10/03/2018 - 12h25

[PRÉVIA] A Divisão Leste da Liga Americana da MLB em 2018

Red Sox e Yankees devem protagonizar acirrada disputa na forte Divisão Leste da Liga Americana

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Boston Red Sox e New York Yankees brigaram ferozmente pela Divisão Leste da Liga Americana em 2017, com os “Meias Vermelhas” levando a melhor. Em 2018, as duas equipes chegam fortes para a temporada da MLB que começa em 29 de março e a promessa é de uma disputa novamente acirrada dentro da divisão.

De um lado, Drew Pomeranz e Chris Sale são alguns dos destaques em Boston, agora com J.D. Martinez como nova opção ofensiva. Do outro, o New York Yankees, de Aaron Judge e Giancarlo Stanton, quer ir além da ALCS. O Toronto Blue Jays corre por fora e pode estar vindo para o último ano antes de entrar em reconstrução total. Baltimore tenta voltar ao caminho que levou a equipe aos playoffs em 2016 e Tampa Bay busca seu lugar ao sol.

Confira como vem a AL East em mais uma prévia do The Playoffs para a MLB 2018:

BALTIMORE ORIOLES
Campanha em 2017:
75-87 (5º lugar na Divisão Leste da Liga Americana)

Os Orioles chegam para mais uma temporada depois de um ano de 2017 difícil. A equipe de Baltimore se manteve praticamente inerte durante a offseason. Uma das poucas aquisições foi a do outfielder Colby Rasmus, ex-Rays. O time também perdeu algumas peças: Seth Smith, Ubaldo Jimenez e J.J. Hardy se tornaram agentes livres e o catcher Wellington Castillo assinou com os White Sox.

No ataque, os O’s têm duas questões a resolver: Manny Machado fica ou vai embora? E se ficar, em qual posição deve atuar: 3ª base ou shortstop? Com o 4º melhor aproveitamento no bastão e o 5º melhor desempenho no quesito “home runs” dentro da Liga Americana (foram 232), Baltimore pode ter boas esperanças em relação à produção ofensiva, dispondo de jogadores como o próprio Machado, Trey Mancini e Mark Trumbo. A rotação titular precisa evoluir depois dos péssimos números obtidos em 2017 e tem a chegada de Andrew Cashner (ex-Rangers). O bullpen ainda é um ponto forte, mas inicia o ano sem o closer Zach Britton (ruptura no tendão de Aquiles).

Provável lineup: Adam Jones (CF), Manny Machado (SS/3B), Chris Davis (1B), Mark Trumbo (DH), Chance Sisco (C), Colby Rasmus (RF), Jonathan Schoop (2B), Tim Beckham (SS/3B), Trey Mancini (LF)
Melhor rebatedor: Mark Trumbo. Mesmo tendo uma temporada abaixo do excepcional em 2017, Trumbo apresenta uma evolução em seu desempenho, é uma ótima opção para a posição de rebatedor designado, além de possuir potencial para rebater muitos home runs.

Provável rotação: Kevin Gausman, Chris Tillman, Dylan Bundy, Andrew Cashner, Mike Wright Jr.
Provável closer: Brad Brach (18 saves em 2017, ERA de 3.18)
Melhor arremessador: Dylan Bundy. Em uma rotação com muito a melhorar (muito mesmo), Bundy foi o mais vitorioso da equipe de Baltimore em 2017 (13 triunfos). Com um WHIP de 1.20 e ERA de 4.24 no ano passado, Dylan precisa se provar.

Manager: Buck Showalter (9º ano com a franquia, 622 vitórias e 569 derrotas entre 2010 e 2017)

Briga por: Ter mais vitórias do que derrotas

Foto: Divulgação/MLB

BOSTON RED SOX
Campanha em 2017: 93-69 (1º na Divisão Leste da Liga Americana – eliminado pelos Astros na Série de Divisão por 3 a 1)

Boston vem de mais um ano conquistando o título da Divisão Leste da Liga Americana. Mas a equipe sentiu a ausência de David “Big Papi” Ortiz, aposentado um ano antes, principalmente no que diz respeito a home runs – foram 168 em 2017, a quarta pior marca da MLB. A franquia campeã da World Series em 2013 manteve seus principais jogadores de ataque para o ano de 2018 e, apesar dos problemas de desempenho na temporada passada e da eliminação precoce nos playoffs, mostra que ainda tem potencial para buscar títulos.

Pensando em ampliar suas chances, os Red Sox aproveitaram a fraca offseason e confirmaram a aquisição de J.D. Martinez, ex-jogador dos Diamondbacks e que chega para a função de rebatedor designado. Outra novidade em Massachusetts é a chegada de Alex Cora para o cargo de manager, substituindo John Farrell. E o novo manager já precisará lidar com uma importante questão: a ausência momentânea de Dustin Pedroia. O infielder teve sua pior temporada e passou por cirurgia no joelho em outubro; ficará de molho até provavelmente maio. Na rotação titular, o foco é durabilidade e se manter saudável. Em 2017, Chris Sale foi bem, Drew Pomeranz registrou seu melhor ano na Major League e David Price – nas poucas vezes em que atuou – apresentou números expressivos; Rick Porcello, ao contrário, colecionou 17 derrotas e viu seu ERA terminar na casa dos 4.65.

