le’Veon Bell RB (2018)
Seattle Seahawks – Olindo Mare K (2010)
San Francisco 49ers – Dashon Goldson S (2012)
Tampa Bay Buccaneers – Connor Barth K (2012)
Tennessee Titans – Bo Scaife TE (2009)
Washington Redskins – Kirk Cousins QB (2017)

Um jogador pode recusar uma franchise tag?

Basicamente, não. Esse é um dos motivos pelos quais os jogadores não gostam de receber o “selo”. O que acontece, em muitos casos, é que o atleta prorroga ao máximo a assinatura do acordo, buscando um contrato maior. Em alguns casos, faz ameaças, como greve, para não precisar jogar sob uma franchise tag. Porém, poucos escapam. Le’Veon Bell, citado acima, conseguiu, mas não recebeu um centavo sequer na temporada passada.

A única possibilidade, porém, é ter em contrato alguma cláusula que o impeça de receber a tag, o que é raro. Drew Brees, atualmente, tem isso em seu acordo com o New Orleans Saints.

Um time pode desistir de uma franchise tag?

Sim. Isso pode acontecer, apesar de bastante raro também. Caso aconteça, o time não pode taggear outro jogador, e o atleta que havia recebido a franchise tag se torna free agent. A situação mais recente aconteceu em 2016, com Carolina Panthers e o cornerback Josh Norman, que recebeu o selo não-exclusivo, mas o time optou por rescindir a tag meses depois, deixando o defensor livre para assinar com o Washington Redskins.

Uma equipe só fará algo do tipo se busca um acordo de longo prazo com o jogador e não vê chance disso acontecer após as negociações. Ou se o contrário ocorrer: a franquia quer ficar mesmo por um ano com o cara, mas ele prefere um acordo maior e ameaça uma greve, por exemplo.

*Postado originalmente em 29 de fevereiro de 2016; atualizado pela última vez em 28 de fevereiro de 2019, às 12h31.

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