22/03/2019 - 21h03

[PRÉVIA] A Divisão Oeste da Liga Nacional da MLB em 2019

Com Dodgers e Rockies acima dos demais, NL West pode repetir roteiro de 2018

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Na Divisão Oeste da Liga Nacional, 2018 foi como foi 2017. E 2016. E 2015. E… você entendeu o ponto. Uma vez mais, o Los Angeles Dodgers sobrou na NL West, novamente conquistando o título, uma vez mais chegando à World Series e, assim como no ano anterior, ficando com o gosto amargo da derrota. Se em alguns momentos Colorado Rockies e Arizona Diamondbacks assustaram, nada mudou no fim de setembro. E, para quem espera por algo diferente, a chance parece ainda menor, pois um dos grandes concorrentes da última temporada perdeu seu principal jogador e não parece capaz de fazer frente aos californianos.

A briga parece clara entre os Dodgers, que perderam os veteranos Yasiel Puig e Matt Kemp, além de Manny Machado, mas ainda apresentam o elenco mais talentoso da divisão, e o Colorado Rockies, animado com a renovação contratual de Nolan Arenado que, na prática, significa a manutenção do grande astro da franquia por grande parte da próxima década. Os outros três contendores estão bem abaixo, em momentos distintos do drama da reconstrução.

Reforçados exatamente por Machado, os Padres tentam ganhar momento após oito temporadas nadando contra a maré. Os Dbacks, sem Paul Goldschmidt, trocado para o St. Louis Cardinals, parecem em um limbo que cheira a aproveitamento de 50%. Já o San Francisco Giants, na temporada de despedida de Bruce Bochy, luta contra os problemas internos, a falta de bons nomes no outfield e o envelhecimento do grupo de astros que conduziu a franquia a três títulos no começo da década.

Será que os Dodgers conquistam o 7º título seguido da divisão? Será que finalmente os Rockies roubam a coroa? Será que os Padres engrenam e surpreendem, contrariando as previsões? Confira como vem a NL West em mais uma prévia do The Playoffs para a temporada 2019 da MLB.

SAN FRANCISCO GIANTS
Campanha em 2018: 73-89 (4º na Divisão Oeste da Liga Nacional)

Os últimos dois anos foram difíceis em uma cidade acostumada ao sucesso na MLB. Os Giants decepcionaram e, mesmo com a mudança no front office que incluiu a chegada de Farhan Zaidi, novo cabeça das operações, a expectativa é de outro ano ruim na Bay Area. Os principais destaques estão envelhecendo, o arremessador Johnny Cueto está fora da temporada por conta da cirurgia Tommy John e o outfield, um dos piores da liga em 2018, não ganhou nenhum reforço de peso.

Bruce Bochye que conquistou três World Series em cinco anos, despede-se tendo de fazer milagres para colocar uma equipe competitiva em campo. Buster Posey retornou após perder o fim da temporada passada ao passar por cirurgia no quadril, e estará em campo sempre que sua saúde permitir, e o infield segue igual, carregado pelos Brandons (Bel e Crawford).

O grande problema está no outfield, que não tem um nome sequer de destaque. A tendência é de que os titulares saiam de um grupo formado por Mac Williamson, Steve Duggar, Gerardo Parra e Drew Ferguson, opções que não encantam a torcida. No montinho, o ídolo Madison Bumgarner entra em seu último ano de contrato, e pode ser trocado assim que o time deixar de brigar por vaga nos playoffs. O bullpen até tem nomes interessantes, especialmente os canhotos Tony Watson e Will Smith, que terminou 2018 como closer, mas se o cenário de reconstrução confirmar-se, ambos também devem dar adeus antes de 31 de julho.

Provável lineup: Steve Duggar (CF), Brandon Belt (1B), Buster Posey (C), Evan Longoria (3B), Brandon Crawford (SS), Mac Williamson (LF), Joe Panik (2B), Gerardo Parra (RF)
Melhor rebatedor: Buster Posey é um dos melhores catchers da MLB e, após a cirurgia no quadril, os Giants esperam que os números ofensivos melhorem após apenas cinco home runs e 41 RBIs, com 28,4% de aproveitamento no bastão, em 105 jogos no ano passado.