Provável lineup: Eduardo Nunez (2B), Andrew Benintendi (LF), Mookie Betts (RF), J.D. Martinez (DH), Xander Bogaerts (SS), Hanley Ramirez (1B), Rafael Devers (3B), Jackie Bradley Jr. (CF), Christian Vazquez (C)
Melhor rebatedor: J.D. Martinez. Atuando por Detroit e Arizona em 2017, o jogador de 30 anos teve 45 HRs, 104 RBIs e mais de 30% de aproveitamento e chegada em bases. Caso consiga se manter saudável, Martinez poderá ter um ano ainda mais frutífero.

Provável rotação: Rick Porcello, Chris Sale, David Price, Steven Wright, Drew Pomeranz
Provável closer: Craig Kimbrel (35 saves em 2017, ERA de 1.43)
Melhor arremessador: Nomeado pela 6ª vez seguida para o All-Star Game, Chris Sale não foi bem na ALDS contra Houston, mas seus números na temporada regular foram excelentes: Whip de 0.97, ERA de 2.90, 17 vitórias, 308 strikeouts e 68% de aproveitamento de vitórias. Em 2018, Sale será peça importante na rotação e, quem sabe, candidato ao prêmio Cy Young na Liga Americana.

Manager: Alex Cora (1º ano com a franquia)

Briga por: Título da Divisão/Playoffs via Wild Card

Foto: Reprodução Twitter/Boston Red Sox

NEW YORK YANKEES
Campanha em 2017:
91-71 (2º na Divisão Leste da Liga Americana – eliminado pelos Astros na final da Liga Americana por 4 a 3)

Com um elenco repleto de juventude e nomes experientes, o New York Yankees passou muito perto de chegar à World Series em 2017. Para 2018, Matt Holliday se tornou agente livre, a equipe trocou os infielders Starlin Castro e Chase Headley com Miami e San Diego, e não terá mais a presença de Todd Frazier (agora nos Mets) na 3ª base. Em compensação, Brandon Drury (ex-Arizona) e Giancarlo Stanton (envolvido em troca com os Marlins, um dos maiores movimentos desta offseason) chegam ao elenco dos Yankees.

No ataque, os torcedores verão nomes conhecidos e que devem formar um lineup poderoso junto com Stanton (Brett Gardner, Didi Gregorius, Gary Sanchez, Aaron Judge, entre outros). A rotação titular passa confiança: Luis Severino e Masahiro Tanaka são ótimos arremessadores, C.C. Sabathia ajuda a agregar experiência e pode servir de inspiração para Sonny Gray e Jordan Montgomery.

No dugout, uma novidade: Joe Girardi dá lugar a Aaron Boone (novato no cargo de manager, mas que já deu algumas alegrias aos Yankees). O bullpen, apesar de alguns sustos com os desempenhos de Aroldis Chapman e Dellin Betances, registrou números ótimos em 2017 e poderá melhorá-los ainda mais na nova temporada.

Provável lineup: Brett Gardner (LF), Aaron Judge (RF), Giancarlo Stanton (DH), Gary Sanchez (C), Greg Bird (1B), Didi Gregorius (SS), Aaron Hicks (CF), Tyler Wade (2B), Brandon Drury (3B)
Melhor rebatedor: Giancarlo Stanton. Com números excelentes em 2017 pelos Marlins (59 HRs, 132 RBI, 1.007 OPS, .631 SLG – MVP da Liga Nacional), Stanton chega para ajudar a manter o alto nível do excelente ataque nova-iorquino.

Provável rotação: Luis Severino, Masahiro Tanaka, C.C. Sabathia, Sonny Gray, Jordan Montgomery
Provável closer: Aroldis Chapman (22 saves em 2017, ERA de 3.22)
Melhor arremessador: Em uma rotação com potencial para ser ainda mais sólida e confiável em 2018, Luis Severino mostrou desempenho de um ace em 2017 (2.98 ERA, 1.04 WHIP). Mesmo com alguns percalços na última pós-temporada, tem tudo para obter uma temporada muito produtiva.

Manager: Aaron Boone (1º ano com a franquia)

Briga por: Título da Divisão/World Series

Foto: Divulgação/MLB

TAMPA BAY RAYS
Campanha em 2017: 80-82 (3º lugar na Divisão Leste da Liga Americana)

A palavra de ordem para o Tampa Bay Rays em 2018 é melhorar. Tanto ofensivamente quanto defensivamente. A equipe sofreu várias baixas: Lucas Duda (agora nos Royals), Logan Morrison e Jake Odorizzi (nos Twins), Corey Dickerson (nos Pirates), Colby Rasmus (nos Orioles), entre outros, num princípio agressivo de rebuild. O ace Chris Archer ainda tenta se reencontrar com seus melhores dias. E terá a companhia de Nathan Eovaldi, Blake Snell e provavelmente, Jake Faria. No bullpen, os Rays contam com Alex Colome na função de closer. O dominicano anotou 47 saves em 53 oportunidades durante a temporada, um ótimo aproveitamento.

