20/03/2018 - 20h32

[PRÉVIA] A Divisão Central da Liga Nacional da MLB em 2018

Cubs conseguirão parar os Dodgers? Cardinals regridem e Brewers ascendem; confira uma prévia da NL Central

Em 2017 o Chicago Cubs era um dos favoritos ao título desde o início da temporada, mas uma força inesperada do Los Angeles Dodgers fez o time de Illinois despencar por 4 a 1 na final da Liga Nacional, encerrando o sonho do bicampeonato. Chicago não fez feio, mas uma queda considerável foi notada ao vencer “apenas” 92 partidas, frente às 103 de 2016. Se a maioria dos jogadores não sofrer com lesão, fato que prejudicou o desempenho na temporada passada, a equipe pode voltar à ponta da Liga Nacional, mesmo com Dodgers e Nationals demonstrando estar um patamar acima.

Quem mudou da água para o vinho na Divisão Central da Liga Nacional foi o Milwaukee Brewers; após uma campanha pífia em 2016, ficou à duas vitórias de chegar aos Playoffs da MLB. Já o St. Louis Cardinals, que vivia tempos de glória na divisão até 2015, aparentemente terá uma campanha apenas regular. Pittsburgh Pirates e Cincinnati Reds seguem com elencos enfraquecidos e ambos provavelmente terão umas das piores campanhas da Liga Nacional.

Confira como vem a NL Central em mais uma prévia do The Playoffs para a MLB 2018:

CHICAGO CUBS
Campanha em 2017: 92-70 (Campeão da NL Central, perdeu para os Dodgers na final da Liga Nacional)

Foram 23 lesões reportadas de fevereiro até setembro de 2017. Com um Departamento Médico movimentado desta forma, não há como o time não sofrer impacto no desempenho. No momento da parada da temporada para o All-Star Game, o desempenho era uma decepcionante campanha negativa de 43v-45d. Mas a pausa fez muito bem, e coincidentemente, ou não, foram apenas quatro lesões na parte final do campeonato. A equipe recuperou o fôlego para terminar com a 3ª melhor campanha da Liga Nacional (onde se esperava que fossem de longe os primeiros).

A defesa sofreu com consecutivas lesões de arremessadores, além de pelo mesmo motivo, Jason Heyward, Ben Zobrist e Addisson Russel não conseguirem participar frequentemente de jogos. O ataque também não produziu como se esperava, tanto que o veterano Jon Jay foi o que teve a mehor média de rebatidas válidas (29,6%). O que salvou foi o alto índice de home run que a equipe produziu.

As peças permaneceram quase as mesmas e cheias de potencial, se as lesões não atrapalharem o desempenho pode ser parecido com o da temporada passada, o que não pode ser considerado ruim. O principal reforço é para o montinho: Yu Darvish.

Provável lineup: Kyle Schwarber (LF), Kris Bryant (3B), Anthony Rizzo (1B), Ben Zobrist (RF), Javier Baez (2B), Ian Haap (CF), Wilson Contreras (C), Adisson Russell (SS)
Melhor(es) rebatedor(es): Kris Bryant provavelmente será o jogador com melhor desempenho ofensivo da equipe. Com 29,5% de aproveitamento no bastão na temporada passada, o jovem talento alcançou bases em expressivas 40,9% de suas ações ofensivas e contribuiu com 29 home runs e 73 RBI.

Provável rotação: Jon Lester, Kyle Hendricks, Yu Darvish, Jose Quintana, Tyler Chatwood
Provável closer: Brandon Morrow; era reliver pelos Dodgers ano passado (43.2 IP em 2017, ERA de 2.06)
Melhor arremessador: Jon Lester. Mesmo com uma lesão no ombro direito por fadiga em agosto, e não tendo uma temporada excelente, com 13 vitórias e 8 derrotas em 33 jogos iniciados, espera-se que Lester alcance números melhores nesta temporada, assim como os de toda sua carreira na MLB.

Manager: Joe Maddon (4º ano com a franquia, 292 vitórias e 193 derrotas entre 2015 e 2017)

Briga por: chegar na final da Liga Nacional

(Foto: Reprodução Facebook/Chicago Cubs)

CINCINNATI REDS
Campanha em 2017: 68-94 (5º na Divisão Central da Liga Nacional)

Você verá mais do mesmo do Cincinnati Reds. A reconstrução continua, mesmo que na prática o efeito esperado pela diretoria não se concretiza. Mas segundo o CEO, Bob Castellini, os Reds “não terão menos que 50% de chance de estar na pós-temporada, este ano”. As perspectivas não parecem mostrar isto (pelo menos neste ano).

Pra provar que será mais do mesmo, a grande arma continua sendo Joey Votto, de 34 anos de idade, que brigou pelo título de MVP em 2017. Para ajudá-lo, o jovem Jesse Winker acabou sendo uma grata surpresa no ataque na temporada passada, e garantiu definitivamente seu lugar na MLB. Mesma situação do pitcher Luis Castillo, de 25 anos, que teve números descentes para um estreante (7 vitórias em 15 jogos, ERA 3.17). O ataque é ok, mas o montinho e a defesa são inconsistentes. Qualquer índice bom na campanha será surpresa.