Provável rotação: Madison Bumgarner, Dereck Rodriguez, Jeff Samardzija, Drew Pomeranz, Derek Holland
Provável closer: Will Smith – 14 saves em 54 jogos na temporada passada, ERA de 2.55
Melhor arremessador: Bumgarner sofreu com lesões nos últimos dois anos e perde muito do brilho do início da carreira mas, quando saudável, ainda é um ótimo pitcher, e pode trazer grande retorno caso os Giants decidam trocar seu ace no meio da temporada.

Manager: Bruce Bochy (desde 2007/975v-969d)

Briga por: não ser o lanterna da divisão

Projeção de posição na divisão: 5º lugar

(Foto: Reprodução Twitter / San Francisco Giants)

SAN DIEGO PADRES
Campanha em 2018: 66-96 (5º na Divisão Oeste da Liga Nacional)

A expectativa é grande no Sul da Califórnia, tem nome, sobrenome, joga no lado esquerdo do infield e receberá US$ 300 milhões nas próximas 10 temporadas. A chegada de Manny Machado, que conseguiu um dos maiores contratos da história da MLB, faz com que o torcedor pense alto. O grande problema é que o time ainda vive uma situação de transição, com ótimos prospectos e poucos talentos prontos para acompanhar o trio de grandes nomes que conta com Machado, Wil Myers e Eric Hosmer.

Na prática, os Padres seguem em reconstrução e devem comemorar um recorde positivo no fim do ano mas, com algumas contratações dando certo, é possível ver uma vaga de Wild Card (bem) no fim do túnel. Além de Machado, a franquia apostou no veterano infielder Ian Kinsler, que deve segurar as pontas até a chegada dos jovens Luis Urias e Fernando Tatis, mas os demais movimentos foram apenas para reforçar a gordura do elenco.

A rotação titular ainda carece de melhores nomes, apesar de todo o esforço feito para a chegada de nomes como, entre outros, Corey Kluber, do Cleveland Indians. O bullpen é uma coleção de veteranos e jovens apostas, e talvez seja mais realista dizer que os Padres passarão 2019 fortalecendo-se e acomodando seu novo ‘brinquedo de luxo’ para, em 2020, entrar com tudo na briga pelo título da NL West.

Provável lineup: Ian Kinsler (2B), Manny Machado (3B), Eric Hosmer (1B), Wil Myers (LF), Hunter Renfroe (RF), Manuel Margot (CF), Luis Urias (SS), Austin Hedges (C)
Melhor rebatedor: Brilhante defensivamente, Machado cresceu muito no ataque desde sua estreia, e chega ao Petco Park com médias incríveis na carreira: 31 home runs, 91 corridas anotadas e 90 RBIs por ano, com 28,2% de aproveitamento.

Provável rotação: Joey Lucchesi, Chris Paddack, Eric Lauer, Matthew Straham, Bryan Mitchell
Provável closer: Kirby Yates – 12 saves em 65 jogos, ERA de 2.14
Melhor arremessador:  Mesmo caindo de rendimento na segunda metade de 2018, Kirby Yates ainda conserva o posto que assumiu com a troca de Brad Hand para o Cleveland Indians, o que mostra como os Padres podem evoluir ao melhorar o grupo de arremessadores.

Manager: Bryan Price (desde 2016/205v-281d)

Briga por: nada

Projeção de posição na divisão: 4º lugar

(Foto: Reprodução Twitter/San Diego Padres)

ARIZONA DIAMONDBACKS
Campanha em 2018: 82-80 (3º na Divisão Oeste da Liga Nacional)

O momento é de reinvenção no deserto. Ainda que a direção da franquia rejeite, a troca de Paul Goldschmidt para o St. Louis Cardinals indica, de uma forma ou de outra, o fim de uma era, e possivelmente o fim da janela de oportunidade que levou ao contrato monstruoso dado para o arremessador Zack Greinke.

Greinke é a andorinha solitária em Arizona e, vindo de duas boas temporadas, os Dbacks ficariam muito felizes de encontrar um parceiro de troca se o pitcher voltar a brilhar. O restante da rotação é apenas razoável, com destaque para Robbie Ray, enquanto o bullpen tem alguns pontos de interrogação, ainda que o closer Archie Bradley seja uma garantia no final das partidas.