O ataque ainda tem componentes conhecidos da torcida de Tampa Bay, como Kevin Kiermaier, Matt Duffy e Brad Miller, e apresenta algumas novidades; entre elas, o ex-Giants Denard Span, o ex-Angels C.J. Cron, o ex-Rangers Carlos Gomez e o ex-Marlins Adeiny Hechavarria. E a franquia já começa a pensar no futuro – na lista dos 100 melhores prospectos para 2018, seis deles são dos Rays. Nomes como os de Christian Arroyo, Brendan McKay e Brent Honeywell podem se tornar bons destaques no futuro.

Provável lineup: Kevin Kiermaier (CF), C.J. Cron (1B), Matt Duffy (3B), Brad Miller (2B),  Denard Span (DH), Adeiny Hechavarria (SS), Mallex Smith (LF), Carlos Gomez (RF), Wilson Ramos (C)
Melhor rebatedor: Denard Span. O veterano jogador deve atuar como rebatedor designado na grande maioria das oportunidades e seu sólido retrospecto defendendo camisas de Giants, Nationals e Twins deve ser levado em consideração.

Provável rotação: Chris Archer, Jake Faria, Nathan Eovaldi, Blake Snell
Provável closer: Alex Colome (47 saves em 2017, ERA de 3.24)
Melhor arremessador: Chris Archer. Em 2016, seu ERA ficou na faixa de 4.02. Em 2017, seus números ainda não foram bons o suficiente. Mas, o jovem ace tem potencial e pode evoluir muito – fique ou não nos Rays.

Manager: Kevin Cash (4º ano com a franquia, 228 vitórias e 258 derrotas entre 2015 e 2017)

Briga por: ter um ano com mais vitórias do que derrotas

Foto: Divulgação/MLB

TORONTO BLUE JAYS
Campanha em 2017: 76-86 (4º na Divisão Leste da Liga Americana)

Toronto quase chegou à World Series em 2016 e, em 2017, amargou um 4º lugar dentro da Divisão Leste, superando apenas os Orioles. E o time para esta temporada chega como uma grande interrogação e, talvez, faça uma última tentativa de conquistar algo grande antes de entrar em reconstrução. Uma peça importante deixou o ataque canadense: Jose Bautista, que era a alma do elenco e agora se tornou agente livre. Mas os Blue Jays também fizeram aquisições: chegaram Curtis Granderson (ex-Dodgers) e Yangervis Solarte (trocado pelos Padres).

No montinho, a rotação titular de Toronto vai contar com o reforço de Jaime Garcia (ex-Yankees) e com a presença do talentoso Marcus Stroman (que se recupera de inflamação no ombro direito); Aaron Sanchez e Marco Estrada já mostraram do que são capazes, mas precisam se manter saudáveis. Do mesmo mal também sofrem Troy Tulowitzki  e Devon Travis. No bullpen dos Blue Jays, ainda temos o closer Roberto Osuna: impressionante, mas ansioso. E uma última questão: o que será de Josh Donaldson? A resposta virá durante a temporada. Aguardemos!

Provável lineup: Devon Travis (2B), Troy Tulowitzki (SS), Josh Donaldson (3B), Randal Grichuk (RF), Kendrys Morales (DH), Russell Martin (C), Justin Smoak (1B), Kevin Pillar (CF), Curtis Granderson (LF)
Melhor rebatedor: Justin Smoak teve em 2017 sua melhor temporada na MLB (38 HRs, 90 RBI, 27% de aproveitamento no bastão) e foi nomeado pela primeira vez ao All-Star Game. Mantendo a evolução, Smoak será um integrante de suma importância no lineup dos Blue Jays.

Provável rotação: Aaron Sanchez, Marcus Stroman, Marco Estrada, J.A. Happ, Jaime Garcia
Provável closer: Roberto Osuna (39 saves em 2017, ERA de 3.38)
Melhor arremessador: Depois de um 2016 abaixo do esperado, Marcus Stroman mostrou em 2017 o que é capaz de fazer, registrou um ERA de 3.09 e venceu 13 jogos. Campeão mundial do World Baseball Classic pela seleção dos Estados Unidos, ele precisará inspirar seus companheiros de rotação com mais um ótimo ano.

Manager: John Gibbons (6º ano com a franquia, 415 vitórias e 395 derrotas entre 2013 e 2017)

Briga por: Playoffs, via Wild Card

Foto: Divulgação/MLB

PRÉVIAS THE PLAYOFFS – MLB 2018 

13/3 – NL East

16/3 – AL Central

20/3 – NL Central

23/3 – NL West

27/3 – AL West

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