Provável lineup: Billy Hamilton (CF), Jesse Winker (LF), Joey Votto (1B), Scooter Gennett (2B), Eugenio Suarez (3B), Jose Peraza (SS), Scoot Schebler (RF), Tucker Barnhart (C)
Melhor rebatedor: Joey Votto. Não se sabe até quando o veterano irá jogar em altíssimo nível, mas na temporada passada (novamente) assim o fez. Em 559 at bats, foram 179 rebatidas, 36 home runs e 100 RBI.

Provável rotação: Homer Bailey, Anthony DeSclafani, Luis Castillo, Brandon Finnegan, Sal Romano
Provável closer: Raisel Iglesias, 28 saves em 63 jogos, e 92 strikeouts; ERA 2.49.
Melhor arremessador: Luis Castillo foi muito bem estreando nas Grandes Ligas na temporada passada, a tendência é que ele vá se tornando o ace pitcher da equipe; para isso, precisa manter o mesmo nível e ficar longe de lesões, fatores que atormentam os Reds nos últimos anos. Castillo teve apenas 3 vitórias e 7 derrotas, em 15 partidas iniciadas, mas seu ERA de 3.12, e 1.07 WHIP chamaram a atenção.

Manager: Bryan Price (5º ano com a franquia, 276 vitórias e 372 derrotas entre 2014 e 2017)

Briga por: nada

(Foto: Divulgação MLB)

MILWAUKEE BREWERS
Campanha em 2017: 86-76 (2º na Divisão Central da Liga Nacional)

Raramente uma reconstrução dá certo em pouco tempo, mas com o Milwaukee Brewers foi diferente. A equipe se livrou de jogadores que vinham sendo a base do time, e quando se esperava que a campanha seria novamente desastrosa, Milwaukee começou a vencer jogos e quase foi para a pós-temporada da MLB em 2017. Não que isto sirva de parâmetro para este ano, mas boas surpresas no montinho facilitaram o desempenho do time dentro de campo. Os recém-contratados Lorenzo Cain e Christian Yelich ainda podem (ou não) elevar o patamar do time.

Para os fãs que ficaram chateados com o parágrafo anterior, as próximas prévias voltam a ser boas. As duas principais estrelas do time, Ryan Braun e Orlando Arcia, tiveram números abaixo da média de suas carreiras; Travis Shaw e Domingo Santana que produziram as melhores estatísticas ofensivas dos “Cervejeiros”. Se Braun e Arcia evoluírem, o ataque pode também se tornar fatal (os home runs rebatidos já foram letais em 2017) para os adversários. Junto com o ótimo trabalho administrativo e com arremessadores que demonstraram grande valor, a equipe possivelmente terá números melhores que no ano passado.

Provável lineup: Christian Yelich (CF), Lorenzo Cain (LF), Travis Shaw (3B), Ryan Braun (1B,), Domingo Santana (RF), Orlando Arcia (SS), Many Pina (C), Jhonathan Villar (2B)
Melhor rebatedor: Ainda pode-se considerar que Ryan Braun é o melhor rebatedor da equipe; e ainda se destaca pelo alto índice de chegada em base (82,3% em 2017), o que alavanca a produção ofensiva. Braun teve 28,6% de aproveitamento, 75 rebatidas e 75 RBI, com 24 home runs.

Provável rotação: Chase Anderson, Zach Davies, Jhoulys Chacin, Brent Suter, Yovani Gallardo
Provável closer: Corey Knebel, 39 saves em 76 jogos e ERA 1.74 na temporada passada
Melhor arremessador: Com Jimmy Nelson fora por boa parte da temporada para recuperação de uma cirurgia no ombro, Zach Davies e Chase Anderson devem ser os principais arremessadores da equipe. Na temporada passada, Davies teve 17 vitórias e 9 derrotas (ERA 3.90) e Anderson, 12 vitórias e 4 derrotas (ERA 2.74).

Manager: Craig Counsell (4º ano dele como manager dos Brewers; 220 vitórias e 241 derrotas entre 2015 e 2017)

Briga por: playoffs via wild card

(Foto: Reprodução Twitter/ Brewers)

PITTSBURGH PIRATES
Campanha em 2017: 75-87 (4º na Divisão Central da Liga Nacional)

Em 2018, uma nova era será estabelecida no Pittsburgh Pirates; duas das principais referências da equipe nos últimos tempos deixaram a cidade do aço. Andrew McCutchen foi defender o campo externo do San Francisco Giants, e Gerrit Cole irá compor a rotação do campeão Houston astros. Ainda houve pouquíssima movimentação nos bastidores para reforçar a equipe; com certeza será uma temporada difícil, nos mesmos moldes da sofrível campanha de 2017. Basta torcer para que as ligas menores promovam bons talentos, o que é bem possível de acontecer no futuro.