O problema é maior no lineup, que sentirá muita falta de seu principal rebatedor. Jake Lamb não garantirá os números que Goldie gerava, especialmente trazendo os companheiros de volta ao home plate, e é possível imaginar que nenhum jogador supere os 25 home runs no ano, mesmo atuando metade dos jogos no Chase Field, notoriamente um bom campo para rebatedores. Outra prova de que o time não parece ter a mesma força é a possibilidade de Adam Jones ser titular mesmo após uma temporada apenas razoável pelo Baltimore Orioles (seu desempenho foi 2% superior à média da MLB).

Provável lineup: Ketel Marte (CF), Eduardo Escobar (3B), David Peralta (LF), Steven Souza Jr. (RF), Jake Lamb (1B), Nick Ahmed (SS),  Alex Avila (C), Wilmer Flores (2B)
Melhor rebatedor: David Peralta terá a fácil missão de suprir a saída de Goldschmidt, e chega a 2019 com moral elevada após um ano em que somou 30 home runs, 87 corridas impulsionadas, 29,3% de aproveitamento e desempenho 24% maior do que a média da MLB.

Provável rotação: Zack Greinke, Robbie Ray, Zack Godley, Luke Weaver, Merrill Kelly
Provável closer: Archie Bradley (três saves em 76 jogos em 2018, 3.64 de ERA)
Melhor arremessador: Greinke teve um 2018 parecido com o ano anterior, mantendo seu ERA em um bom patamar (3.21), ficando muito tempo em campo (207 2/3 innings), beirando os 200 strikeouts (199) e conquistando a Gold Glove pela 5ª temporada seguida.

Manager: Torey Lovullo (desde 2017/175v-149d)

Briga por: 50% de aproveitamento

Projeção de posição na divisão: 3º lugar

(Foto: Reprodução Facebook/Arizona Diamondbacks)

COLORADO ROCKIES
Campanha em 2017: 91-72 (2º na Divisão Oeste da Liga Nacional, eliminado na NLDS pelo Milwaukee Brewers)

PHOENIX, AZ - SEPTEMBER 11: Nolan Arenado #28 of the Colorado Rockies makes a play on a ground ball hit by Brandon Drury #27 of the Arizona Diamondbacks during the fourth inning at Chase Field on September 11, 2017 in Phoenix, Arizona. Drury was forced out at first base.Durante anos, os Rockies foram vistos como um time de grandes rebatedores, mas que não tinha rebatedores à altura. A razão era clara: a altitude do Coors Field afasta qualquer pitcher de Denver, e com um grupo fraco, os jogos fora de casa eram decisivos e faziam com que a franquia sempre ficasse atrás de Los Angeles Dodgers e San Francisco Giants, que vivem o dilema oposto.

Bom, parece que o jogo virou. O ataque continua forte, com um lineup de peso comandado por Nolan Arenado, agora de contrato novo, e que conta ainda com os outfielders Charlie Blackmon e David Dahl, Trevor Story isolando bolinhas a partir do meio do infield e o recém-contratado Daniel Murphy, que deve tomar conta da primeira base e reforçar o começo da ordem de rebatedores.

A diferença, mesmo, aparece no grupo de arremessadores. German Marquez, Kyle Freeland e Jon Gray não devem disputar o prêmio Cy Young, mas representam um bom começo de rotação titular, e o bullpen é muito forte e sólido, com nomes como o do sul-coreano Seung Hwan Oh, o ex-titular Chad Betts, Jake McGee e o closer Wade Davis, e o grupo foi reforçado com Brian Shaw, ex-Cleveland Indians. Tudo para quebrar a hegemonia dos Dodgers e levar a divisão. Sem contratos exagerados para free agents (Arenado renovou antes de chegar ao mercado), os Rockies podem também fazer barulho no mercado de trocas, caso estejam na briga pelos playoffs.

Provável lineup: Charlie Blackmon (RF), Daniel Murphy (1B), Nolan Arenado (3B), Trevor Story (SS), David Dahl (LF), Ian Desmond (CF), Ryan McMahon (2B), Chris Ianetta (C)
Melhor rebatedor: Candidato eterno ao prêmio de MVP, Arenado tem médias anuais absurdas desde que estreou na MLB, em 2013: 31 home runs, 37 rebatidas duplas, 103 corridas impulsionadas e 29,1% de aproveitamento, o que representa 21% a mais do que a média da liga.

