11/02/2019 - 12h03

Há 25 anos, Michael Jordan chocava o planeta ao abandonar a NBA para jogar beisebol

Maior jogador da história do basquete tentou se aventurar no 'passatempo da América'

7 Feb 1994: CHICAGO WHITE SOX OUTFIELDER MICHAEL JORDAN SPEAKS AT A WHITE SOX PRESS CONFERENCE.

No início dos anos 90, Michael Jordan já era considerado o maior jogador de basquete de todos os tempos, ainda que em atividade. Tricampeão da NBA em 1990/91, 1991/92 e 1992/1993, o camisa 23 era a principal estrela do Chicago Bulls, franquia que mudou completamente de patamar após escolher Jordan no Draft de 1984 e também liderou o histórico “Dream Team”, que deu à seleção dos EUA o título dos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992. Mas tudo isso mudaria abruptamente no dia 7 de fevereiro de 1994.

Naquela data, há 25 anos, Jordan chocou o planeta ao anunciar que se arriscaria no beisebol e assinou um contrato de ligas menores com o Chicago White Sox. Ver o filho atuar na MLB era o grande sonho do pai de Michael, James, que havia sido assassinado no meio de 1993. Vale lembrar que meses antes, em 6 de outubro de 1993, MJ, já tricampeão da NBA, anunciou a aposentadoria do basquete, dizendo que perdeu o gosto pelo esporte após a morte do pai.

Os White Sox tinham como dono Jerry Reinsdorf, o mesmo dos Bulls. Após disputar alguns jogos da pré-temporada da MLB, ele acabou sendo colocado no Birmingham Barons. A equipe do Alabama era o time C da franquia de Chicago (o chamado nível “Double-A”) e de repente viu os olhos do planeta se voltarem para ela.

Jordan não jogava beisebol regularmente desde que havia deixado a Universidade da Carolina do Norte, em 1984, e penou nas ligas menores da MLB: em 127 partidas pelos Barons, o jogador teve uma média no bastão de 20,2%, bateu apenas 3 home runs e impulsionou 51 corridas. A única estatística digna de nota de Jordan na temporada de 1994 foi de bases rodadas: foram 30 durante todo o ano.

No ano seguinte, 1995, Jordan tinha como planos seguir nos Barons, mas uma greve de atletas afetou toda a MLB, que iniciou todas as suas divisões com atletas amadores. Em 18 de março de 1995, pouco antes do início da temporada do beisebol, Jordan anunciou sua aposentadoria do esporte, sem nunca ter jogado a liga principal, e o retorno ao basquete.

No dia seguinte, com uma estranhíssima camisa 45 (a 23 estava aposentada por motivos óbvios, mas voltaria a ser usada por ele nos playoffs; a 45 era usada no beisebol), ele estava novamente em uma quadra de basquete, em visita ao Indiana Pacers, em que foi discreto, com apenas 19 pontos. Mais nove dias e alguns jogos se passaram, e Michael Jordan registrou 55 pontos contra o New York Knicks em pleno Madison Square Garden. O maior do esporte estava de volta a seu habitat natural.

Após ver os Bulls caírem na semifinal da Conferência Leste para o Orlando Magic naquele ano, Jordan e os Bulls emendaram outro tricampeonato (1995/96, 1996/97 e 1997/98), consagrando o astro de vez. Depois de se “aposentar” de novo em 1999, Michael Jordan ainda teria uma passagem rápida pelo Washington Wizards entre 2001 e 2003. Uma carreira esportiva que não foi maculada nem com uma passagem ruim com um bastão na mão.

(Foto: Jonathan Daniel / Freelancer / Getty Images)

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