O ataque foi desastroso ano passado. A equipe sofreu com o baixíssimo número de corridas impulsionadas, e também de home runs. O astro Starling Marte teve 29,3% de aproveitamento, mas pouca paciência no bastão (apenas 28 walks na temporada); contribuiu apenas com 55 RBI e 12 home runs, muito pouco pelo que se espera dele. Josh Bell acabou sendo o mais prolífico do ataque com 86 RBI e 25 home runs. Corey Dickerson chegou para ajudar, mas também teve uma temporada passada na mesma média ofensiva de sua atual equipe. A capacidade do montinho também preocupa.

Provável lineup: Josh Harrison (2B), Corey Dickerson (RF), Starling Marte (CF), Josh Bell (1B), Gregory Polanco (LF), Francisco Cerveli (C), Colin Moran (3B), Jordy Mercer (SS)
Melhor(es) rebatedor(es): Starling Marte ainda possui a maior média de rebatidas (29,3%), mas como em anos anteriores, é menos eficaz para impulsionar o ataque. Josh Bell, com 27,2% de aproveitamento, impulsionou mais corridas (86 RBI) e fez mais home runs (25 HR); Bell também obteve de longe a melhor marca da estatística slugging (47,3%), a qual dimensiona a potência de cada rebatedor.

Provável rotação: Jameson Taillon, Ivan Nova, Chad Kulh, Joe Musgrove, Trevor Williams
Provável closer: Felipe Rivero (21 saves em 73 jogos na temporada passada, ERA de 1.67)
Melhor arremessador: Após a saída de Gerrit Cole e sem nenhuma grande contratação, Jameson Taillon, por ora, assumirá o posto de ace da equipe, mas seus números assim como toda a equipe foram abaixo da média da MLB na temporada passada; 8 vitórias e 7 derrotas em 25 jogos iniciados e ERA 4.44.

Manager: Clint Hurdle (7º ano com a franquia, 584 vitórias e 549 derrotas entre 2011 e 2017)

Briga por: Nada

(Foto: Reprodução Facebook/Pittsburgh Pirates)

ST. LOUIS CARDINALS
Campanha em 2017: 83-79 (3º na Divisão Central da Liga Nacional)

Cardinals derrotam Royals com grand slam decisivo de Yadier MolinaPelo segundo ano consecutivo, o St. Louis Cardinals não conseguiu avançar para os Playoffs da MLB, e o pior, viu os Brewers se reformularem e terminarem a temporada na segunda colocação da NL Central. O lema da equipe segue o mesmo, contratar pouco e tentar tirar o melhor desempenho de seus jogadores (até os das ligas menores). E ainda para esta temporada, para que o time evolua,  precisará de aquisições durante a temporada, ou o fracasso, diante até dos rivais de divisão, pode permanecer. Mas ainda há força para possivelmente alcançar uma vaga de wild card.

Também repetindo a fórmula do ano anterior, a equipe contratou um jogador com excelentes números ofensivos; em 2016, tomaram Dexter Fowler dos Cubs; neste ano Marcell Ozuna, que teve desempenho espetacular no Miami Marlins, desembarcou em St. Louis. Foram 37 home runs, 124 RBI e incríveis 31,2% de aproveitamento no bastão para Ozuna, em seu melhor ano na MLB. A rotação titular segue forte com o tripé Carlos Martinez, Michael Wacha e Adam Wainwright, mas o bullpen ainda preocupa por suas atuações irregularares, fato que prejudicou a campanha da equipe na temporada passada.

Provável lineup: Dexter Fowler (CF), Tommy Phan (RF), Matt Carpenter (1B), Marcell Ozuna (LF), Yadier Molina (C), Paul DeJong (SS), Jedd Gyorko (3B), Kolten Wong (2B)
Melhor rebatedor: Marcell Ozuna, que obteve números altíssimos na temporada passada. O outfileder já chega para a posição de cleanup-hitter. Ano passado foram 191 rebatidas (613 at bats), 37 home runs e 124 corridas impulsionadas, além do expressivo número de 92,4% de chegadas em bases.

Provável rotação: Carlos Martinez, Adam Wainwright, Michael Wacha, Luke Weaver, Miles Mikolas (de volta à MLB, desde 2014 fora)
Provável closer: Este é o principal problema dos Cards. A princípio o veterano Luke Gregerson chegou para ocupar o posto de closer, mas salvou apenas um jogo na temporada passada atuando pelo Houston Astros. Geralmente era utilizado como homem de setup (ERA 4.57).
Melhor arremessador: Carlos Martinez assumiu naturalmente o posto de ace pitcher. Foram 12 vitórias e 11 derrotas em 32 partidas iniciadas em 2017; ERA de 3.64.

Manager: Mike Matheny (7º ano com a franquia, 544 vitórias e 428 derrotas entre 2012 e 2017)

Briga por: playoffs via wild card

(Foto: Divulgação/MLB)

PRÉVIAS THE PLAYOFFS – MLB 2018

AL East

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PRÓXIMAS:

23/3 – NL West

27/3 – AL West

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