Provável rotação: German Marquez, Kyle Freeland, Jon Gray, Tyler Anderson, Antonio Senzatela
Provável closer: Wade Davis (43 saves em 69 jogos em 2018, ERA de 4.13)
Melhor arremessador: Ignorando a altitude, Kyle Freeland deu show em 2018, sua segunda temporada completa na MLB, com 2.85 de ERA em mais de 200 entradas e números 64% melhores do que a média da MLB, um dos grandes desempenhos da história da franquia.

Manager: Bud Black (desde 2017/178v-147d)

Briga por: título da divisão

Projeção de posição na divisão: 2º lugar

(Foto: Norm Hall/Getty Images)

LOS ANGELES DODGERS
Campanha em 2018: 92-71 (campeão da NL West, campeão da Liga Nacional, derrotado pelo Boston Red Sox na World Series)

Los Angeles Dodgers vence Arizona Diamondbacks por 3 a 2Por dois anos seguidos, os Dodgers bateram na trave, chegando à World Series para cair perante um rival da Liga Americana. O torcedor que esperava apenas um reforço de luxo nesta offseason, a peça derradeira que poderia ser Bryce Harper ou J.T. Realmuto, chega ao fim de março minimamente desconfiado das decisões tomadas pela franquia da Califórnia, que parece ter, no máximo, andado de lado.

Yasmani Grandal não teve o contrato renovado, Yasiel Puig e Matt Kemp partiram para Cincinnati, Manny Machado tampouco ficou, e os principais reforços foram o reliever Joe Kelly, respaldado por boa temporada nos Red Sox, e A.J. Pollock, que chega com contrato de cinco anos e tem tudo para brilhar no outfield espaçoso do Dodger Stadium.

Deve ser suficiente para voltar aos playoffs, mas não para acabar com a dúvida sobre o desempenho em outubro. Os catchers devem ser Austin Barnes e o veterano Russell Martin, de volta à casa em que ganhou fama. O infield segue forte com muitas opções versáteis, incluindo Max Muncy e Chris Taylor, além de Justin Turner e da volta de Corey Seager. No campo externo, Pollock junta-se a dois jovens tão talentosos quanto oscilantes, Joc Pederson e Cody Bellinger.

A rotação terá, por algumas semanas, o desfalque do astro Clayton Kershaw e Rich Hill também perderá a estreia da temporada, mas nomes comoHyun-Jin Ryu e o jovem Walker Buehler devem dar conta do recado. No bullpen, Kenley Jansen está garantido como closer, esperando que a cirurgia a que submeteu-se acabe com os problemas cardíacos, e Kelly deve juntar-se a Pedro Baez para fazer a ponte entre os titulares e Jansen.

Provável lineup: A.J.Pollock (CF), Corey Seager (SS), Justin Turner (3B), Cody Bellinger (RF), Max Muncy (1B), Joc Pederson (LF), Chris Taylor (2B), Austin Barnes (C)
Melhor(es) rebatedor(es): Turner vem sendo, regularmente, um dos melhores da MLB desde que chegou à Califórnia, com média de 30,5% de aproveitamento e três temporadas (em um total de cinco) com mais de 40% de chegada em base.

Provável rotação: Clayton Kershaw, Walker Buehler, Hyun-Jin Ryu, Rich Hill, Kenta Maeda
Provável closer: Kenley Jansen (38 saves em 69 partidas, 3.01 de ERA)
Melhor arremessador: Saudável, Kershaw segue sendo um dos grandes da MLB, e ele fechou 2018 com 2.73 de ERA e 8,6 strikeouts por nove entradas, ótimo número e, simultaneamente, seu mais baixo desde 2009. O problema é que saudável e Kershaw não são mais sinônimos, e o astro fez apenas 26 jogos no ano passado.

Manager: Joe Maddon (desde 2016/287v-200d)

Briga por: World Series

Projeção de posição na divisão: 1º lugar

(Foto: Reprodução Twitter/Los Angeles Dodgers)

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